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domingo, 3 de dezembro de 2017

Poema em prosa, de Moisés Monteiro de Melo Neto

Sou o que penso que sou, pois essência não se opõe à aparência. Infiel? Ser infiel pode significar ser feliz? Ah! Preciso tanto de paz quanto de volúpia; sabe? Muitas vezes, as sensações estão mesmo é na superfície e para sentir é preciso respirar para fora, pois é melhor acusar o mundo do que a nós mesmos...


O lançamento do livro “Teatro da Cultura Popular: uma prática teatral como inovação pedagógica e cultural no Recife”

A classe teatral prestigiou e aplaudiu o lançamento de Rudimar Constâncio
O livro “Teatro da Cultura Popular: uma prática teatral como inovação pedagógica e cultural no Recife”


Um sucesso, a noite de ontem: uma ode à cultura do povo, o lançamento do livro “Teatro da Cultura Popular: uma prática teatral como inovação pedagógica e cultural no Recife”, neste sábado (02/12) no Sesc Santo Amaro. A obra, assinada pelo historiador Rudimar Constâncio, foiapresentada ao público em uma ação que incluiu apresentações culturais de grupos pernambucanos.

Fruto do Movimento de Cultura Popular, uma atividade genuinamente local criada na década de 60 sob a gestão de Miguel Arraes, o Teatro da Cultura Popular vai ampliar, com o livro, sua literatura acadêmica. O que era estudo de mestrado na Universidade da Madeira, em Portugal, ganhou corpo e cresceu. Tamanha potencialidade, ganhou livro, que é apoiado pelo Sesc, Companhia Editora de Pernambuco (Cepe) e investido pela deputada Laura Gomes.

Sandra Possani, Moisés Monteiro de Melo Neto, Rudimar Constâncio, Carlos Lira e Lu Forcini, no lançamento 


A partir da inquietação “será que a práxis do Teatro de Cultura Popular se configurou como inovação pedagógica no campo da pedagogia do teatro?”, o estudo se propôs a compreender as vertentes e concepções políticas, pedagógicas e estéticas do TCP. O grupo, que atuava no bairro de Casa Amarela, exerceu influência no País e se voltou a estudar e levar o teatro às camadas sociais mais populares e massificadas. “Eles conceberam uma pedagogia teatral completamente nova e comprometida com o povo e sua cultura. Quebrou paradigmas e se aprofundou em várias linguagens”, explica o autor.
Para comprovar a presença e o impacto do entrelace do movimento à pedagogia, o estudo se debruçou em pesquisa histórica e documental, com uso de publicações nos primeiros anos da década de 60, depoimentos e texto de espetáculos desenvolvidos pelo grupo, como o “Julgamento em Novo Sol”. “O grande legado foi provocar conscientização nas pessoas, fazê-las pensar de forma crítica para perceberem movimentos opressores. E, mesmo quase 60 anos depois, é uma temática presente à realidade que estamos vivendo”, defende.

A partir das  17h, o público assistiu à intervenção Palhaçaria, da Luinar Produções; o Grupo Sesc de Violinos, com jovens apresentando repertório com clássicos eruditos e populares; espetáculo de dança Maculelê, da Escola Técnica Epitácio Pessoa; Grupo Coco Vermelho, do Tereiro Ilê Azé Zangô; Caboclinho Tupã, do Alto José do Pinho. A partir das 19h, o encontro abriu espaço para a discotecagem de AmandaC e samba de Andréia Luiza e Grupo Pérola.

Enfim, o Lançamento “Teatro da Cultura Popular: uma prática teatral como inovação pedagógica e cultural no Recife (1960-1964)”, foi importantíssimo, nesgte tempos de vacas magras para as letras de Pernambuco e também para o Teatro local.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Cais José Estelita vai ser entregue aos Ricos: Projeto Novo Recife foi liberado!

Escandalosamente o Cais José Estelita vai ser entregue aos Ricos.

Disfarçado de bom, na verdade o Projeto Novo Recife é um teatro de guerra que vai mexer com uma área que poderia ser preservada para o povo, para uma classe média tão carente de lugares assim.

Dizem que foi um testa de ferro (uma marca bem famosa de alimento) que comprou há quase dez anos, por uma bagatela a ser paga em suaves prestações.

