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sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Aventura: uma trajetória desconhecida

"Aventura: normalmente envolve uma trajetória desconhecida. Contém territórios de perigo justamente pelo desconhecido. É quando alguém se dispõe a viver ou percorrer esta trajetória. A aventura também se dá pelo ato de viver a experiência. É experimentar, experienciar. Para viver a aventura precisa-se de espírito aventureiro. É um espírito que se predispõe pelo desejo que tem em viver a tal experiência que a aventura proporciona. O aventureiro é movido pelo desejo, pelo querer. É recheada de surpresa e curiosidade. Imbuído do espírito aventureiro o indivíduo vivencia seus temores de maneira a liberar a passagem por entre os medos para alcançar seu objeto de desejo. A aventura é mais um ato de amor que um ato de coragem. Na aventura parece que se conversa com o medo, que se conversa com a coragem, se conversa com a fragilidade, se conversa com a força, e que se abre espaço para a permissão de vivenciar a experiência. 

aventure-se!


Aventura sugere um movimento sinuoso e a coragem um movimento vertical e frontal. É uma palavra leve, tem vento, tem corrente de ar, respira. Por isso inspira possibilidade. Uma palavra próxima ao espírito do jogo, ao espírito brincante. Na aventura aceita-se a fuga, o medo, a astúcia, a dança, todas as reações diante do perigo são aceitas e redirecionadas para levá-lo à realização. Mas que realização é esta? Aquela que '[...] ao final vai dar em nada nada nada nada nada nada nada nada nada nada nada nada do que eu pensava encontrar...'."
Fonte: VARGENS, Meran. A Voz Articulada pelo Coração: ou a Expressão Vocal para o Alcance da Verdade Cênica. São Paulo: Perspectiva, 2013

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