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domingo, 21 de janeiro de 2018

24º JANEIRO DE GRANDES ESPETÁCULOS, Paulo de Castro, homenagens e participações do Prof. Dr. Moisés Monteiro de Melo Neto

Paulo de Castro, Coordenador-geral do Janeiro de Grandes Espetáculos e Presidente da Associação dos Produtores de Artes Cênicas de Pernambuco/Apacepe, expressa-se deste modo ao se referir ao 24º Janeiro de Grandes Espetáculos:"Vamos todos sair desta crise. Claro, precisaremos de força, determinação e, sobretudo, diálogo. Para isso, necessitaremos ser tolerantes. E resistentes. Resistência, aliás, é uma palavra que muito bem define o Janeiro de Grandes Espetáculos. Um festival longevo, que chega a sua 24ª edição conciliando o que de bom a experiência nos oferece com o frescor dos renovados ares.Em 2018, pisaremos no palco sob nova alcunha. Somos, agora, o Festival Internacional de Artes Cênicas e Música de Pernambuco. Ao lado dos espetáculos teatrais, teremos mais música, mais shows de qualidade, mais gente incrivelmente boa que movimenta a cadeia criativa e cultural do Estado.A valorização do artista pernambucano nunca sai de foco no Janeiro. Estamos sempre atentos, antenados e empolgados com o que acontece nas coxias e tablados. E queremos levar para nosso público aquilo que de mais relevante e pulsante vem sendo construído na cena local. Num intercâmbio com companhias de outras cidades, e até internacionais, conseguimos fechar uma grade de espetáculos que muito nos orgulha.Outra novidade é que as ações paralelas - oficinas, cursos, debates, lançamentos de livros e seminários - foram incrementadas com uma programação fomativa pensada para promover e disseminar o ser, o pensar e o fazer nas artes cênicas.A partir do dia 10 nos vemos, então, nos teatros do Recife?Bom espetáculo para todos!


2. E Renata Phaelante escreve sobre a homenagem aos seus pais: "Meu olhar é de profunda admiração e infinito amor... Portanto, peço que perdoem se essas poucas linhas ficarem floridas demais. Não tenho como evitar. Trata-se de um romance, de uma linda história que teve início na década de 1960. Vanda, segundo me contaram, havia entrado no mundo do teatro através do olhar sensível do Dr. Valdemar de Oliveira, diretor e fundador do Teatro de Amadores de Pernambuco, enquanto Renato havia realizado alguns espetáculos em festivais estudantis e ingressado como locutor nas rádios pernambucanas. Quando se encontraram, ele era noivo, mas tratou de esconder a aliança e de correr para terminar o noivado em Maceió, antes de beijar Vanda, seu novo amor. E foi naquele momento que tudo começou, porque a partir daquele selo nos lábios, foi também selado um acordo de almas. Almas afins...Vanda e Renato se uniram na arte e na vida e construíram muitos sonhos, afinal, como já disse o poeta, “o amor é estrada de fazer o sonho acontecer”. Nessa estrada mesmo, adentramos eu e meu irmão. Crianças ainda, éramos levados a ver os espetáculos sendo construídos, nos ensaios... um encantamento nos tomava e, aos poucos, eu já não conseguia me enxergar fora daquele mundo. O alerta veio do Dr. Valdemar, que com um tapinha em minha cabeça informou aos dois: “Prestem atenção nessa menina! Tem muita gente dentro dela”. Maneira carinhosa de dizer que eu também seria uma atriz. Não deu outra! Aos oito anos, estava eu contracenando com seu Renato no espetáculo “A Capital Federal”. E daí em diante, começamos a contar juntos, os três, muitas outras histórias.Nada do que eu escreva aqui poderá definir com clareza o que é a emoção de compartilhar desse amor pela arte com eles. Só quem vive compreende! Mais que companheira de cena dos dois, eu sou a espectadora mais atenta, mais emocionada, mais encantada e mais orgulhosa! Donos de um talento inquestionável, ambos me conduziram, mesmo sem perceber, por esse caminho de sensibilidade que me tornou cidadã. Contemplá-los sempre juntos, em casa e nos palcos, defendendo os mesmos ideais, foi, sem dúvida, fundamental para nossa formação.Pais zelosos, amigos e, sobretudo, exemplos. Porque “a palavra ensina, mas o exemplo arrasta”, fizeram o melhor que puderam fazer, com um amor abnegado por mim, por meu irmão e por toda a família que formamos. Sim, eles merecem esta homenagem! Eles merecem todas as homenagens, especialmente por nos ensinarem que é possível amar tanto! Enquanto filha orgulhosa, agradeço com o coração em festa ao Janeiro de Grandes Espetáculos por esta singela homenagem."