Do jeito que a corrupção anda no Brasil, o negócio vai longe.

Não sei como foi liberado.

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Dom Casmurro, publicado em 1900, será levado ao ar, em formato de radionovela, no Recife



O ciúme é um afeto que participa da construção do sujeito, mas há mecanismos neuróticos nele; reprimi-lo ou não? Eis a questão. O medo da perda do objeto ou a raiva daquele que pode roubar o objeto, leva muitos a atitudes cruéis. É o caso de Bentinho, do livro Dom Casmurro, arroz de festa nas aulas do Ensino Médio. O livro é narrado em primeira pessoa por um advogado que acusa a esposa (Capitu) de adultério. Patriarcalismo ou paranoia contra impulso de infidelidade? A rádio Folha vai levar essa polêmica até os seus ouvidos na próxima sexta-feira, às 17h.



Um dos mais queridos livros da literatura brasileira, Dom Casmurro, publicado em 1900, será levado ao ar, em formato de radionovela, nesta sexta-feira, dia 1 de dezembro, às 17h, com adaptação e direção do dramaturgo Moisés Monteiro de Melo Neto (que já dirigiu várias peças neste projeto da RÁDIO FOLHA, ao lado da atriz e jornalista Patrícia Breda). 

MOISÉS MONTEIRO DE MELO NETO é Bento Santiago, o Dom Casmurro do romance de Machado de Assis, sexta-feira, na RÁDIO FOLHA


Com enredo  calcado no ciúme, o texto descortina um mundo em que o poder patriarcal é absoluto e destrutivo. O pequeno grupo familiar (parentes e dependentes), que a escritura de Machado engendra, capta e representa aspectos da realidade social e humana: O homem egoísta e descompromissado atuando no palco da vida social. O enigma de Capitu equivale ao nosso sorriso da Mona Lisa: traiu ou não o marido com o melhor amigo dele? 


No elenco: Patrícia Breda (Capitu), Moisés Neto (jovem Bentinho), Anderson Bandeira (Ezequiel), Marcos Toledo (Escobar), Jacielma Cristina(Sancha). Marise Rodrigues(Prima Justina), Jota Ferreira (José  Dias) e Douglas Duan (Narrador, Bento, o velho Casmurro). Na edição Anderson Ricardo.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

UM MINUTO PARA DIZER QUE TE AMO, peça no Recife é comentada por Clara Camrotti


A professora e pesquisadora Maria Clara Camarotti analisa UM MINUTO PARA DIZER QUE TE AMO, a peça: 

 Todas as poéticas são validas, todas as formas de fazer artes podem existir e coexistir, toda e qualquer forma de dizer eu te amo são necessárias.
As vezes perco tempo com preocupações de transformar a forma o jeito mais lapidado possível, para que aja domínio, perfeição. Tudo que ela precisa ser é verdadeira, o resto acompanha seu pulsar. por isso digo a cada um façam, façam, da sua maneira, do seu jeito, seja ele preciso ou borrado, apropriado ou experimental, façam arte, nunca se sabe onde ele pode vibrar. 
Provocada essa semana pela a instiga do filme Manifesto com Cate Blanchett, fiquei dias a pensar sobre os meus moveres artísticos, afinal porque passo pelo que passo, diante da escolha que fiz em me exercer no mundo primordialmente como artista, o que quero dizer com a arte que faço, qual meu manifesto? 
E nos meus pensamentos sinto o tempo ir, sensação de perda de tempo, onde to hoje, aonde to dando e investindo esse bem tão precioso que é meu tempo?
E com tudo isso rodeando uma Clara confusa e perdida fui até ela, a arte.
Ontem fui assistir ao espetáculo Um Minuto Para Dizer Que eu Te Amo. A principio era para acompanhar alguém que, para viver certos encontros hoje, necessita de ajuda, de suporte, a espontaneidade nela hoje se manifesta diferente. Tava cansada, pensei em desistir, mas via nos olhos dela a vontade do diferente de uma rotina, de um reencontro com algo que já foi tão seu. 
Então la chegamos,e onde eu pensei que podia perder tempo, minutos que poderiam ser vividos com descanso, com trabalho, com farra, com prazeres, com emoções outras, recebi um minuto injetado de tempo, tempo das memorias, dos afetos, dos trabalhos, das doações, tempo do escorrer do suor, tempo do cair da lagrima, tempo do dizer as palavras contidas, tempo de deixar o medo vim a tona, tempo do abraço, do toque, do carinho que quase não acontece mais, tempo de pensar e sentir, o que tem acontecido. 

