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sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

SEJAMOS TODOS FOLIÕES, sem medo das propinas...


     
por  JOMARD MUNIZ DE BRITTO



Nossos carnavais não desejam curtir           a palavra que se tornou palavrão.     
Sejamos foliões apesar das três mil    sílabas: PRO PI NA.  
Esqueçamos portanto a crueldade dos profissionais da po-li-ti-ca-ria: que nos ameaça e chega a nos confundir e talvez consumir. 
Sejamos outros: entre desejos e desafios antes e depois das carnavalizações. 
A imagem de Naná Vasconcelos com seu berimbau no Marco Zero do Recife nos convida para uma saudável carnavália

Apesar de tudo. Nossas ruas esburacadas. 

Nossas avenidas precariamente iluminadas. 
Nossos políticos profissionais do sorriso: antes e depois e sempre em eleitoreiras Campanhas.                                                  
   Recife não pode ser melhor nem pior do que Paris, 
Salvadolores ou do Rio       quase sempre violentador.  
                          Sem rimas. 
Sem conformismos.             
    Sem viseiras nem vistorias.     
                     Sejamos todos foliões de olhos abertos    para o futuro do indicativo. Presenças.    
  Jamais esqueceremos o RSI de nossas          folias psicanalíticas.                                           Real/Simbólico/Imaginário.                           
  Pelo R, além do riso fácil, queremos o mais revolucionador. 
Revelando múltiplos desafios para nossas tradições machistas, masculinistas ou transgressoramente pansexuais.       
  R sem realezas. S de múltiplas saudades permanentes. 
Sal da terra, dos mares, dos afetos. 
 I do nosso imaginário que sabe dançar, brincar, brilhar por e para todos, as. 
      Sejamos novos foliões. 
Outros, as.              
Do Bloco do NADA ao  GALO das MADRUGADAS.             
              Sejamos atrevidamente foliões.


Recife, carnaval de 2018.                    





domingo, 4 de fevereiro de 2018

Fui ao o 54º Baile Municipal do Recife,

Mesmo não estando tão disposto, fui ao o 54º Baile Municipal do Recife, famosa prévia que já frequentei muito e que todo ano renovo os votos, nesta festa para Mateus nenhum botar defeito que efervesce o lado folião(ã) adormecido há 360 dias  desde o último Carnaval. 


Fui vestido de homem da meia-noite estilizado (risos e siso, estava bem confortável; vimos o desfile de fantasia, a premiação do rei Momo e da rainha que vão à Espanha, pelo que percebi; a seguir o show de Romero Ferro (que já atuou numa peça que escrevi, “Bruno e o Circo/ O circo do Futuro”), tendo como convidados Canibal (vestindo Eduardo Ferreira, por suposto, elegantíssimo e numa performance impressionante, Silvério Pessoa, mais profissional impossível, num estalo assumiu o domínio do palco), Clarice Falcão com aquele jeito dela de ser e dizer, a todos encantou com um charme mágico e meio tímido, a dizer coisas fortes numa poesia que já lhe é peculiar. 

Amigos: o ator e produtor Raul Elvis ao lado de Moisés Neto


O ator e produtor Lano de Lins ao lado de Moisés Neto



A produtora Tici Pacheco  ao lado de Moisés Monteiro de Melo Neto



No repertório do FREVÁLIA, nome do show de Romero, teve Chico Science e muita gente boa, mas a música “Morrer em Pernambuco”, salvo engano, que abre e fecha é de uma complexidade que traz um novo Severino pós-cabralino que fez o salão de Baile do  Classic Hall refletir, uma reflexão do tipo “uma cerveja antes do almoço” tudo zen. 

Uma festa tamanho família



Mais uma vez, a primeira-dama da cidade, Cristina Mello coordenou o evento, este baile beneficente com renda arrecadada para seis instituições sociais no Recife (Instituto do Fígado e Transplante de Pernambuco, Maracatu Nação Encanto do Pina, Orquestra Anjo Luz, Instituto Filadélfia, Associação Cristã Feminina do Recife e Espaço Criança). Ela declarou: “uma festa 100%, valorização da nossa cultura, nossos artistas”,Homenageados, Nena Queiroga e Jota Michiles , tiveram as presenças de Elba Ramalho (paraibana com ares de cidadã recifense, que amo), Spok, André Rio, Almir Rouche, Claudionor Germano. Que bom ver gente como Albemar Araújo, Ticiana Pacheco, no comando de área que dá suporte a toda esta festa. Circulando estavam Raul Elvis, Lano de Lins (Lux pouca é bobagem, cada entrada de Lano em cena nos faz ficar sem fôlego), e uma profusão de outras pessoas que gosto. Ao meu lado, a professora e pesquisadora Telma Virgínia, apreciava cada detalhe da festa com olhos felizes

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Suzana Costa e Júnior Sampaio em RICARDO III, adaptação de Moisés Monteiro de Melo Neto, da obra de Shakespeare, com dramaturgia e direção de Moncho Rodriguez, lançamento do, projeto, dia 28 de janeiro de 2018, Teatro Arraial Ariano Suassuna, Recife, Brasil.




Sublime, é o que posso dizer de Suzana Costa, interpretando Ana, em Ricardo III; exatamente como a imaginei quando escrevi esta adaptação tendo como base o original do bardo inglês. Fotos: Pedro Portugal


Suzana Costa e Júnior Sampaio em RICARDO III, adaptação de Moisés Monteiro de Melo Neto, com dramaturgia e direção de Moncho Rodriguez, lançamento do, projeto, dia 28 de janeiro de 2018, Teatro Arraial Ariano Suassuna, Recife, Brasil.