3.        24º JANEIRO DE GRANDES ESPETÁCULOS participações do Prof. Dr. Moisés Monteiro de Melo Neto:

24º JANEIRO DE GRANDES ESPETÁCULOS participações do Prof. Dr. Moisés Monteiro de Melo Neto (da Universidade Estadual de Alagoas (UNEAL)








quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

MAGDALE ALVES é a RAINHA DA PERNAMBUCÁLIA! Teatro em Recife mistura biografia e ficção


24º JANEIRO DE GRANDES ESPETÁCULOS e M LEON PRODUÇÕES
apresentam
Dia 17 de janeiro de 2018, às 19h, no Teatro Marco Camarotti

MAGDALE ALVES em
RAINHA DA PERNAMBUCÁLIA

Uma peça inspirada livremente na vida da atriz Ivonete Melo: uma comédia dramática? Magdale Alves interpreta uma das mais notáveis performers dos palcos pernambucanos: Ivonete Melo. 



Ivonete Melo no espetáculo TAL E QUAL NADA IGUAL

Quando Teatro e Realidade se confundem é preciso saber rir  e chorar. Quando o espelho da vida reflete o teatro a gente não sabe até que ponto a vida é cena. A vida explosiva de Ivonete Melo, uma das mais emblemáticas atrizes dos palcos recifenses, é trazida à ribalta de maneira estonteante. Estilhaços biográficos se confundem com a fantasia cênica sob a direção de FERNANDO LIMOEIRO, escritor, diretor teatral e professor da UFMG, diretor do espetáculo que inaugurou o moderno teatro pernambucano GUARANI COM COCA-COLA (início dos anos 80). 


O texto do professor da Universidade Estadual de Alagoas, pesquisador e escritor Moisés Monteiro de Melo Neto, privilegia aspectos biográficos de Ivonete, mas vai além, traça um painel vasto da alma de uma atriz atormentada por um personagem que a consome. 


Fernando Limoeiro e Magdale Alves: ENSAIOS DE RAINHA DA PERNAMBUCÁLIA, Teatro marco Camarotti, Recife, janeiro de 2018; texto Moisés Monteiro de Melo Neto

De uma noite magnífica. Rainha da Pernambucália, texto de Moises Neto, com interpretação de Magdale Alves, direção de Fernando Limoeiro e produção de Misia Coutinho, uma homenagem a Ivonete Melo" (ROBERTO CARLOS GOMES, produtor)



RAINHA DA PERNAMBUCÁLIA é um torvelinho de paixões mal resolvidas; é a vida exigindo desculpas por um crime que ninguém sabe direito quem cometeu, quando o artista cai nas teias da sua própria criação. Dos bancos de feira ao balé clássico, daí para o cabaré VIVENCIAL DIVERSIONES e as turnês nacionais e a presidência do Sindicato dos Artistas. 
]

Ivonete Melo na peça Anjos de fogo e gelo, texto Moisés Monteiro de Melo Neto, Teatro de Santa Isabel e teatro Barreto Júnior, Recife, 2008-2009 (temporadas)



Das grandes produções ao cotidiano massacrante, Ivonete é a rainha cujo trono está ameaçado pela vida. Estilhaços de amor e ódio são lançados a partir de um monólogo polifônico que busca sondar uma alma em xeque. A produção da M LEON PRODUÇÕES desconhece barreiras e apresenta esta tragicômica aventura que busca, através de um lirismo estranho, falar do íntimo de uma atriz veterana: ela não é mais jovem, nem é triste, nem o contrário. Será que é divina? 