Moisés Monteiro de Melo Neto, Douglas Duan, Edes, Navarro, Ferr, Ivanise, Célia, Rudimar Constâncio Samuel Lira; UM MINUTO PARA DIZER (teatro no Recife)





E com esse minuto reverberou uma conversar que a muito se tentava e não ocorria, eu e ela a se olhar e dizer. Ela que sente a tristeza do tempo passar e um pouco de si ir embora gradativamente, e eu que vivo na angustia do tempo que avança e não se concretiza. Uma que busca manter em si o tempo que viveu e que sempre a fez certa de si, onde tudo vivenciou, na maior plenitude de ser quem ela é, sem desculpas ou desvios. A outra que tenta encontrar quem realmente é, onde pode existir, pertencer, como ser. E nesse minuto eu e ela nos olhamos, e ela na sua dor de perda disse e eu na tristeza da minha insuficiência revelei. Eu te amo.
Não sei até quanto esse minuto se sustentará entre nós, até quando esse momento existirá, pode até ser que já se tenha ido, mas não importa, pois ele aconteceu. 
Não quero fazer nenhum tipo de analise, como profissional de teatro, não quero dizer o que gosto ou não, quero apenas agradecer o Eu te Amo que recebi. 
Gratidão profunda pela entrega desse tempo a todos que estavam e ali fizeram. Rudimar ConstâncioCarlos LiraCélia Regina RodriguesVanise Souza, Edes di Oliveira, Douglas Duan, Lucas Ferr, Moises NetoSandra PossaniPaulo HenriqueLeila FreitasSamuel Lira, Séphora Silva, Vinicius Vieira, João Guilherme, Claudio LiraElias Vilar, Manuel Carlos, Ana Julia, Luiz de Lima Navarro e todos os que se deream nessa construção.
Para quem quiser se dar tempo, assistam o espetáculo hoje, amanha e domingo no Teatro Marco Camarotti, as 19h30

Halberys Morais reflete:
"Um olhar atento ao redor"

UM MINUTO PARA DIZER QUE TE AMO, é um espetáculo que todos necessitam conhecer e desvendar sua grandeza.
Encerra hoje no Teatro Marco Camaroti, as 19:30 h.
Um espetáculo que ao chegar em casa te faz pensar e repensar sobre o Mal de Alzheimer, mas o amor desmistifica tudo e te faz olhar além, enxergando todas singularidades ali existentes.
Ao entrar no Teatro somos tomados pela primazia da Caixa cênica, todo um quadro sendo forrado por voal, ali dentro será contada a historia do casal que se ama, mas são acometidos pelo Alzheimer. O tecido Branco ja puxa pela paz, a pureza em estado de representação que aqueles personagens vestem, todos a contar sua história. O público é convidado a conhecer aquelas lembranças, as histórias de vida, a navegar por cada sentimento que aqueles personagens permeiam em sua narrativa.
Falar da dramaturgia que Moises Neto através do texto de Luiz de Lima Navarro é algo magnífico. A história daquele casal que vão contando suas memórias é primoroso, o filho que a todo momento esta com o pai,a cuidadora Amélia que sempre está atenta a Guida e o espectro costurando todas as tessituras do enredo.
O piano ao fundo faz pano para os atores ir alem, é o fio com suas melodias a embalar as cenas, aquelas músicas possuindo seu caracter maior da vida, vive-la cada minuto ao maximo, como se fosse o último.
A direção de Rudimar Constâncio é sublime, os caminhos escolhidos foram acertados em primazia, levando a obra sua maior eficiência do tocar o público e refletir sobre esta doença. A poeticidade que cada cena carrega é emocionante, a potencialidade existente em cada ator, foi levada ao seu estado máximo, utilizando-se das ferramentas necessárias.Corpo,voz e psicologia das personagens foram genuínos para este trabalho.
A maquiagem exercia tamanho fulgor a obra. Os traços mais acentuados mostravam as agravuras do tempo estampadas sobre a pele. Vinicius Vieira mostrando todo o poder que a maquiagem tem quando é bem executada e conceituada para um trabalho poético como este.
Carlos Lira dando um banho de interpretação e encantando a todos com sua presença cênica, completando 40 de carreira com trabalhos ininterruptos, Celia Regina Rodrigues como Guida, uma senhora que seus traços físicos ja demonstrava suas fragilidades, acompanhada sempre de sua cuidadora Amélia interpretada por Vanise Souza, que em cada gesto prestava amor a Guida, seja desde dar os medicamentos ou cantar canções para ela.
Douglas Duan que voz maravilhosa, o comprometimento é nítido a cada trabalho.
Este jovem ator, mas que ja tem uma potencialidade muito enriquecedora Lucas Ferr, o personagem em cima de uma sapatilha de ponta mostra a tentativa do equilíbrio que permeia por todos nós. Edes di Oliveira que trabalho lindo desenvolvido.
Eu Sempre digo " As lembranças são o martírio da Alma". E este trabalho mostra a busca constante delas. Estas lembranças que as vezes escorrem feito areia pelas nossas mãos.
Parabéns a todos os envolvidos!
Trabalho que precisa correr mundo a fora, UM MINUTO PARA DIZER QUE TE AMO é tempo para dizer tudo que sente, o hoje é efêmero, o ontem ja passou e o amanhã é o novo de cada dia.
Evoé !

