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domingo, 11 de junho de 2017

QUADRILHAS DE SÃO JOÃO ESTILIZADAS EM RECIFE: SINOPSES, 2017

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A UNIÃO JUNINA VEM COM O TEMA ( ANJOS,A REVOLUÇÃO DO AMOR). CONTA A HISTÓRIA DO AMOR PROIBIDO ENTRE 2 ANJOS,UM ANJO CELESTIAL E UM ANJO DA ESCURIDÃO, CAUSANDO REVOLTA ENTRE OS DOIS MUNDO DA IMORTALIDADE... NA BATALHAA ENTRE OS DOIS MUNDOS ELES RESOLVEM ABANDONAR SUAS NAÇÕES E VIVER UM AMOR COMO IMORTAIS,CAUSANDO UMA VERDADEIRA REVOLUÇÃO ENTRE O CÉU E O INFERNO.

O SÃO JOÃO DE ROLIUDE – Amor é Filme



O São João de Roliude trás as histórias entrelaçadas de Sonia, Beth e Marco Antônio, Sofia Lorena e Alan Delino. Todos esses personagens trazem consigo algo em comum: Amor.
Sonia (vulgarmente chamada de Sonia Praga) é uma beata convicta e casta que ama de maneira avassaladora o patrimônio maior da cidade de Roliude: A igreja matriz de São João de Roliude. Padroeiro da cidade que está desabrigado desde que a igreja foi interditada por uma praga de cupins. É objetivo de Sonia conseguir a restauração do patrimônio através da Prefeitura junto a Marco Antonio, prefeito da cidade.
Marco Antonio o Prefeito é marido da escandalosa Beth que se acha a versão nordestina de Elizabeth Taylor. Marco Antonio para atender ao capricho de sua mulher resolve usar a verba de restauração da igreja na construção do Marco de Roliude, um monumento ao cinema, paixão dos moradores da cidade.
Sofia Lorena e seu noivo de Alan Delino precisam pagar uma promessa: Casar-se diante da imagem do padroeiro de Roliude, mas com a igreja interditada recorrem ao prefeito para que algo seja feito para que sua promessa seja cumprida.

Então, através do universo do cinema a quadrilha Raízes do Pinho conta essa história mostrando a peculiar semelhança entre o fazer cinematográfico e o fazer quadrilha junina, afinal, ambas para existir precisam se utilizar das outras formas de Arte: Pintura, Dança, Música, Teatro, Escultura e Literatura. Mostraremos como a quadrilha junina é uma espécie de Sétima Arte Popular. Um brinquedo com ares de arte erudita e grande industria de entretenimento. 

ESPETÁCULO JUNINA CAMBALACHO 2017.

A romaria é uma das manifestações religiosas mais importantes e emblemáticos do catolicismo, é com base nesse contexto que a Quadrilha Junina Cambalacho vem trazer seu espetáculo de 2017. Devido a uma promessa de uma filha para sua mãe, Fatinha sai de sua cidade em busca a realização de sua promessa, uma difícil promessa, que envolve sacrifícios e muito desprendimentos. Nesse caminho, há como plano de subterfúgio um amor inconsciente que irá ser revelado ao longo da sua trajetória,  amor sem cobranças , sem contendas, amor de alma e coração.
A Quadrilha Junina Cambalacho nos convida a embarcar nessa história de amor e devoção, cuja mensagem primordial é o amor ao ser humano e a  toda e qualquer forma de vida.

2.      Flor da vertente;  ELA E O SOLDADO. Um conto nosso. Resumo sobre o tema O espetáculo da Junina Flor da Vertente tem como cenário, o CENTRO DE ARTESANATO DE PERNAMBUCO, na cidade de Bezerros-PE. Contaremos um conto, onde o Soldado Zé passará o plantão na noite de São João. Essa noite ficará marcada pra toda sua vida. Pois nela, coisas sobrenaturais acontecem. Todas as peças criam vida, e por um encanto, o amor é declarado pelo boneco Narciso Mané Gostoso pela Boneca da Sorte Esperança. Porém, o Soldado Zé se encanta com tamanha beleza de Esperança. Só que Carnavália, a boneca foliã, quer atrapalhar esse romance entre o Mané Gostoso e a Boneca Esperança, por gostar dele. Nesse quatrilho surgem atrapalhos para que o SIM de Esperança seja dito. Mas quem receberá o SIM, O Mané Gostoso ou o Soldado Zé??? A Flor da Vertente retratará seus brincantes e produção como peças que compõe o acervo do Centro de Artesanato de Pernambuco, destacando para as bonecas da sorte da cidade de Gravatá, o boneco Mané Gostoso, como brinquedo popular mais adquirido em festas populares do interior, o casal de lampião e Maria Bonita de barro, a boneca folia Carnavália, dentre tantas outras peças. Com seu figurino funcional para a dança e tradução do tema, além de uma plástica impactante, com diversas aplicações, bem como a simplicidade da vida interiorana. No seu repertório, será apresentado uma viagem musical que traduz a temática, dentro e fora do ciclo junino, bem como uma grande brincadeira lúdica na noite de São João. Resgatando os brinquedos populares, peças do acervo do Centro de Artesanto de Pernambuco, personagens da nossa história e das estórias populares. A Junina Flor da Vertente preza pelo que seja nosso, Pernambuco de todos nós. Pernambuco que nós amamos.