 Eu conheci essa atriz grandiosa quando eu tinha 16 anos e estudava na UFPE; ela já queria ser Blanche, da peça Um bonde chamado desejo. A vi como Titânia e tantas personagens que já nem sei; dividi o palco com ela por mais de dois anos na montagem de um musical de João Falcão. Uau! E vê-la assim, no palco, depois de encarnar minha Fedra, gostar do meu Ricardo III. Sem palavras. Amor, querida Suzana, de tantos personagens, deste seu fã ardoroso... foram suas fotos nos jornais como Cordélia Brasil, com direção do inigualável José Francisco Filho, e em Toda Nudez, dirigida por Cadengue, que me fizeram escolher o teatro como razão maior da minha literatura; há estrelas do quilate de Sonia Bierbard, que também me deixam embevecido, Isa Fernandes Maia Leite, Magdale Alves, Ivonete Melo. Grato. a vocês. Parabéns à M Leon Produções. A night to remember...



Com Ricardo III, Junior Sampaio, da EntretantoTeatro Portugal Brasil Teatro, este sertanejo português, que conheci quando fazíamos curso na TV Universitário, com José Jose Mario Austregésilo DA Silva Lima e Luiz Maranhão e já demonstrava vigor e determinação e o tempo, como faz com os bons vinhos transformou num ator que exibiu sua força ao encarnar, mesmo que de leve, o terrível Ricardo III, inspirado pela minha versão de Shakespeare. Um brinde, caríssimos; são instantes assim que fazem de um ator, um gênio. Parabéns à M Leon Produções , pelo evento notável, pela coragem de fazer um teatro peculiar, e um brinde ao mais novo produtor da cidade do Recife, este senhor Leon.
 — com Suzana Costa em  Teatro Arraial Ariano Suassuna.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

A CEIA DOS CARDEAIS, de Júlio Dantas, Simbolismo Português, nova montagem em Recife: Imperdível!

Ontem, no Teatro Barreto Junior, Recife, o jornalista e ator Jomeri Pontes, a produtora, pesquisadora e atriz Mísia Coutinho, Moisés Monteiro de Melo Neto (Moisés Neto) e o ator do espetáculo A CEIA DOS CARDEAIS, de Júlio Dantas, Simbolismo Português(estreia). 24º JANEIRO DE GRANDES ESPETÁCULOS; produção Paulo de Castro. Bom teatro em Pernambuco.


Sobre o texto, comenta Eunice Azevedo: A estreia de um dos textos de maior êxito da dramaturgia portuguesa, A ceia dos cardeais, ocorreu no Teatro D. Amélia (hoje São Luiz), a 24 de março de 1902, original de Júlio Dantas foi encomendado pelo Visconde S. Luiz Braga e escrito propositadamente para a festa artística de João Rosa, tendo, posteriormente, conhecido grande sucesso com mais de 50 edições em português e várias traduções noutras línguas. Foi, também, representado um pouco por toda a Europa, bem como na América do Sul. A peça em um ato, escrita em verso alexandrino, é composta, essencialmente, por três grandes monólogos proferidos por três cardeais – um português, um francês e um espanhol – que, numa luxuosa sala do Vaticano setecentista, saboreiam uma riquíssima ceia e recordam os seus amores de mocidade. A peça em um ato, A ceia dos cardeais, foi redigida em 1902, por Júlio Dantas, “em versos alexandrinos de rima emparelhada” e compõe-se por pouco mais que três grandes monólogos que nos revelam as aventuras amorosas da juventude de três cardeais: o Cardeal Gonzaga de Castro, com oitenta e um anos, bispo de Albano e Camerlengo, de origem portuguesa; o Cardeal Rufo, com setenta e três anos, de origem espanhola, arcebispo de Ostia e deão do Sacro-colégio; e, por último, de proveniência gaulesa, o Cardeal Montmorency – o mais novo, com sessenta anos – bispo de Palestrina. Os três cardeais, reunidos numa luxuosa sala do Vaticano durante o papado de Bento XIV, no século XVIII, partilham uma ceia digna da riqueza do ambiente que os envolve: um faisão acompanhado de trufas, xerez e champanhe francês, tudo servido em baixelas de prata e ouro, comido em loiça de Sèvres. Os três episódios amorosos evocados no texto propunham-se como representativos do espírito dos países personificados por cada um dos cardeais. Assim, o primeiro monólogo, debitado pelo cardeal espanhol, era “colorido e pícaro”, demonstrando uma imagem estereotipada da “fanfarronice espanhola” ); o segundo, do Cardeal Montmorency, “[…] procura[va] corresponder à imagem convencional do espírito francês” , marcado pela galanteria; e, por último, o episódio amoroso da mocidade do cardeal português, que Dantas apresentava não apenas como representando o “sentimentalismo português” , mas também, e sobretudo, para com ele demonstrar que, de todos os sentimentos à mesa confessados, este seria o mais verdadeiro dos três. A peça, habilmente descrita por Joaquim Madureira como uma sucessão de “[…] três monólogos, sem ação, sem cor, ligados entre si por um faisão com trufas, sedas roçagantes de príncipes de Igreja, acordes ligeiros num cravo antigo, baixelas ricas e versos delambidos”Apesar de muito criticado e de ter sido considerado, décadas mais tarde, uma “[…] banalidade brilhante, lamentavelmente sobrecarregada de referências epocais […]”, por Jorge de Sena , este “[…] sentimentalismo piegas […]”, de Júlio Dantas conheceu na sua noite de estreia um grande êxito, não tanto pela peça em si, mas mais pela impressionante cenografia – ao cuidado do talentoso Augusto Pina – materializada a partir da detalhada didascália inicial do texto. Augusto Rosa – o Cardeal Montmorency – dá-nos uma ideia da magnificência do cenário ao recordar o subir do pano na noite de estreia: “[…] ouviu-se em toda a sala um sussurro admirativo. A scena estava ornamentada profusamente com autenticas e riquíssimas pratas, a mesa guarnecida com os melhores cristais e louças, o chão coberto de soberbos tapetes orientais. Eu trinchava um faisão a valer, […] os criados serviam vinhos e champagne Moët et Chandon, que não bebíamos” . Este verismo e opulência cenográfica do espetáculo tornaram necessária a presença noturna de agentes da polícia no teatro, para que ninguém caísse na tentação de furtar os riquíssimos adereços de cena.Foi precisamente este cenário – aliado ao elenco de topo –, causador de um forte impacto no público e imprensa de então, que contribuiu, em grande parte, para o êxito do espetáculo, uma vez que “[…] se não fosse a comedia, em verso, e não a representassem os três primeiros atores da companhia do D. Amélia, o sucesso seria diminuto, porque A Ceia dos Cardeais é, em boa verdade, um pouco longa para tão pequeno assunto” ). Todavia, este espetáculo foi, sem sombra de dúvida, o grande êxito da festa artística de João Rosa e “[os] aplausos a Júlio Dantas e aos seus intérpretes pareciam intermináveis; o pano subiu inúmeras vezes e tudo dir-se-ia envolto numa atmosfera de apoteose” Apesar das críticas negativas por parte de vários autores, como Joaquim Madureira, Fialho d’Almeida ou Teixeira de Carvalho, nem toda a imprensa recebeu A ceia dos cardeais com hostilidade. Recorde-se, a este propósito, a crítica de Jayme Victor: “A Ceia dos Cardeais é uma pequenina obra prima, é um ato em verso, alexandrinos primorosos, de um ritmo suavíssimo, de uma correção parnasiana, e de um colorido pujante, em que as meias tintas estão dispostas com uma arte superior, e as imagens ressaltam espontâneas, dando um relevo encantador à ideia poética que atravessa toda essa singelíssima ação”. A crítica ao trabalho de Júlio Dantas não se esgotou nos comentários à Ceia dos cardeais, nem sequer se restringiu apenas à sua produção literária. Júlio Dantas, o homem, foi, também, alvo de críticas corrosivas por parte do movimento modernista português, entre as quais se destaca o polêmico Manifesto Anti-Dantas e por extenso, de Almada Negreiros, que surgiu em 1915, no seguimento da estreia de Soror Mariana, a 21 de outubro desse mesmo ano, no Teatro do Ginásio. Esse manifesto atacou principalmente Júlio Dantas – mas não só – como símbolo de toda uma geração retrógrada, bem como do estagnado panorama literário português. Atualmente, a importância deste texto insere-se, quase exclusivamente, no domínio da arqueologia do teatro português, como nos recorda Luiz Francisco Rebello, ao referir que “ muito deste teatro, mesmo nos casos de maior apuro técnico ou literário, possui hoje um interesse apenas documental. Mas espelham-se nele os gostos e as preocupações de uma época”