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

NOVEMBRO em outras comFIGURAÇÕESJomard Muniz de Britto (ainda JMB)

    NOVEMBRO em outras comFIGURAÇÕESJomard Muniz de Britto (ainda JMB)
Olhando o céu poderemos ver quase        todas estrelaçõesdo cotidiano.                     Se nosso texto pode parecer algo            enigmático, é claro que não vamos esquecer os mistérios do mundo.           Nossos deuses e deusas, nossas dúvidas, tudo que nos cerca, alimenta e até mesmo  deslumbra por todas cores e dores.          DORINHAS, nossos a m o r e sssssss.               Repensemos o bem-querer, plural desejo           de nos reinventar além dos NÓS.                   Não apenas plural de subjetividades.                N Ó S cegos. Luminosos e sublimados.        Esses nós que se perpetuam entre          fábulas e familiaridades da PÓLÍTÍCÁ.....      Quase todos que não admitem conviversem o P O D E R de alguns contra TODOS?   Nós dos desamparados. Não dementes.       Olhando sempre para o céu dos poderosos       é impossível continuar sobrevivendo.                Sem os falsos pudores dos talvez                   biógrafos  financiados bem e mal pelo             E S T A D O. Das províncias brasilíricas.       Esquecendo Aristóteles e/ou Marx até         Brasília em sufoco politiqueiro...                   Sem medo de ser infeliz com tamanho      patriotismo, pactos e palavreados.           Novembro recomenda outras coragens.      Tudo pelo sal da terra e dos mares.         Múltiplas sensualidades. Densos afetos.          Aos 75 anos, Paulinho da Viola brilha           por Dedé Aureliano e Teca Calazans.       Entre natais e carnavais, novembro          enfrentando TEMERidades e globalismos.
Recife, 13 de novembro de 2017          

domingo, 5 de novembro de 2017

Moisés Monteiro de Melo Neto fará palestra sobre o romance MINHA AMANTE EM LEIPZIG, de César Leal, esta semana)

L’alta fantasia – (César Leal)
Vem mar! Com tuas ondas
com teu cristal de nuvens
algas e barbatanas
e oceânicos lumes
com o rumor incessante
de tantas negras ondas
e os medos que no abismo
causam tua enorme sombra!
Vem com a inteira corte
de monstros e sereias
e vidas incontáveis
e o peso das areais
e as almas dos navios
- que em teus abismos dormem –
e os fortes Almirantes
que eternizam os nomes.
Embora aqui te invoque
sempre temo tua força
e esse ruído cósmico
que sopra de tua boca.

César Leal e Moisés Monteiro de Melo Neto (que fará palestra sobre o romance MINHA AMANTE EM LEIPZIG, do primeiro, esta semana)

MINHA AMANTE EM LEIPZIG, capa do livro de César Leal