TEMA: A ESPERA DE UM MILAGRE • RELEASE DO TEMA: ZEZINHO o amor da vida de MARIAZINHA, há encontra e conta a ela que teve um sonho com ela, que na noite de São João ela seria a noiva da quadrilha junina e que o noivo seria ele. Isso realmente seria um sonho pra MARIAZINHA, logo ela que sempre fez votos a Santo Antônio e Santo Expedito, pois MARIAZINHA tem deficiência visual e isso faz com que ela desacredite da vida, desacredite que através de suas preces os santinhos irão ouvir e lhe dar a visão, vencer o preconceito e principalmente casar na noite de São João com o seu grande amor ZEZINHO. CHICÓ seu irmão, esse sim acredita que as preces de MARIAZINHA serão realizadas. Toda força e apoio ele dá a sua irmã, que por vez sofre bastante preconceito por DONA DOLORES, que por vez é mãe de ZEZINHO e por ter dentro de si o preconceito, acredita que por MARIAZINHA ter essa deficiência não fará o seu filho feliz. DONA DOLORES sempre fala pra ZEZINHO que Santo Expedito e Santo Antônio há de colocar outra moça no seu caminho. ZEZINHO, por amar tanto MARIAZINHA não desiste e deixa claro pra DONA DOLORES que não será a deficiência dela que irá o fazer desistir de ser feliz ao lado de MARIAZINHA, e dessa forma DONA DOLORES mesmo não querendo passa a entender esse amor, pois esse sim é um amor verdadeiro! O tempo passa, e chega a noite de São João... E sim! Por ter tanta fé e acreditar nesse sonho, lisonjeado aparece o santo das causas impossíveis, Santo Expedito e concede a MARIAZINHA a realização do seu sonho, Voltar a enxergar. E assim, a espera de um milagre teve um lindo fim. MARIAZINHA voltou a enxergar, Casou com ZEZINHO, venceu todas as barreiras e os dois foram felizes para brincar a quadrilha. Há e CHICÓ? CHICÓ foi feliz também, por sua irmã e por ter sido nomeado o MARCADOR da Quadrilha Junina. DONA DOLORES: Aprendeu que nada pode tornar ninguém inferior a ninguém. Não existe raça, cor, opção de vida ou qualquer deficiência que seja ou que faça alguém ser o diminutivo na vida. Somos todos iguais! E assim como todos eles, ela também foi feliz.

