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sexta-feira, 2 de outubro de 2015

ALEGRIA, LOUCURA, MEDO, SEXUALIDADE : MEMÓRIAS DE AMOR & MORTE em Caio Fernando Abreu. Afinal, OS DRAGÕES NÃO CONHECEM O PARAÍSO?



(...) Fico pensando se viver não será sinônimo de perguntar. A gente se debate, busca, segura o fato com as duas mãos sedentas e pensa: “Achei! Achei!” – mas ele escorrega, se espatifa em mil pedaços, como um vaso de barro coberto apenas por uma leve camada de louça. A gente fica só, outra vez, e tem que começar do nada, correndo loucamente em busca dos outros vasos que vê. [...] E começamos de novo, mais uma vez, dia após dia, ano após ano. Um dia a gente chega na frente do espelho e descobre: “Envelheci”. Então a busca termina. As perguntas calam no fundo da garganta, e vem a morte. Que talvez seja a grande resposta. A única. (...)”. 

(Caio Fernando Abreu – fragmento do romance Limite branco)
NESTE SÁBADO, NO AUDITÓRIO DA LIVRARIA JAQUEIRA



Na Livraria Jaqueira (Recife)
Dia 3 de outubro de 2015.
Às 17h
Com Moisés Monteiro de Melo Neto* e Carlos Santos*.
Mediação LULA COUTO.
Sugerimos que os interessados leiam pelo menos o conto OS DRAGÕES NÃO CONHECEM O PARAÍSO, disponível na internet em    http://www.recantodasletras.com.br/contos/2621797
Venha para o debate e discuta.
“ [...] para os dragões nada mais inconcebível que dividir o espaço- seja com outro dragão, seja com uma pessoa banal [...] eles são solitários, os dragões [...] decidi que não passaria mais um dia sem contar essa história de dragões [ninguém é capaz de compreender um dragão [...] ele não permite corrigir-se [...] cheirava a alecrim e hortelã [...] cheiro verde [...]esse é o mês dos dragões [...] um dragão vem e parte para que seu mundo cresça [...] são apenas anunciação de si próprios. Eles se ensaiam eternamente, jamais estreiam [...] os aplausos seriam insuportável para eles [...] fico cansado do amor que sinto [...] no meio de uma cidade  escassa de dragões [...] só existe o sonho [...] que seja doce...” (OS DRAGÕES NÃO CONHECEM O PARAÍSO, conto de Caio Fernando Abreu, em discussão no próximo encontro com PALAVRAS CRUZADAS).

ALEGRIA, LOUCURA, MEDO, SEXUALIDADE : MEMÓRIAS DE AMOR & MORTE em Caio Fernando Abreu. Afinal, OS DRAGÕES NÃO CONHECEM O PARAÍSO?
Na Livraria Jaqueira (Recife)
Dia 3 de outubro de 2015.
Às 17h
Com Moisés Monteiro de Melo Neto* e Carlos Santos*.
Mediação LULA COUTO.


Itens do acervo de Caio Fernando Abreu, arquivados no Delfos, Espaço de Documentação e Memória Cultural da PUC do Rio Grande do Sul ***


Sugerimos que os interessados leiam pelo menos o conto OS DRAGÕES NÃO CONHECEM O PARAÍSO, disponível na internet em    http://www.recantodasletras.com.br/contos/2621797
Venha para o debate e discuta.
“ [...] para os dragões nada mais inconcebível que dividir o espaço- seja com outro dragão, seja com uma pessoa banal [...] eles são solitários, os dragões [...] decidi que não passaria mais um dia sem contar essa história de dragões [ninguém é capaz de compreender um dragão [...] ele não permite corrigir-se [...] cheirava a alecrim e hortelã [...] cheiro verde [...]esse é o mês dos dragões [...] um dragão vem e parte para que seu mundo cresça [...] são apenas anunciação de si próprios. Eles se ensaiam eternamente, jamais estreiam [...] os aplausos seriam insuportável para eles [...] fico cansado do amor que sinto [...] no meio de uma cidade  escassa de dragões [...] só existe o sonho [...] que seja doce...” (OS DRAGÕES NÃO CONHECEM O PARAÍSO, conto de Caio Fernando Abreu, em discussão no próximo encontro com PALAVRAS CRUZADAS.