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Os Jardins Suspensos da Criação, de Eduardo Maia

‘STELLIUM 2018 - Os Jardins Suspensos da Criação’, de Eduardo Maia {em 12AMOS}


I – OCUPAMOS o Teatro de Santa Isabel do Recife, na noite dos ‘Astrólogos de Reis’ (sábado, 6 de janeiro) - lotado com 320 pessoas, pelo 37º ano consecutivo, realização da Academia Castor & Pólux, com introdução sobre Astrologia Tradicional para novatos & ‘Ajardinamentos Criativos’ para todos.
II – ASSINALAMOS, no Anuário ‘O que continua’: Júpiter trígono Netuno (R/maio e D/agosto) - agora sem as Viciosas Ocultações: estímulo da caridade com abrigo aos imigrantes + Plutão em Capricórnio, na ‘Insustentável Megalomania do Ter’, abalando as Instituições!
III – EXPLICAMOS: a atração do ano é o Ingresso de URANO em TOURO {15/maio (c/repescagem Áries em novembro), até julho/2025} que inaugura ciclo de revoluções exorbitantes nos alimentos-vitais, nas moedas-virtuais e nas tecnos-virais.
A máquina já engoliu os humanos: na 4ª RI, você vai desligar o adoro-cel, para (se)ligar no sonoro-Céu?!
IV – IMPRESSIONAMOS no conselho: Liberte seus Ideais, anule a Suspensão da Beleza & peregrine rumo aos Jardins Suspensos da Criação: artístico, sacro e social!
V - MITOGRAFAMOS: O Rapto de Europa, do Jardim Venéreo ao Êxtase Etéreo. E a Trajetória de Io, da amante onipotente ao Itinerário Persistente...
VI – ANALISAMOS: A Ciência da Astrologia, que penetra as sutilezas da linguagem e a chave dos enigmas, no Antigo Testamento da Biblia (in Livro da Sabedoria 8, 8-9), para alto-contrôle de fanáticos-ao-pé-da-letra.
VII – AMPLIAMOS com Exercícios de Ícone-Símbolos, via Power-Point de Urano, Urânia & Touro;
de Cine-Símbolos com sequência dos Filmes {todos estreando com Urano em Touro}: ‘Tempos Modernos’ (Modern Times, 1936) do ariano Charles Chaplin; ‘Alô, Alô, Carnaval’ do virginiano Adhemar Gonzaga (1936); e a única sequência que Carlitos fala/canta ‘The Non-Sense Song’ (in ‘Tempos Modernos’);
E Simbolismo-Poético com ‘Graça’ da sagitariana Adélia Prado {in ‘O Coração Disparado, 1977}.
VIII – MANGAMOS com o Vídeo-Arte: ‘Luzes Amarelas & Dona Ninita na Bélgica!’ - Estrelando, o Prof. Mercúrio, o Mangoterapeuta, em sátira mordaz&mordida contra os desrespeitadores do Trânsito- aqui e alhures!
IX – INSTRUÍMOS a prática recomendada para o período: instantes contemplativos, com auxílio da Trilogia ‘Ciência/Arte/Religião’ – o Bom, o Belo e o Bem – além da terapêutica ‘Observação de Céu’...
X – HOMENAGEAMOS o ‘Eterno Feminino’ que, segundo Goethe, “...Nos levará para o Alto” {Vênus, a Bela, é a regente de Touro e participará desse ciclo com a Arte}.
XI – (A)CREDITAMOS:
Urano & Anjos (‘Vênus vestida e adornada pelas Horas, na presença de seu pai Urano’ - John Cotelle, o Jovem – 1689/1691) apreciam Io nos Jardins Suspensos (‘O Mito de Io’ - Bartolomeo di Giovanni, 1490) e Mercúrio com a cabeça de Argos aproveita da Árvore das Delícias. (“Jardim de Delícia” in ‘Céu & Terra Coleção de Desenhos’ – William Morris, 1834/1896).
{Capa do Programa/Almanaque ‘Stellium 2018’:
Pesquisa Imagética de Eduardo Maia
Execução Visual de Bruno Lombardi/Studio Fundação}
XII – AMAMOS {& GUARDAMOS o elaboradíssimo Programa/Almanaque ‘Stellium 2018’ gratuito - disponível na Academia Castor & Pólux à tarde, telefonar antes} e AGUARDAMOS os que também Amam!
Xêros em Suspensão!
Professor EDUARDO MAIA 