3.      JUNINA TRAQUEJO 2017Gravatá-PE
A Saga do Pavão Misterioso
Navegar pelo imaginário nordestino é sem sombra de dúvidas algo fantástico, muitas vezes paramos pra pensar de onde vêm tantas idéias, o folclore nos remete a inúmeras possibilidades de criar algo novo, ou recriar histórias. Quando lemos O Romance do Pavão Misterioso, datado de 1935 de João Melquíades Ferreira da Silva,  mergulhamos no mundo do imaginário dos cordéis e encontramos coisas fabulosas, de chegadas no Céu ao Inferno, histórias de corno são incontáveis, e é baseado neste imaginário de pessoas simples, mas de um publico fiel que, resolvemos homenagear os poetas cordelistas. Criamos uma lenda que nos remete do romance as incertezas deste  imaginário popular, nem fique curioso, se prepare pra assistir A Saga do Pavão Misterioso...
Falar dos cordelistas através de um Romance foi a forma que encontramos para fazer o público se encantar com a força dessa cultura que nos acompanha no sangue nordestino, e claro sem faltar aquela  pitada de humor, que faz parte da quadrilha, da nossa festa junina e que já é marcar registrada da Traquejo.
A saga se passa no interior de Pernambuco e é contada por Zé de Soiza (marcador), um cordelista, um andarilho que guarda em sua mente histórias e contos nordestinos, conta a história de um homem pai de sete filhos que morava nas Serras do Catimbau, onde também morava uma cigana que por ele se apaixonara só que ele a rejeitava e por não aceitar essa rejeição, ela jogou um feitiço no seu caçula, o menino Januário (noivo), que até completar seus 21 anos uma maldição ele carregara, nas noites de lua nova quando o arrebol começara subia ao lado mais alto da serra e num imenso pavão se transformava, apaixonado por Aninha (noiva) filha mais velha dos cinco filhos de D. Filó, que também não sabia que seu namorado esse feitiço carregava e pra surpresa de Januário na noite do seu vigésimo primeiro aniversário onde o feitiço estava por acabar, e sem perceber foi seguido por sua namorada que sem entender o que acontecia fugiu desesperada, sendo encorajada pelo seu eu, Aninha resolve desistir, influenciada por sua família decide partir e vendo ela que nada mais restava, mesmo com todo amor que sentia, resolve seguir outro destino. Januário esperando sua amada, pois o feitiço havia por acabar e nada mais o proibia de viver a sua história, só que ele não sabia do que acontecia, e pensando em desistir a lembrança do seu pai, sertanejo de força e fé aparece a Januário encorajando ele a seguir, como todo nordestino, nunca desistir e a um final feliz ele há de conseguir!
A Traquejo depois de 03 anos afastada dos concursos por motivos financeiros no município de Gravatá, volta para mostrar com seu estilo de brincar São João, como é forte a cultura do nosso povo e que com orgulho se bate no peito e diz sou nordestino sim senhor, e em seu cenário simples mais fazendo com que o material rústico do artesanato seja valorizado e sendo aproveitado e utilizado em todo espetáculo, os brincantes representam as figuras do cordel, com o figurino em tons terrais, escolhidos para remeter ao sertão e a calda do pavão, o nosso pavão misterioso!




A Quadrilha Fogo Caipira vem mostrar para o público seu espetáculo que neste ano de 2017 abordará o Tema: "O cheiro do cravo, a cor de canela. Eu vim de longe, vim ver Gabriela" É um recorte inspirado na obra Gabriela Cravo e Canela do autor baiano Jorge Amado, romance publicado no ano de 1958, que alcançou renome internacional e foi traduzido em mais de 32 versões, tornando-se um clássico da literatura brasileira. A Quadrilha mergulha neste universo e honrosamente faz um recorte do amor entre a sertaneja Gabriela, fugida da seca e do turco Nacib, que acabou de ficar sem cozinheira. O romance acontece na cidade de Ilhéus, em 1925. A década de 20 é marcada pela crise do coronelismo onde os coronéis principais proprietários de cacau se preocupam com a seca que ameaça a suas safras e Ilhéus passa por um momento de transição, ansiados pelo progresso e a intensa vida noturna litorânea do cabaré Bataclan. O forte contraste de Gabriela, uma moça livre, choca a alta sociedade baiana e encanta os homens da cidade, o que leva Nacib a casar com ela, com a intensão de transformá-la em senhora de sociedade. Perturbada com a pressão e seduzida pelo o galanteador Tonico Bastos, ela acaba traindo Nacib e rompendo com as tradições da época onde a traição levaria a morte. A junina narra essa emocionante história de amor, traição, fé e sedução. "Gabriela não se explica, basta vê-la, senti-la e saber que existe".
Casamento: O casamento é uma adaptação do Romance com trechos extraídos do Livro.
Repertório: Todo Original e correlacionado ao tema, conta com cantores renomados e nordestinos como: Luiz Gonzaga, Gilberto Gil, Elba Ramalho, Alceu Valença, Dominguinhos, Zé Ramalho, Jackson do Pandeiro, Geraldo Azevedo, Gal Costa, Dorival Caymmi além do queridíssimo Tom Jobim.
Canções que ficaram marcadas no cinema e teledramaturgia:
·         Origens – Gal Costa e Tom Jobim
·         Tema de Amor Gabriela – Tom Jobim e Gal Costa
·         Modinha pra Gabriela – Gal Costa e Dorival Caymmi

Figurino: A quadrilha apresenta em seu figurino tons suaves simbolizando a inocência de Gabriela, o Vermelho que significa o Amor e a traição de Gabriela além da mistura de cores (Retalho) fazendo um referencia a Alegria e Simplicidade do povo Baiano.
Cenário: Trás imagens de uma arquitetura dos casarões da cidade de Ilhéus na década de XX, incluindo a mais famosa casa noturna o Bataclan, onde se encontravam os mais famosos coronéis da zona de cacau


