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domingo, 6 de novembro de 2016

PALESTRA DE MOISESNETO sobre UM BONDE CHAMADO DESEJO, próximo sábado, no Recife



Falarei sobre UM BONDE CHAMADO DESEJO; PEÇA de1947 - do dramaturgo Tennessee Williams, que conquistou o Prêmio Pulitzer no mesmo ano; A peça, do início ao fim, nos traz questões profundas sobre as mais diversas formas de relação. Mais do que isso, nos mostra como os sonhos são importantes, ainda mais quando vive-se uma realidade extremamente difícil. As cenas nos mostram que, muitas vezes, é através da própria ficção e até da invenção que conseguimos atingir uma redenção, o que pode nos salvar de uma dura realidade.

Além disso, é uma história que fala de escuta, sobre a forma como nos escondemos e nos protegemos em nossos antagonismos. Fala de desejo, tolerância, sensibilidade, limites, verdade, honestidade, valores, caráter e a bruta relação entre sanidade e loucura.mas exploraremos mais a questão do sexo.

Suzana Costa e Buarque de Aquino, na montagem recifense de UM BONDE CHAMADO DESEJO


SOBRE MOISÉS MONTEIRO DE MELO NETO: 

O escritor, professor e pesquisador recifense Moisés Neto tem formação em Letras, pós-graduado em Literatura Brasileira, Mestre e Doutor em Teoria da Literatura pela UFPE. Ele estreou no teatro como ator profissional dirigido por José Francisco Filho e Buarque de Aquino e com o diretor /autor João Falcão e como dramaturgo (também como diretor) com a peça Um Certo Delmiro Gouveia, vencedora do prêmio de melhor texto literário num concurso promovido pelo Governo de Pernambuco.  Sua peça Cleópatra também recebeu um prêmio do Governo do Estado de Pernambuco. Além do teatro, Moisés publicou seu 1º poema no Jornal do Commercio nos anos 80 (Lobos) e foi colaborador regular do Suplemento literário deste jornal nos anos 90, publicando seus artigos em outros jornais e revistas como o Le Monde Diplomatique e na revista belga Parati. Lançou seu primeiro romance intitulado A Incrível Noite (edições Ilusionistas) e Chico Science: A Rapsódia Afrociberdélica (primeiro livro sobre o movimento mangue, lançado em outubro de 2000 que analisa aspectos da cultura pernambucana). Moisés é autor de alguns diálogos para filmes como Cassino Americano (do diretor Marco Hanois) que recebeu menção honrosa no festival internacional de vídeo da JVC em Tóquio. É autor de Notícias Americanas, poema épico (livro) sobre o 11 de setembro e a devastação do Afeganistão, lançado em 2002, pela Editora Edificantes, de Teatro Ilusionista, Chico Science, Zeroquatro & Faces do Subúrbio e Passagem - contos e poemas. Além de colaborar com vários jornais e revistas o Brasil e da Europa os ensaios de Moisés analisando diversos aspectos culturais estão publicados em várias antologias.
Como ator ele participou, dentre outras peças, de: Muito pelo Contrário (texto e direção João falcão), Suplício de Frei caneca (de Cláudio Aguiar, com direção de José Francisco Filho), Hamlet (no papel-título- direção do argentino Alberto Gieco e de Paulo Falcão), Romeu e Julieta, Viva o Cordão Encarnado (direção Luís Mendonça), A Noite dos Assassinos (do cubano Jose Triana, com direção de Augusta Ferraz). Na TV atuou em A Cartomante e no cinema em O Cangaceiro (direção Aníbal Massaini).
Também assina a autoria do espetáculo Para um Amor no Recife, que dirigido por Carlos Bartolomeu em 1999, recebeu 4 prêmios da associação de produtores teatrais em Pernambuco, é co-autor dos musicais A Ilha do Tesouro (2002) e Sonho de Primavera (que dirigiu ao lado de Ulisses Dornelas (que teve estreia em 2004 e ficou sete anos em cartaz), premiados pela APACEPE. Adaptou para o projeto escola parte da obra de Machado de Assis. Em 2006 foi assistente de direção do filme Incenso baseado em poemas de Ascenso Ferreira, vencedor do concurso Ary Severo/ Firmo Neto (Prefeitura Cidade do Recife/ Governo do Estado de Pernambuco). Vencedor do Prêmio Klaus Vianna, concedido pela FUNARTE, pelo roteiro e direção do espetáculo Recife- Paralelo 8, montado pela Companhia DANTE em 2007. É autor do texto da peça Anjos de Fogo e Gelo, a vida atormentada de Arthur Rimbaud, que dirigido por José Francisco Filho teve grande repercussão em Recife no ano de 2008, recebendo prêmios da APACEPE. Participou em 2009 da Curadoria da exposição permanente da Faculdade de Direito do Recife (UFPE) sobre Ruy Barbosa e Castro Alves. 2010 foi o ano do lançamento de Anticânone, literatura em Pernambuco a partir do século XX, e em dezembro do mesmo ano mais um texto de Moisés foi levado à cena, o musical O Circo do Futuro, com direção de Carlos Bartolomeu, um sucesso que já dura uma ano num grande teatro do Recife. Em 2011, lançou o livro Pequena História da Literatura Brasileira.
Atualmente ensina em algumas escolas e faculdades em Pernambuco. O site www.moisesneto.com.br  é bem visitado e contém artigos e peças escritas por Moisés e exibe a trajetória do seu grupo,a Ilusionistas Corporação Artística- que com vinte e cinco anos de atividades tem no seu currículo, além de produções teatrais e publicação de livros, a promoção de oficinas, cursos, exposições(como o Universo de Antunes Filho, trazendo duas vezes ao Recife este diretor de teatro internacionalmente reconhecido. Neste evento Moisés proferiu a palestra “O poética de Nelson Rodrigues em A falecida na montagem 2009 de Antunes Filho” à convite do curador paulista Sebastião Milaré). O mesmo Antunes Filho convidou-o em setembro de 2012 para fazer a apresentação da sua encenação de Toda Nudez será Castigada, pelo CPT/ Sesc SP. Também em 2012, ele lançou seu livro POEMAS DE MOISÉS NETO PUBLICADOS EM JORNAL, no salão nobre do Teatro de Santa Isabel, Recife, com participação da atriz Sônia Bierbard interpretando alguns dos poemas da edição, em 9 de dezembro de 2012. Sua tese de doutorado foi escolhida, publicada pelo SESC e lançada em 2015 (Abismos da poeticidade em Jomard Muniz de Britto; voltou a tuar inte3rpretando o personagem Kafka, em A ÚLTIMA NOITE DE KAFKA, apresentada em Recife e no Rio de Janeiro. Interpretou o personagem Pilatos, na Paixão de Cristo, apresentada nos Montes Guararapes (PE). Atualmente Moisés é professor na Faculdade de Marketing do Recife (FAMA), atuando também em outras instituições de ensino. Em 2016 teve suas peças radiofônicas O JULGAMENTO DE PADRE CÍCERO e também UM CERTO DELMIRO GOUVEIA, transmitidas pela RÁDIO FOLHA DE PERNAMBUCO; dirigiu a peça O bem que multiplica (encenada no Teatro da Caixa Cultural, Recife; dentre outras atividades.

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