Sou admirador do grande Eduardo Maia, desde os anos 80, quando assisti à sua peça O EXTRATO DE FORMOSURA", aquilo mexeu muito comigo, os vários códigos contidos nos seus textos me fascinam até hoje; estive presente no Stellium 2018, Noite de Reis com ele, um prazer que se renova e ilumina corações e mentes" (Moisés Neto)


domingo, 21 de janeiro de 2018

24º JANEIRO DE GRANDES ESPETÁCULOS, Paulo de Castro, homenagens e participações do Prof. Dr. Moisés Monteiro de Melo Neto

Paulo de Castro, Coordenador-geral do Janeiro de Grandes Espetáculos e Presidente da Associação dos Produtores de Artes Cênicas de Pernambuco/Apacepe, expressa-se deste modo ao se referir ao 24º Janeiro de Grandes Espetáculos:"Vamos todos sair desta crise. Claro, precisaremos de força, determinação e, sobretudo, diálogo. Para isso, necessitaremos ser tolerantes. E resistentes. Resistência, aliás, é uma palavra que muito bem define o Janeiro de Grandes Espetáculos. Um festival longevo, que chega a sua 24ª edição conciliando o que de bom a experiência nos oferece com o frescor dos renovados ares.Em 2018, pisaremos no palco sob nova alcunha. Somos, agora, o Festival Internacional de Artes Cênicas e Música de Pernambuco. Ao lado dos espetáculos teatrais, teremos mais música, mais shows de qualidade, mais gente incrivelmente boa que movimenta a cadeia criativa e cultural do Estado.A valorização do artista pernambucano nunca sai de foco no Janeiro. Estamos sempre atentos, antenados e empolgados com o que acontece nas coxias e tablados. E queremos levar para nosso público aquilo que de mais relevante e pulsante vem sendo construído na cena local. Num intercâmbio com companhias de outras cidades, e até internacionais, conseguimos fechar uma grade de espetáculos que muito nos orgulha.Outra novidade é que as ações paralelas - oficinas, cursos, debates, lançamentos de livros e seminários - foram incrementadas com uma programação fomativa pensada para promover e disseminar o ser, o pensar e o fazer nas artes cênicas.A partir do dia 10 nos vemos, então, nos teatros do Recife?Bom espetáculo para todos!


2. E Renata Phaelante escreve sobre a homenagem aos seus pais: "Meu olhar é de profunda admiração e infinito amor... Portanto, peço que perdoem se essas poucas linhas ficarem floridas demais. Não tenho como evitar. Trata-se de um romance, de uma linda história que teve início na década de 1960. Vanda, segundo me contaram, havia entrado no mundo do teatro através do olhar sensível do Dr. Valdemar de Oliveira, diretor e fundador do Teatro de Amadores de Pernambuco, enquanto Renato havia realizado alguns espetáculos em festivais estudantis e ingressado como locutor nas rádios pernambucanas. Quando se encontraram, ele era noivo, mas tratou de esconder a aliança e de correr para terminar o noivado em Maceió, antes de beijar Vanda, seu novo amor. E foi naquele momento que tudo começou, porque a partir daquele selo nos lábios, foi também selado um acordo de almas. Almas afins...Vanda e Renato se uniram na arte e na vida e construíram muitos sonhos, afinal, como já disse o poeta, “o amor é estrada de fazer o sonho acontecer”. Nessa estrada mesmo, adentramos eu e meu irmão. Crianças ainda, éramos levados a ver os espetáculos sendo construídos, nos ensaios... um encantamento nos tomava e, aos poucos, eu já não conseguia me enxergar fora daquele mundo. O alerta veio do Dr. Valdemar, que com um tapinha em minha cabeça informou aos dois: “Prestem atenção nessa menina! Tem muita gente dentro dela”. Maneira carinhosa de dizer que eu também seria uma atriz. Não deu outra! Aos oito anos, estava eu contracenando com seu Renato no espetáculo “A Capital Federal”. E daí em diante, começamos a contar juntos, os três, muitas outras histórias.Nada do que eu escreva aqui poderá definir com clareza o que é a emoção de compartilhar desse amor pela arte com eles. Só quem vive compreende! Mais que companheira de cena dos dois, eu sou a espectadora mais atenta, mais emocionada, mais encantada e mais orgulhosa! Donos de um talento inquestionável, ambos me conduziram, mesmo sem perceber, por esse caminho de sensibilidade que me tornou cidadã. Contemplá-los sempre juntos, em casa e nos palcos, defendendo os mesmos ideais, foi, sem dúvida, fundamental para nossa formação.Pais zelosos, amigos e, sobretudo, exemplos. Porque “a palavra ensina, mas o exemplo arrasta”, fizeram o melhor que puderam fazer, com um amor abnegado por mim, por meu irmão e por toda a família que formamos. Sim, eles merecem esta homenagem! Eles merecem todas as homenagens, especialmente por nos ensinarem que é possível amar tanto! Enquanto filha orgulhosa, agradeço com o coração em festa ao Janeiro de Grandes Espetáculos por esta singela homenagem."