EU CONTO UM CONTO O HOMEM E A SERPENTE
Sinopse
O Espetáculo Junino, Eu Conto um Conto: O Homem e a Serpente é um conto nordestino que retrata a misteriosa e poética história de amor entre Zé do Bando, líder da Volante e a serpente Branca a mais rara entre as serpentes.
Conta o conto que as serpentes protegiam Lampião, mostrando o caminho mais seguro no meio da caatinga para o capitão e o seu bando fugir da Volante. Como de costume, diz o conto, que na noite de São João elas se encontram para festejar a vitória sobre a Volante. Ao descobrir isso, por vingança, Zé do Bando manda seus homens caçá-las!

Eu Conto um Conto: O Homem e a Serpente é uma ficção, mas traz consigo uma pincelada de verdade, de conflitos vivenciados em nossa sociedade nas relações de poder ente homens e mulheres. Um conto que tem como palco o sertão, que envolve mistério, coragem, amor e glória. 


“A Magia do Luar no Sertão...”.

4.      Sinopse do Tema“Não há, ó gente, oh não, Luar como esse do Sertão...”.

As Estrelas brilham estonteantes, anunciando uma linda noite de Luar.
Sonhos que viajam em nossa imaginação, nos levando a Lua, e nos cobrindo com todo o Céu, bordado em Estrelas, ápice de um romance enluarado, de Serenata ao Luar.
Oh, Lua! Clareia nossa inspiração... Clareia nossos passos!
E nos passos da vida vamos reviver momentos inesquecíveis...
Vamos cantar e dançar. Vamos emocionar!
Oh, LUA! Ilumina nossos sonhos...
Chega trazendo o Brilho das Estrelas, para que nesta noite, nossos olhos sintam a emoção de estar contigo novamente...
Oh, LUA! Vamos reviver o Luar do Sertão...
Vem com toda sua Magia festejar mais um São João!
É como muito Brilho no Olhar que a Quadrilha Junina Magia Matuta, neste ano de 2017, vai celebrar o Centenário de uma das canções mais populares do Brasil e mais regravadas de todos os tempos, LUAR DO SERTÃO, de Catulo da Paixão Cearense e João Pernambuco, música composta em 1914. Uma canção que ganhou Vida, em Verso e Prosa, interpretada pela Voz do Nosso Sertão, pela Voz do Brasil, pela Voz do nosso Eterno “LUA” - Luiz Gonzaga do Nascimento (Exu, 1913 – Recife, 1989). 

“És como as Estrelas bordando o Luar...”.
5.      Grupo Folclórico e Quadrilha Junina Quentão 2017