LÁ VÃO ALGUMAS PALAVRAS PESCADAS NA REDE (WIKIPEDIA... ETC.):

Caio Fernando Loureiro de Abreu (Santiago, 12 de setembro de 1948  Porto Alegre, 25 de fevereiro de 1996) foi umjornalista, dramaturgo e escritor brasileiro.
Apontado como um dos expoentes de sua geração, a obra de Caio Fernando Abreu, escrita num estilo econômico e bem pessoal, fala de sexo, de medo, de morte e, principalmente, de angustiante solidão. Apresenta uma visão dramática do mundo moderno e é considerado um "fotógrafo da fragmentação contemporânea".
Caio Fernando Abreu estudou Letras e Artes Cênicas na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), onde foi colega de João Gilberto Noll. No entanto, ele abandonou ambos os cursos para trabalhar como jornalista de revistas de entretenimento, tais como Nova, Manchete, Veja e Pop, além de colaborar com os jornais Correio do Povo, Zero Hora, Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo.
Em 1968, perseguido pelo Departamento de Ordem Política e Social (DOPS), Caio refugiou-se no sítio de uma amiga, a escritoraHilda Hilst, em Campinas, São Paulo. No início da década de 1970, ele se exilou por um ano na Europa, morando, respectivamente, na Espanha, na Suécia, nos Países Baixos, na Inglaterra e na França.
Em 1974, Caio Fernando Abreu retornou a Porto Alegre. Chegou a ser visto na Rua da Praia usando brincos nas duas orelhas e uma bata de veludo, com o cabelo pintado de vermelho [carece de fontes]. Em 1983, mudou-se para o Rio de Janeiro e, em 1985, paraSão Paulo. A convite da Casa dos Escritores Estrangeiros, ele voltou à França em 1994, regressando ao Brasil no mesmo ano, ao descobrir-se portador do vírus HIV. Abreu era declaradamente homossexual em plena época da Ditadura Militar no Brasil.[1]
Em 1995, Caio Fernando Abreu se tornou patrono da 41.° Feira do Livro de Porto Alegre.
Um ano depois, Caio Fernando Abreu voltou a viver novamente com seus pais, tempo durante o qual se dedicaria à jardinagem, cuidando de roseiras. Faleceu em 25 de fevereiro de 1996, Hospital Mãe de Deus em Porto Alegre, no mesmo dia em que Mário de Andrade. Seus restos mortais jazem no Cemitério São Miguel e Almas.[2]
Seu primeiro romance, Limite branco (1970), já possui as marcas que iriam acompanhar sua trajetória literária: a angústia diante do devir e a morte como certeza no final da jornada.[3] Segundo sua perspectiva literária, a vida deve ser buscada continuamente.[3]
Caio Fernando de Abreu viveu intensamente a época da ditadura, em suas obras literárias, o autor buscava inspiração em momentos importantes de sua vida, fazia uma releitura rápida, porém despercebida de seu modo de pensar, a maioria de suas criações e personagens retratavam um modo cinzento e triste de viver, na busca inquietante pela felicidade.
Obras
Contos
·         Inventário do Irremediável
·         O Ovo Apunhalado
·         Pedras de Calcutá
·         Morangos Mofados
·         Os Dragões não conhecem o Paraíso
·         Ovelhas Negras
·         Mel & Girassóis
·         Estranhos Estrangeiros
·         Molto lontano da Marienbad, Ediz. Zanzibar, Milano 1995
·         I Draghi non conoscono il Paradiso, Ediz. Quarup, Pescara 2008
·         Triangolo delle acque, Ediz. Quarup, Pescara 2013
·         Pra sempre teu, Caio F.
Novelas
·         Triângulo das Águas
·         As Frangas, novela infanto-juvenil
·         Bien loin de Marienbad
Teatro
·         A Maldição do Vale Negro
·         O Homem e a Mancha
·         Zona Contaminada
·         Teatro Completo, 1997
Romances
·         Limite Branco, 1970
·         Onde Andará Dulce Veiga?
·         Dov'è finita Dulce Veiga, Ediz. La nuova Frontiera, Roma 2011
Tradução
·         A Arte da Guerra, de Sun Tzu, 1995 (com Miriam Paglia).
·         A Balada do Café Triste, de Carson McCullers, 1991.
Outros
·         Cartas, (Correspondência)
·         Pequenas Epifanias (Crônicas)
Prêmios
·         Prêmio Jabuti de Literatura, 1996, categoria Contos / Crônicas / Novelas - livro "Ovelhas Negras"
·         Prêmio Jabuti de Literatura, 1989, categoria Contos / Crônicas / Novelas - livro "Os Dragões não Conhecem o Paraíso"
·         Prêmio Jabuti de Literatura, 1984, categoria Contos / Crônicas / Novelas - livro "O Triângulo das Águas"[
·         Revista IstoÉ, 1982, Melhor Livro - "Morangos Mofados"



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*Moisés Monteiro de Melo Neto é Doutor em Literatura pela UFPE, professor, pesquisador, escritor/dramaturgo. Autor de vários livros, como Chico Science: A rapsódia afrociberdélica, e de peças teatrais como Anjos de fogo e gelo: a vida atormentada de Arthur Rimbaud, Os abismos da poeticidade em Jomard Muniz de Britto: Do Escrevivendo aos Atentados poéticos (publicado pelo SESC)
Carlos Santos é psicanalista , pesquisador e escritor.

Lula Couto é pesquisador e escritor

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