3.        24º JANEIRO DE GRANDES ESPETÁCULOS participações do Prof. Dr. Moisés Monteiro de Melo Neto:

24º JANEIRO DE GRANDES ESPETÁCULOS participações do Prof. Dr. Moisés Monteiro de Melo Neto (da Universidade Estadual de Alagoas (UNEAL)








quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

MAGDALE ALVES é a RAINHA DA PERNAMBUCÁLIA! Teatro em Recife mistura biografia e ficção


24º JANEIRO DE GRANDES ESPETÁCULOS e M LEON PRODUÇÕES
apresentam
Dia 17 de janeiro de 2018, às 19h, no Teatro Marco Camarotti

MAGDALE ALVES em
RAINHA DA PERNAMBUCÁLIA

Uma peça inspirada livremente na vida da atriz Ivonete Melo: uma comédia dramática? Magdale Alves interpreta uma das mais notáveis performers dos palcos pernambucanos: Ivonete Melo. 



Ivonete Melo no espetáculo TAL E QUAL NADA IGUAL

Quando Teatro e Realidade se confundem é preciso saber rir  e chorar. Quando o espelho da vida reflete o teatro a gente não sabe até que ponto a vida é cena. A vida explosiva de Ivonete Melo, uma das mais emblemáticas atrizes dos palcos recifenses, é trazida à ribalta de maneira estonteante. Estilhaços biográficos se confundem com a fantasia cênica sob a direção de FERNANDO LIMOEIRO, escritor, diretor teatral e professor da UFMG, diretor do espetáculo que inaugurou o moderno teatro pernambucano GUARANI COM COCA-COLA (início dos anos 80). 


O texto do professor da Universidade Estadual de Alagoas, pesquisador e escritor Moisés Monteiro de Melo Neto, privilegia aspectos biográficos de Ivonete, mas vai além, traça um painel vasto da alma de uma atriz atormentada por um personagem que a consome. 


Fernando Limoeiro e Magdale Alves: ENSAIOS DE RAINHA DA PERNAMBUCÁLIA, Teatro marco Camarotti, Recife, janeiro de 2018; texto Moisés Monteiro de Melo Neto

De uma noite magnífica. Rainha da Pernambucália, texto de Moises Neto, com interpretação de Magdale Alves, direção de Fernando Limoeiro e produção de Misia Coutinho, uma homenagem a Ivonete Melo" (ROBERTO CARLOS GOMES, produtor)



RAINHA DA PERNAMBUCÁLIA é um torvelinho de paixões mal resolvidas; é a vida exigindo desculpas por um crime que ninguém sabe direito quem cometeu, quando o artista cai nas teias da sua própria criação. Dos bancos de feira ao balé clássico, daí para o cabaré VIVENCIAL DIVERSIONES e as turnês nacionais e a presidência do Sindicato dos Artistas. 
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Ivonete Melo na peça Anjos de fogo e gelo, texto Moisés Monteiro de Melo Neto, Teatro de Santa Isabel e teatro Barreto Júnior, Recife, 2008-2009 (temporadas)



Das grandes produções ao cotidiano massacrante, Ivonete é a rainha cujo trono está ameaçado pela vida. Estilhaços de amor e ódio são lançados a partir de um monólogo polifônico que busca sondar uma alma em xeque. A produção da M LEON PRODUÇÕES desconhece barreiras e apresenta esta tragicômica aventura que busca, através de um lirismo estranho, falar do íntimo de uma atriz veterana: ela não é mais jovem, nem é triste, nem o contrário. Será que é divina? 

A atriz Magdale Alves, que participa de novelas da Rede Globo, vários filmes, com destaque para os de Cláudio Assis, Heito Dhalia e Kleber Mendonça Filho, dentre tantos outros, tantas peças de teatro, agora interpreta texto do dramaturgo recifense Moisés Monteiro de Melo Neto (Universidade Estadual de Alagoas), dirigida por Fernando Limoeiro (professor de artes cênicas da UFMG)


A atriz dança no sétimo céu, no terceiro círculo do inferno, acreditando que é outro país e meio sem decorar o seu papel, não consegue impedir que o dramaturgo, o diretor e outra atriz entrem na sua vida, a exibam como boneca de louça, ser de éter, na loucura do cenário que seria sua casa/camarim com paredes feitas de giz, ou chorando num quarto de hotel, a esperar que os outros venham entrar na sua vida, interpretando os perigos quando, sobre o tablado ou na vida real, não se anda com os pés no chão, quando para sempre é sempre por um triz. Venham ver: a rainha, confundindo pessoa e personagem, está nua!