A atriz Magdale Alves, que participa de novelas da Rede Globo, vários filmes, com destaque para os de Cláudio Assis, Heito Dhalia e Kleber Mendonça Filho, dentre tantos outros, tantas peças de teatro, agora interpreta texto do dramaturgo recifense Moisés Monteiro de Melo Neto (Universidade Estadual de Alagoas), dirigida por Fernando Limoeiro (professor de artes cênicas da UFMG)


A atriz dança no sétimo céu, no terceiro círculo do inferno, acreditando que é outro país e meio sem decorar o seu papel, não consegue impedir que o dramaturgo, o diretor e outra atriz entrem na sua vida, a exibam como boneca de louça, ser de éter, na loucura do cenário que seria sua casa/camarim com paredes feitas de giz, ou chorando num quarto de hotel, a esperar que os outros venham entrar na sua vida, interpretando os perigos quando, sobre o tablado ou na vida real, não se anda com os pés no chão, quando para sempre é sempre por um triz. Venham ver: a rainha, confundindo pessoa e personagem, está nua!



A atriz Magdale Alves  (foto ao lado do diretor Fernando Limoeiro), que participa de novelas da Rede Globo, vários filmes, com destaque para os de Cláudio Assis, Heitor Dhália e Kleber Mendonça Filho, dentre tantos outros, tantas peças de teatro, agora interpreta texto do dramaturgo recifense Moisés Monteiro de Melo Neto (Universidade Estadual de Alagoas), dirigida por Fernando Limoeiro (professor de artes cênicas da UFMG)

Equipe do espetáculo RAINHA DA PERNAMBUCÁLIA, teatro em Recife





Depoimento do diretor da  RAINHA DA PERNAMBUCÁLIA, Fernando Limoeiro, professor da UFMG




“DEUS SALVE A RAINHA!

Quando recebemos o convite junto com o texto de Moisés Monteiro de Melo Neto, abriram-se as portas dos nossos corações. Portais que dão para a memória. Todo texto teatral é um desafio, um monólogo é desafio dobrado, precipício. 


Magdale Alves e Samuel Braga, ensaio de maquiagem; espetáculo 

RAINHA DA PERNAMBUCÁLIA, teatro em Recife



Emocionados, Mag e eu, iniciamos a leitura famintos e certos da boa e desafiante dramaturgia. Ambos, dramaturgo e personagem, estavam cobertos pelo manto mágico do afeto e da admiração. Mas sem distanciamento é impossível produzir um resultado convincente como merece o texto. Eis o desafio.Trinta anos depois volto a dirigir a musa e atriz Magdale Alves, senhora do palco e do texto. Começamos a batalha sempre arriscada da interpretação. Como tornar palatável a leitura dramática de um monólogo? Um teatro da palavra e da imagem, da trajetória estética, política e do mergulho interior.


Misia Coutinho, uma das produtoras espetáculo RAINHA DA PERNAMBUCÁLIA, teatro em Recife, camarim, com Samuel Braga e Magdale Alves


Pedimos inspiração à “Rainha da Pernambucália”, de quem somos súditos confessos. Parabéns ao Janeiro dos Grandes Espetáculos pela homenagem. O texto vai além da biografia da atriz, mergulha na história e na cultura tropicalista/pernambucana, penetra na condição de ser atriz, nos labirintos da alma, e nos desvãos de um período histórico tanto rico quanto perigoso. A peça cutuca e dilacera, fustiga com destemor. Moisés, “Carangrego” culto, poeta inquieto, substancioso e ousado. Ivonete, personagem vivo, testemunha ousada e construtora da história.