“O vendedor de fumaça” é o espetáculo da Quadrilha Junina Zabumba em sua temporada 2017. A obra trabalha numa perspectiva conceitual que envolve o lúdico e o real, apresentando uma trama que envolve sonhos e sentimentos. O conceito do espetáculo é amplamente influenciado pela perspectiva surrealista, marcada pela liberdade poética, literária e musical. O espetáculo busca mexer com o imaginário e com os sentimentos mais íntimos do espectador. Cada um poderá se ver e ser reconhecer em alguns ou em todas as personagens que compõe a trama, através de suas atitudes, discursos e posições. Também, serão levados a refletir a respeito do que efetivamente vale importa para ser feliz. O conceito de felicidade é colocado em xeque levando cada um de nós a repensar o que realmente nos traz felicidade. A mensagem principal do espetáculo é de que alguns sentimentos (como a inveja, a ambição e o rancor) são dispensáveis e que a felicidade está presente nas coisas mais simples da vida. O espetáculo convida, pois, a olhar para dentro de si e encontrar dentro do peito aquilo que lhe faz bem. O espetáculo é direcionado ao público adulto, ainda que por meio do lúdico e do imaginário, permitidos pelo surrealismo, se pareça com um verdadeiro conto infantil. A trama se constitui num musical com uma estética, coreografia e musicalidade junina, somado ao reforço de uma trama teatral que se volta a contar esse enredo. Sejam bem vindos ao mundo surreal do nosso... Vendedor de fumaças. SINOPSE A Quadrilha Junina Zabumba traz para cena um espetáculo criativo, inovador e intrigante. Baseado numa criação de Douglas Duan, Guilherme Rodrigues e Marcelo Brandão, o espetáculo “O Vendedor de Fumaça” vai levar para os arraiais uma trama lúdica que se passa numa cidadezinha qualquer. Ali, um vendedor de fumaças surge trazendo esperança para um lugar que ao longo do tempo perdeu o sentido de existência. Naquela cidade o relógio girava para trás, a tristeza tomava os corações, o amor já não florescia e o ódio e a inveja eram sentimentos corriqueiros. O vendedor percorre a cidade oferecendo sua magia capaz de solucionar qualquer problema. Dizia ele possuir uma fumaça mágica capaz de transformar os mais íntimos desejos em realidade. Toda população vai em busca desse tal vendedor de fumaças, ainda que desacreditem em seu poder. Em sua caminhada se depara com as fofoqueiras da cidade que, embebidas de inveja, se satisfazem com fofocas sobre a vida alheia; com o padre que já não possuía fé; com um velho que sentia saudades das antigas festas de São João; com Noivo que tinha remorso por ter roubado o coração de sua amada; e com uma Noiva que vivia engaiolada por não ser mais capaz de amar. O Vendedor de fumaças surge como uma solução para os problemas daquele povo. Apesar de a descrença reinar naquele lugar, alguns viam naquele vendedor de fumaças uma luz, ainda que ali só existisse a treva. O vendedor de fumaças, porém, não contava que ali vivia uma pessoa, que se alimentava daquela realidade triste do lugar e se satisfazia com tamanha situação. A Pessimista corporifica a vilã desse enredo e juntamente com seu capacho, o Cabeça de Vento, tentarão de todas as formas expulsar dali aquele senhor que vendia sonhos e esperança. Em meio à tragédia, inveja, tristeza e rancor, eis que ressurge a alegria, o amor e a esperança. O vendedor de fumaça lhes oferece de volta o direito de viver as festas juninas, deixando um importante legado de que a felicidade está nas coisas simples da vida. JUSTIFICATIVA REPERTÓRIO O repertório é baseado numa ampla pesquisa conceitual buscando transmitir sentimentos e emoções através da música. Logo, traz para cena canção de autoria própria e algumas músicas de compositores consagrados na cena musical. COREOGRAFIA Coreograficamente, o espetáculo apresenta um mix de estilos entre o popular e o contemporâneo recriando movimentos típicos da quadrilha junina tradicional. Com movimentos ousados que completam a cena de acordo com o momento do espetáculo. FIGURINO Nosso figurino trás de uma forma lúdica e “surrealista” uma fumaça humanizada, fumaça sem definição, sem gênero. Fumaça em um misto de lilás, rosa e roxo, com o leve toque do branco que traz a realidade visual de fumaça. Trazendo o volume, formas e leveza que a fumaça transmite, nosso figurino tem a função de ser a fumaça que envolve em cena. CASAMENTO A parte teatral apresenta um conceito de teatro de arena. Os personagens percorrem toda a trama envolvidos num jogo de cena entre interpretação e coreografias que se voltam a revelar a essência do espetáculo. A trama corre em torno do Noivo que por ciúmes e sentimento de posse com medo que ela se apaixonasse por outro, roubou o coração da sua amada, assim tirando sua chance de amar e viver presa em sua própria solidão. MARCADOR Ele é o próprio Vendedor de fumaça, que tenta vender os sonhos e desejos mais íntimos das pessoas através do movimentar da fumaça que o segue e tem a missão de levar alegria e esperança por onde passa. CENOGRAFIA Do ponto de vista cenográfico, a Quadrilha traz para cena um conjunto de elementos cênicos que colaboram para uma melhor compreensão da trama. Cada personagem possui uma alegoria própria representando o conceito de que cada um vive no seu próprio mundo, no contexto em que está inserido. 
Com o tema MANGUE! Do movimento da lama nasce a revolução.  A Quadrilha Junina Quentão em 2017 vem falando da história de uma pescadora guerreira que, unida com um biólogo, lutam contra um deputado rico, que quer destruir o manguezal e construir seu grande empreendimento. Juntos com toda população ribeirinhas e o padre, eles defendem o mangue com a ajuda de seu maior defensor cultural Chico Science. Sobre a pressão religiosa, cultural e a força massiva da população, o deputado desiste de tal ação, que arrependido, decide contribuir com a festa do casório entre a pescadora e o biólogo. Com muita alegria e irreverência, a Junina Quentão 2017 vem abordar a desigualdade social enfrentada pelos moradores, a poluição e desmatamento dos mangues e a força autêntica da mulher guerreira pernambucana. Tudo isso pelos olhos de seu maior defensor cultural Chico Science.


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