A atriz Magdale Alves  (foto ao lado do diretor Fernando Limoeiro), que participa de novelas da Rede Globo, vários filmes, com destaque para os de Cláudio Assis, Heitor Dhália e Kleber Mendonça Filho, dentre tantos outros, tantas peças de teatro, agora interpreta texto do dramaturgo recifense Moisés Monteiro de Melo Neto (Universidade Estadual de Alagoas), dirigida por Fernando Limoeiro (professor de artes cênicas da UFMG)

Equipe do espetáculo RAINHA DA PERNAMBUCÁLIA, teatro em Recife





Depoimento do diretor da  RAINHA DA PERNAMBUCÁLIA, Fernando Limoeiro, professor da UFMG




“DEUS SALVE A RAINHA!

Quando recebemos o convite junto com o texto de Moisés Monteiro de Melo Neto, abriram-se as portas dos nossos corações. Portais que dão para a memória. Todo texto teatral é um desafio, um monólogo é desafio dobrado, precipício. 


Magdale Alves e Samuel Braga, ensaio de maquiagem; espetáculo 

RAINHA DA PERNAMBUCÁLIA, teatro em Recife



Emocionados, Mag e eu, iniciamos a leitura famintos e certos da boa e desafiante dramaturgia. Ambos, dramaturgo e personagem, estavam cobertos pelo manto mágico do afeto e da admiração. Mas sem distanciamento é impossível produzir um resultado convincente como merece o texto. Eis o desafio.Trinta anos depois volto a dirigir a musa e atriz Magdale Alves, senhora do palco e do texto. Começamos a batalha sempre arriscada da interpretação. Como tornar palatável a leitura dramática de um monólogo? Um teatro da palavra e da imagem, da trajetória estética, política e do mergulho interior.


Misia Coutinho, uma das produtoras espetáculo RAINHA DA PERNAMBUCÁLIA, teatro em Recife, camarim, com Samuel Braga e Magdale Alves


Pedimos inspiração à “Rainha da Pernambucália”, de quem somos súditos confessos. Parabéns ao Janeiro dos Grandes Espetáculos pela homenagem. O texto vai além da biografia da atriz, mergulha na história e na cultura tropicalista/pernambucana, penetra na condição de ser atriz, nos labirintos da alma, e nos desvãos de um período histórico tanto rico quanto perigoso. A peça cutuca e dilacera, fustiga com destemor. Moisés, “Carangrego” culto, poeta inquieto, substancioso e ousado. Ivonete, personagem vivo, testemunha ousada e construtora da história.

A nós coube a profissão de mágicos e equilibristas, isto é,tornar plausível no palco essa dramaturgia sem perder a densidade e o encanto. O perigo do cansaço, o desafio de inflamar a quem nos escuta, o perigo da palavra que já não incendeia como nos anos oitenta. Desafio de apaixonados, que se percebem também construtores da história e do tempo da Rainha. Vimos a majestade no palco, atuando sensualmente, ousadamente, politicamente arbitrária em tempos perigosos. Aceitamos o desafio. A atriz está maturada e incendiada com o mesmo rigor e encanto quando da montagem de “Guarani Com Coca Cola”, ousadia do TUBA no início dos anos oitenta. Ivonete Melo continua reinando generosa e atenta, cuidando dos seus súditos, na batalha da profissão através do sindicato e sempre pronta para brilhar em cena: O lugar da rainha!
Fernando Limoeiro
Belô central- MG- dezembro de 2017”



Magdale Alves é RAINHA DA PERNAMBUCÁLIA

 Suzana CostaMarcos PergentinoBreno FittipaldiMagdale AlvesXico de AssisFernando LimoeiroIvonete Melo Ivonete MeloJosé Manoel Sobrinho II e Eron Villar em  Teatro Marco Camarotti, Sonia Bierbard, dentre outros NA ESTREIA de RAINHA DA PERNAMBUCÁLIA, JANEIRO DE 2018, RECIFE



PLATEIA CHEGANDO PARA o espetáculo RAINHA DA PERNAMBUCÁLIA, 

Teatro Marco Camarotti, janeiro de 2018,  Recife, Pernambuco
 

 Suzana CostaMarcos PergentinoBreno FittipaldiMagdale AlvesXico de AssisFernando LimoeiroIvonete Melo Ivonete MeloJosé Manoel Sobrinho II e Eron Villar em  Teatro Marco Camarotti.: Pós-Espetáculo RAINHA DA PERNAMBUCÁLIA, teatro em Recife, Moisés Neto segura a rosa, Jomard Muniz de Britto, mentor de parte do texto aparece ao lado dele.


Albemar Araújo, um dos responsáveis pelo Departamento de Cultura da Prefeitura de Recife, escritor e pesquisador renomado,  declara: "Ver Ivonete (Magdale Alves) é ver o mundo em cena. Uma atriz, duas atrizes, que por certo se misturará, ou se misturarão, a partir do nada e do tudo, que por ventura será o texto (acredito). Ivonete para mim não é um Enigma. Pode ser até ser uma Esfinge, que se projetou na vida, escolhendo a prateleira do teatro como seu balcão de vida, mas nada inviolável, impenetrável, qual o sarcófago de Tut Ahkan Ohm. Magdale, outra soberana atriz certamente poluirá o palco com sua beleza de representação - infeccionando nossa miséria teatral, com o sabor de sua eficiência. Aí, de uma lado o autor - doutor, supremo, completamente incompleto, posto que os completos não me dizem nada; do outro lado, a direção, cujas raízes nos levaram da pureza guarânica à depravação da águia americana (ou abutre?). Deve ser assim. Que assim se escreva. Que assim se cumpra." 