A nós coube a profissão de mágicos e equilibristas, isto é,tornar plausível no palco essa dramaturgia sem perder a densidade e o encanto. O perigo do cansaço, o desafio de inflamar a quem nos escuta, o perigo da palavra que já não incendeia como nos anos oitenta. Desafio de apaixonados, que se percebem também construtores da história e do tempo da Rainha. Vimos a majestade no palco, atuando sensualmente, ousadamente, politicamente arbitrária em tempos perigosos. Aceitamos o desafio. A atriz está maturada e incendiada com o mesmo rigor e encanto quando da montagem de “Guarani Com Coca Cola”, ousadia do TUBA no início dos anos oitenta. Ivonete Melo continua reinando generosa e atenta, cuidando dos seus súditos, na batalha da profissão através do sindicato e sempre pronta para brilhar em cena: O lugar da rainha!
Fernando Limoeiro
Belô central- MG- dezembro de 2017”



Magdale Alves é RAINHA DA PERNAMBUCÁLIA

 Suzana CostaMarcos PergentinoBreno FittipaldiMagdale AlvesXico de AssisFernando LimoeiroIvonete Melo Ivonete MeloJosé Manoel Sobrinho II e Eron Villar em  Teatro Marco Camarotti, Sonia Bierbard, dentre outros NA ESTREIA de RAINHA DA PERNAMBUCÁLIA, JANEIRO DE 2018, RECIFE



PLATEIA CHEGANDO PARA o espetáculo RAINHA DA PERNAMBUCÁLIA, 

Teatro Marco Camarotti, janeiro de 2018,  Recife, Pernambuco
 

 Suzana CostaMarcos PergentinoBreno FittipaldiMagdale AlvesXico de AssisFernando LimoeiroIvonete Melo Ivonete MeloJosé Manoel Sobrinho II e Eron Villar em  Teatro Marco Camarotti.: Pós-Espetáculo RAINHA DA PERNAMBUCÁLIA, teatro em Recife, Moisés Neto segura a rosa, Jomard Muniz de Britto, mentor de parte do texto aparece ao lado dele.


Albemar Araújo, um dos responsáveis pelo Departamento de Cultura da Prefeitura de Recife, escritor e pesquisador renomado,  declara: "Ver Ivonete (Magdale Alves) é ver o mundo em cena. Uma atriz, duas atrizes, que por certo se misturará, ou se misturarão, a partir do nada e do tudo, que por ventura será o texto (acredito). Ivonete para mim não é um Enigma. Pode ser até ser uma Esfinge, que se projetou na vida, escolhendo a prateleira do teatro como seu balcão de vida, mas nada inviolável, impenetrável, qual o sarcófago de Tut Ahkan Ohm. Magdale, outra soberana atriz certamente poluirá o palco com sua beleza de representação - infeccionando nossa miséria teatral, com o sabor de sua eficiência. Aí, de uma lado o autor - doutor, supremo, completamente incompleto, posto que os completos não me dizem nada; do outro lado, a direção, cujas raízes nos levaram da pureza guarânica à depravação da águia americana (ou abutre?). Deve ser assim. Que assim se escreva. Que assim se cumpra." 

