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terça-feira, 18 de abril de 2017

O truque pop brega de A CABANA

por moisesneto








Pois é: fui assistir ao filme A CABANA (nesta produção Deus é índio rechonchudo, é mulher negra), mas o personagem principal é branco, claro; pena que não tenho tempo para analisar a colonização ianque, de novo, por Hollywood... mas quem não gostaria de passar um fim de semana daquele? Tudo tão limpinho... perdoar a si mesmo (por assassinar o pai, e entender que o mal tem vontade própria parece fundamental. E a pretensão de salada étnica? O elenco, escolhido a dedo, vai do barba ruiva (nossa! quantos erros de continuidade!), passando pelo espírito santo como uma mulher magra oriental, Jesus é corretamente, bem Oriente Médio (e brincando com o personagem principal, um classe média, para ensinar nossas verdades); o mais interessante foi pegar o tal índio e uma mulher negra (a ideia de mostrar Deus como uma mulher negra, que aparece com cabelo trabalhado, meio peruca lisa é para ser comentada, mas a caracterização parece-me ainda a de um personagem estereotipado). Então: são estes atores que dividem o papel do nosso Pai (sim, porque de acordo com o filme, tem que coisas que só homem resolve, mulher não!).
O cenário usa e abusa do brega. Lágrimas adubando flores etc. Alguém disse que o livro ainda é mais lacrimogênio (os fãs sempre preferem o impresso, é claro). Sim, eu sempre me rendo ao prazer culposo do POP. Sou cristão, mas não sou reducionista, sei quando arte é apelação. Deus não é matéria.

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