Moisés Neto em momento íntimo com Ivonete Melo e sua família (filha, genro, neta)


MOISÉS MONTEIRO DE MELO NETO, professor da UNIVERSIDADE ESTADUAL DE ALAGOAS,UNEAL, declara: "A primeira vez que vi Ivonete Melo em cena foi no Vivencial Diversiones. Eu era menor de idade e fui lá com um colega de turma da UFPE, quando eu era aluno do curso de Ciências Sociais (Antropologia), mal sabia que algum tempo depois estaríamos no mesmo elenco, do musical Muito pelo contrário, escrito e dirigido por João Falcão, em turnê pelo Brasil e também estarmos juntos num projeto com Joacir Castro, onde as apresentações de teatro se davam também nas mais recônditas cidades de Pernambuco, sobre carrocerias de caminhões, em praça pública, instituições as mais diversas, lutando por liberdade, teatro como instrumento de libertação, que é o que Ivonete, Buarque de Aquino, José Francisco Filho e tantos outros fazem também, nosso projeto, ali, tinha raízes no grupo anterior de Joacir, o Teatro popular do Nordeste, isso era a cara de Ivonete, enfim, estávamos vivenciando o Movimento de Cultura Popular; nessa época eu estava lendo muito Reich, Augusto Boal, Brecht já havia conhecido Ionesco pessoalmente, tendo feito uma pequena entrevista com ele, sobre que conselhos ele daria aos dramaturgos no Recife daquele momento.

Trajetória de Ivonete Melo, que é homenageada em peça teatral recifense (texto de Moisés Monteiro de Melo Neto e direção de Fernando Limoeiro, com a atriz Magdale Alves no papel de Ivonete); RAINHA DA PERNAMBUCÁLIA

Aquela imagem da atriz meio de cabaré, Ivonete no Vivencial, usando pouquíssima roupa, vinha à minha mente como a de uma mulher impenetrável. Fiquei impressionado que voltei várias vezes e fui cumprimentá-la no camarim. Conheci Pernalonga e escrevi, pouco antes dele morrer de maneira trágica, um texto a pedido dele. Vivíamos o processo de Abertura política nos estertores da ditadura civil-militar. Soube que a Melo começara na vida artística desde a época do colégio e até em banda de música tinha tocado e que fazia balé desde a época da tal escola em Afogados. Também teve sonho de ser cantora, participando do canto coral como primeira voz. Fez parte do corpo de baile do Teatro de Santa Isabel, sim já existiu isso e havia severos testes de admissão, ela ficou lá por muito tempo.  

Trajetória de Ivonete Melo, que é homenageada em peça teatral recifense (texto de Moisés Monteiro de Melo Neto e direção de Fernando Limoeiro, com a atriz Magdale Alves no papel de Ivonete); RAINHA DA PERNAMBUCÁLIA

Trajetória de Ivonete Melo, que é homenageada em peça teatral recifense (texto de Moisés Monteiro de Melo Neto e direção de Fernando Limoeiro, com a atriz Magdale Alves no papel de Ivonete); RAINHA DA PERNAMBUCÁLIA


Depois estudou com Flávia Barros e Norma Bittencourt, daí se juntou ao Vivencial para fazer “trabalho de corpo”, era como se chamava preparação de ator,  e iniciou-se no “grand monde” (risos e sisos imprecisos) do teatro mundial no Recife; fazendo inclusive curso de formação para ator pela UFPE, no Joaquim Cardoso, talvez o primeiro curso de formação de ator, deste porte, depois fez curso com Marco Siqueira, marco no teatro local. Tudo isso sem esquecer o Magistério, onde atuava sempre de maneira participante. Lembro de vários desfiles de 7 de setembro, que ela coordenou; fez trabalhos para o Ministério da Saúde, (conscientização com relação às doenças, importância do saneamento, economizar a água, enfim: trabalhos de rua ligados ao meio ambiente, em escolas, praças públicas, feiras. 


RAINHA DA PERNAMBUCÁLIA: Parte da plateia no ritual de pós- apresentação; grato a todos. — comRoberto Carlos GomesIvonete Melo Ivonete Melo,Tecaleite LeitePaula de RenorSonia Bierbard,Eron VillarLucas FerrOséas Borba NetoHolmes Rego BarrosJomeri PontesRogerio Bizzarro,Magdale AlvesSamuel BragaJosé Manoel Sobrinho IIEntretantoTeatro Portugal Brasil Teatro,Stella Maris SaldanhaSelma Borges e Paulo Smith em  Teatro Marco Camarotti.



O segundo trabalho que vi dela como atriz foi a Menina Má, em A revolta dos brinquedos, impagável, um dínamo, dirigida por José Francisco Filho, depois de sair das mão de Guilherme Coelho, imaginem, e com os hormônios da juventude. Depois vieram grandes produções como Tal e qual nada igual, e eu acompanhando esta diva, de perto. 


Magdale Alves, Moisés Neto, Ivonete Melo e Fernando Limoeiro: Ensaios RAINHA DA PERNAMBUCÁLIA

IVONETE MELO, na época do Corpo de baile do Teatro de Santa Isabel


Geovane Magalhães e Ivonete Melo na montagem de SANGUE DE AMOR CORRESPONDIDO, texto de Moisés Monteiro de Melo Neto


 Ivonete Melo em Porto de Galinhas, com o escritor e professor Moisés Monteiro de Melo Neto


 Ivonete Melo com amigos em festa, erguendo o brinde está Moisés Monteiro de Melo Neto

Moisés Neto, autor do texto, durante o almoço, peixada à pernambucana, depois do ensaio da RAINHA da PERNAMBUCÁLIA com  do diretor, e professor da UFMG Fernando Limoeiro com a atriz Magdale Alves



Leidson Ferraz a cita em quatro livros da coleção Cena pernambucana, Arnaldo Siqueira, pesquisador na área de dança também a menciona, no livro Mulheres que mudaram a história de Pernambuco, que também tem a história dela, as peças que ela fiz, os diretores que a dirigiram, também é comentada no livro de Lucia Machado.