Moisés Neto em momento íntimo com Ivonete Melo e sua família (filha, genro, neta)


MOISÉS MONTEIRO DE MELO NETO, professor da UNIVERSIDADE ESTADUAL DE ALAGOAS,UNEAL, declara: "A primeira vez que vi Ivonete Melo em cena foi no Vivencial Diversiones. Eu era menor de idade e fui lá com um colega de turma da UFPE, quando eu era aluno do curso de Ciências Sociais (Antropologia), mal sabia que algum tempo depois estaríamos no mesmo elenco, do musical Muito pelo contrário, escrito e dirigido por João Falcão, em turnê pelo Brasil e também estarmos juntos num projeto com Joacir Castro, onde as apresentações de teatro se davam também nas mais recônditas cidades de Pernambuco, sobre carrocerias de caminhões, em praça pública, instituições as mais diversas, lutando por liberdade, teatro como instrumento de libertação, que é o que Ivonete, Buarque de Aquino, José Francisco Filho e tantos outros fazem também, nosso projeto, ali, tinha raízes no grupo anterior de Joacir, o Teatro popular do Nordeste, isso era a cara de Ivonete, enfim, estávamos vivenciando o Movimento de Cultura Popular; nessa época eu estava lendo muito Reich, Augusto Boal, Brecht já havia conhecido Ionesco pessoalmente, tendo feito uma pequena entrevista com ele, sobre que conselhos ele daria aos dramaturgos no Recife daquele momento.

Trajetória de Ivonete Melo, que é homenageada em peça teatral recifense (texto de Moisés Monteiro de Melo Neto e direção de Fernando Limoeiro, com a atriz Magdale Alves no papel de Ivonete); RAINHA DA PERNAMBUCÁLIA

Aquela imagem da atriz meio de cabaré, Ivonete no Vivencial, usando pouquíssima roupa, vinha à minha mente como a de uma mulher impenetrável. Fiquei impressionado que voltei várias vezes e fui cumprimentá-la no camarim. Conheci Pernalonga e escrevi, pouco antes dele morrer de maneira trágica, um texto a pedido dele. Vivíamos o processo de Abertura política nos estertores da ditadura civil-militar. Soube que a Melo começara na vida artística desde a época do colégio e até em banda de música tinha tocado e que fazia balé desde a época da tal escola em Afogados. Também teve sonho de ser cantora, participando do canto coral como primeira voz. Fez parte do corpo de baile do Teatro de Santa Isabel, sim já existiu isso e havia severos testes de admissão, ela ficou lá por muito tempo.  

Trajetória de Ivonete Melo, que é homenageada em peça teatral recifense (texto de Moisés Monteiro de Melo Neto e direção de Fernando Limoeiro, com a atriz Magdale Alves no papel de Ivonete); RAINHA DA PERNAMBUCÁLIA

Trajetória de Ivonete Melo, que é homenageada em peça teatral recifense (texto de Moisés Monteiro de Melo Neto e direção de Fernando Limoeiro, com a atriz Magdale Alves no papel de Ivonete); RAINHA DA PERNAMBUCÁLIA


Depois estudou com Flávia Barros e Norma Bittencourt, daí se juntou ao Vivencial para fazer “trabalho de corpo”, era como se chamava preparação de ator,  e iniciou-se no “grand monde” (risos e sisos imprecisos) do teatro mundial no Recife; fazendo inclusive curso de formação para ator pela UFPE, no Joaquim Cardoso, talvez o primeiro curso de formação de ator, deste porte, depois fez curso com Marco Siqueira, marco no teatro local. Tudo isso sem esquecer o Magistério, onde atuava sempre de maneira participante. Lembro de vários desfiles de 7 de setembro, que ela coordenou; fez trabalhos para o Ministério da Saúde, (conscientização com relação às doenças, importância do saneamento, economizar a água, enfim: trabalhos de rua ligados ao meio ambiente, em escolas, praças públicas, feiras. 


RAINHA DA PERNAMBUCÁLIA: Parte da plateia no ritual de pós- apresentação; grato a todos. — comRoberto Carlos GomesIvonete Melo Ivonete Melo,Tecaleite LeitePaula de RenorSonia Bierbard,Eron VillarLucas FerrOséas Borba NetoHolmes Rego BarrosJomeri PontesRogerio Bizzarro,Magdale AlvesSamuel BragaJosé Manoel Sobrinho IIEntretantoTeatro Portugal Brasil Teatro,Stella Maris SaldanhaSelma Borges e Paulo Smith em  Teatro Marco Camarotti.