Trajetória de Ivonete Melo, que é homenageada em peça teatral recifense (texto de Moisés Monteiro de Melo Neto e direção de Fernando Limoeiro, com a atriz Magdale Alves no papel de Ivonete); RAINHA DA PERNAMBUCÁLIA




Atuei ao lado dela também em Andy Warhol está morto, peça multimídia de Marco Hanois, em 1988, ela interpretava uma negra, tive oportunidade de dirigi-la num texto meu La Cumparsita, em temporada mal recebida pela crítica, em 1992; na peça Arlequim, de Ronaldo Brito, ela encarnou uma Catirina cheia de vitalidade; em Salto Alto, de Mário Prata, ela deu uma reviravolta na sua carreira, sendo elogiada pelo autor, que ficou estupefato com a sua performance no Teatro Barreto Júnior, Recife (desse teatro uma vez, saí com Ivonete e fomos à Soparia de Roger, que noites memoráveis, lá encontramos Chico Science, mas quem estava fazendo show era Gê Domingues. Ivonete foi um manguelady, admiradora do Movimento Manguebeat desde o primeiro instante, cedeu-me seu farto material quando elaborei minha dissertação de Mestrado sobre o assunto.
Já em 1987, existia uma associação, a APATEDEP, Associação Profissional dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões no Estado de Pernambuco. Era uma asociação de amadores, então depois dessa associação, em todos os estados estavam surgindo os sindicatos,  e Ivonete estqava de olho na lei do artista, criada em 1978 e sentia a necessidade, junto a Paulo de Castro, presidente da associação de formar o sindicato em Pernambuco, atuando nas áreas de circo, dança, teatro, moda, cinema e vídeo. Hoje, como presidente (diretora), ela mantém a publicação do jornal Ribalta, que tem como editor o icônico jornalista e artista, Valdi Coutinho; A Melo também conseguiu para os associados, o Culturaprev, uma aposentadoria complementar para o artista. O SATED dá todas as orientações sobre as leis, os editais, ligando o artista ao empreendedorismo, “o artista só é muito pouco”, sentencia. Ela trabalha questões ainda espinhosas por aqui, como dissídio coletivo, as tabelas de pagamento, o que engaja nosso sindicato e o torna conhecido nacionalmente devido ao processo de interação com os outros estados, com o conselho nacional de sindicatos que discute sobre o código de ética do artista. Lembrando que o pioneiro foi o do Rio de Janeiro, fundado em 1918. Teatro em condomínio, teatro em escolas, teatro de rua, teatro para empresas, teatro no palco, trabalho em cinema, vídeo as mil e uma coisas com o teatro, Ivonete é exemplo de criatividade, de disposição para trabalhar. Não é fácil, mas, ela garante que existe muita gente vivendo de teatro em Pernambuco, e o salário varia, dependendo do projeto. Numa temporada tem um piso, mas, em um espetáculo alternativo, e fazer uma peça dentro do projeto também é outro piso, se você sai da cidade, viaja, o cachê seria dobrado.

Ivonete foi conferir o ensaio de RAINHA DA PERNAMBUCÁLIA, peça inspirada em sua vida, na fto MAGDALE ALVES, MOISÉS  NETO, IVONETE E Fernando Limoeiro; foto: Morgan Leon


Ivonete foi conferir o ensaio de RAINHA DA PERNAMBUCÁLIA, peça inspirada em sua vida, na fto MAGDALE ALVES, MOISÉS  NETO, IVONETE E Fernando Limoeiro , maquiagem Samuel Braga (1º à esquerda). 

Foto: Morgan Leon


Nos palcos um dos seus últimos trabalhos foi, dirigida pelo seu diretor favorito, o supracitado JFF, atuou como Vitalie, mãe do poeta Rimbaud, em ANJOS DE FOGO E GELO, com texto meu (moisesmonteirodemeloneto), uma atuação vibrante e envolvente. Também fui assistente de direção e trabalhei com ela no premiado filme Incenso, sobre a obra de Ascenso Ferreira.
La Melo analisa: “Trabalhar com artes cênicas?” (aqui ela dá seu riso de mãe, de madrinha de tantos, uma risada forte, que lhe é peculiar, e diz: “primeiro ele tem que pensar muito, se é isso que ele quer, essa é a primeira dica. Depois estudar, se interar no assunto. E terceira, é tomar conhecimento sobre o empreendedorismo e ter coragem, muita coragem mesmo. As pessoas pensam que ser artista no modo geral é fácil, ganha fácil. Não sabe o que existe por trás, a trabalheira para se chegar até ali. Somos discriminados até hoje, uma das coisas que eu trabalho muito é a valorização. Se valorize, porque você se valorizando, valoriza o seu trabalho.”"
HAVERÁ EXPOSIÇÃO SOBRE A CARREIRA DA ATRIZ PERNAMBUCANA Ivonete Melo (veja parte da exposição):


Coluna social do Jornal do Commercio, JC, Recife, anuncia   Rainha da Pernambucália; Teatro Marco Camarotti, Recife, janeiro de 2018


RAINHA DA PERNAMBUCÁLIA: Mag e Fernando em momento memorável. Tecaleite Leite saúda: "A Rainha da Pernambucalia" me deixou encantada. Fernando Limoeiro arrasou. Maravilha rever Magdale Alves no palco. Texto Moisés Neto muito bom. E a grande musa e rainha Ivonete Melo humanamente Viveca. Noite gloriosa. Viva o Teatro!!!!!"