O segundo trabalho que vi dela como atriz foi a Menina Má, em A revolta dos brinquedos, impagável, um dínamo, dirigida por José Francisco Filho, depois de sair das mão de Guilherme Coelho, imaginem, e com os hormônios da juventude. Depois vieram grandes produções como Tal e qual nada igual, e eu acompanhando esta diva, de perto. 


Magdale Alves, Moisés Neto, Ivonete Melo e Fernando Limoeiro: Ensaios RAINHA DA PERNAMBUCÁLIA

IVONETE MELO, na época do Corpo de baile do Teatro de Santa Isabel


Geovane Magalhães e Ivonete Melo na montagem de SANGUE DE AMOR CORRESPONDIDO, texto de Moisés Monteiro de Melo Neto


 Ivonete Melo em Porto de Galinhas, com o escritor e professor Moisés Monteiro de Melo Neto


 Ivonete Melo com amigos em festa, erguendo o brinde está Moisés Monteiro de Melo Neto

Moisés Neto, autor do texto, durante o almoço, peixada à pernambucana, depois do ensaio da RAINHA da PERNAMBUCÁLIA com  do diretor, e professor da UFMG Fernando Limoeiro com a atriz Magdale Alves



Leidson Ferraz a cita em quatro livros da coleção Cena pernambucana, Arnaldo Siqueira, pesquisador na área de dança também a menciona, no livro Mulheres que mudaram a história de Pernambuco, que também tem a história dela, as peças que ela fiz, os diretores que a dirigiram, também é comentada no livro de Lucia Machado.

Trajetória de Ivonete Melo, que é homenageada em peça teatral recifense (texto de Moisés Monteiro de Melo Neto e direção de Fernando Limoeiro, com a atriz Magdale Alves no papel de Ivonete); RAINHA DA PERNAMBUCÁLIA




Atuei ao lado dela também em Andy Warhol está morto, peça multimídia de Marco Hanois, em 1988, ela interpretava uma negra, tive oportunidade de dirigi-la num texto meu La Cumparsita, em temporada mal recebida pela crítica, em 1992; na peça Arlequim, de Ronaldo Brito, ela encarnou uma Catirina cheia de vitalidade; em Salto Alto, de Mário Prata, ela deu uma reviravolta na sua carreira, sendo elogiada pelo autor, que ficou estupefato com a sua performance no Teatro Barreto Júnior, Recife (desse teatro uma vez, saí com Ivonete e fomos à Soparia de Roger, que noites memoráveis, lá encontramos Chico Science, mas quem estava fazendo show era Gê Domingues. Ivonete foi um manguelady, admiradora do Movimento Manguebeat desde o primeiro instante, cedeu-me seu farto material quando elaborei minha dissertação de Mestrado sobre o assunto.
Já em 1987, existia uma associação, a APATEDEP, Associação Profissional dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões no Estado de Pernambuco. Era uma asociação de amadores, então depois dessa associação, em todos os estados estavam surgindo os sindicatos,  e Ivonete estqava de olho na lei do artista, criada em 1978 e sentia a necessidade, junto a Paulo de Castro, presidente da associação de formar o sindicato em Pernambuco, atuando nas áreas de circo, dança, teatro, moda, cinema e vídeo. Hoje, como presidente (diretora), ela mantém a publicação do jornal Ribalta, que tem como editor o icônico jornalista e artista, Valdi Coutinho; A Melo também conseguiu para os associados, o Culturaprev, uma aposentadoria complementar para o artista. O SATED dá todas as orientações sobre as leis, os editais, ligando o artista ao empreendedorismo, “o artista só é muito pouco”, sentencia. Ela trabalha questões ainda espinhosas por aqui, como dissídio coletivo, as tabelas de pagamento, o que engaja nosso sindicato e o torna conhecido nacionalmente devido ao processo de interação com os outros estados, com o conselho nacional de sindicatos que discute sobre o código de ética do artista. Lembrando que o pioneiro foi o do Rio de Janeiro, fundado em 1918. Teatro em condomínio, teatro em escolas, teatro de rua, teatro para empresas, teatro no palco, trabalho em cinema, vídeo as mil e uma coisas com o teatro, Ivonete é exemplo de criatividade, de disposição para trabalhar. Não é fácil, mas, ela garante que existe muita gente vivendo de teatro em Pernambuco, e o salário varia, dependendo do projeto. Numa temporada tem um piso, mas, em um espetáculo alternativo, e fazer uma peça dentro do projeto também é outro piso, se você sai da cidade, viaja, o cachê seria dobrado.

Ivonete foi conferir o ensaio de RAINHA DA PERNAMBUCÁLIA, peça inspirada em sua vida, na fto MAGDALE ALVES, MOISÉS  NETO, IVONETE E Fernando Limoeiro; foto: Morgan Leon


Ivonete foi conferir o ensaio de RAINHA DA PERNAMBUCÁLIA, peça inspirada em sua vida, na fto MAGDALE ALVES, MOISÉS  NETO, IVONETE E Fernando Limoeiro , maquiagem Samuel Braga (1º à esquerda). 

Foto: Morgan Leon


Nos palcos um dos seus últimos trabalhos foi, dirigida pelo seu diretor favorito, o supracitado JFF, atuou como Vitalie, mãe do poeta Rimbaud, em ANJOS DE FOGO E GELO, com texto meu (moisesmonteirodemeloneto), uma atuação vibrante e envolvente. Também fui assistente de direção e trabalhei com ela no premiado filme Incenso, sobre a obra de Ascenso Ferreira.
La Melo analisa: “Trabalhar com artes cênicas?” (aqui ela dá seu riso de mãe, de madrinha de tantos, uma risada forte, que lhe é peculiar, e diz: “primeiro ele tem que pensar muito, se é isso que ele quer, essa é a primeira dica. Depois estudar, se interar no assunto. E terceira, é tomar conhecimento sobre o empreendedorismo e ter coragem, muita coragem mesmo. As pessoas pensam que ser artista no modo geral é fácil, ganha fácil. Não sabe o que existe por trás, a trabalheira para se chegar até ali. Somos discriminados até hoje, uma das coisas que eu trabalho muito é a valorização. Se valorize, porque você se valorizando, valoriza o seu trabalho.”"
HAVERÁ EXPOSIÇÃO SOBRE A CARREIRA DA ATRIZ PERNAMBUCANA Ivonete Melo (veja parte da exposição):


Coluna social do Jornal do Commercio, JC, Recife, anuncia   Rainha da Pernambucália; Teatro Marco Camarotti, Recife, janeiro de 2018


RAINHA DA PERNAMBUCÁLIA: Mag e Fernando em momento memorável. Tecaleite Leite saúda: "A Rainha da Pernambucalia" me deixou encantada. Fernando Limoeiro arrasou. Maravilha rever Magdale Alves no palco. Texto Moisés Neto muito bom. E a grande musa e rainha Ivonete Melo humanamente Viveca. Noite gloriosa. Viva o Teatro!!!!!" 





domingo, 7 de janeiro de 2018

O Prof. Dr. Moisés Monteiro de Melo Neto, da Universidade Estadual de Alagoas, UNEAl comenta a morte de C.H.Cony

"(...) Na hora de pagar, alegando não ter nota menor, deixei-lhe um troco generoso. Ele me olhou espantado, retribuiu a gorjeta me desejando em dobro tudo o que eu viesse a precisar nos restos dos meus dias.

Saí daquela cadeira com um baita sentimento de culpa. Que diabo, meus sapatos não estavam tão sujos assim, por míseros tostões, fizera um filho do povo suar para ganhar seu pão. Olhei meus sapatos e tive vergonha daquele brilho humano, salgado como lágrima."
(O suor e a lágrima)


O escritor Carlos Heitor Cony e o Prof. Dr. Moisés Monteiro de Melo Neto, da Universidade Estadual de Alagoas, UNEAL

"ESTOU MEIO SEM UM PEDACINHO DE MIM. Morreu, ontem Carlos Heitor Cony, pessoa que eu muito admirava e com quem tive oportunidade de conversar algumas vezes"; declara o Prof. Dr. Moisés Monteiro de Melo Neto, da Universidade Estadual de Alagoas, UNEAL, "sim; morreu, partiu, voltando ao pó, tinha idade para isso, 91, mas como lembra John Donne  "Nenhum home  uma ilha,isolado em si mesmo; todos são parte do continente, uma parte de um todo. Se um torrão de terra for levado pelas águas até o mar, a Europa ficará diminuída, como se fosse um promontório, como se fosse o solar de teus amigos ou o teu próprio; a morte de qualquer homem me diminui, porque sou parte do gênero humano. E por isso não pergunte por quem os sinos dobram; eles dobram por vós". (Meditações VII). Vamos checar sua vida e sua obra:
Filho de Ernesto Cony Filho, jornalista, e de Julieta de Moraes, Carlos Heitor Cony nasceu no dia 14 de março de 1926 na cidade do Rio de Janeiro, no bairro de Lins de Vasconcelos, zona norte da cidade. Foi o terceiro dos quatro filhos do casal: Giovane Alceste (falecido em 1920), José Heitor, Cony e José Carlos.

Quatro anos depois muda-se para a cidade vizinha de Niterói - RJ, onde residiria por dois anos. Tido como mudo pela família, somente aos cinco anos pronuncia suas primeiras palavras. O fato ocorreu em virtude de um susto que levou com o barulho de um hidroavião que realizou um vôo rasante na praia de Icaraí, naquela cidade. Para evitar maiores constrangimentos ao menino, sua família decide educá-lo em casa.

Em 1934, já de volta ao Rio, faz sua primeira comunhão e passa a ser ajudante de missa na Igreja Nossa Senhora de Lourdes, no bairro de Vila Isabel. Sua dificuldade com a dicção das palavras - principalmente trocando o "g" pelo "d" - fazia com que fosse alvo das brincadeiras de seus amigos. Resolve, então, escrever inúmeras vezes a palavra fogão em seu caderno. Mostra aos amigos e, como eles não riram, entendeu que para não se tornar motivo de chacota deveria dedicar-se à palavra escrita.

Aos dezoito anos manifesta o desejo de tornar-se padre. Seu pai o prepara para o exame de admissão e, após aprovado, ingressa no Seminário Arquidiocesano de São José, em Rio Comprido - RJ, no dia 3 de março de 1938.

Livra-se definitivamente de seu problema da fala, em 1941, após uma operação realizada pelo médico Pedro Ernesto do Rego Batista, ex-prefeito do Rio de Janeiro.

Deixa o seminário em outubro de 1945 e ingressa, no ano seguinte, na Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil, hoje Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que abandona pouco depois.

Em 1947 surge a oportunidade de cobrir as férias de seu pai no Jornal do Brasil, então um grande diário da cidade. Para garantir seu ganha-pão, consegue nomeação e torna-se funcionário da Câmara Municipal do Rio de Janeiro.

No ano seguinte entra para o Curso de Preparação de Oficiais da Reserva (CPOR), na arma de Infantaria, de onde sairia dois anos depois.

Em 1949 casa-se com Maria Zélia Machado Velho, mãe de suas duas filhas: Regina Celi (1951) e Maria Verônica (1954). Esta é a primeira das seis uniões conjugais de Cony.

Começa a trabalhar como redator na Rádio Jornal do Brasil, em 1952.

Influenciado por Jean Paul Sartre, filósofo e autor francês, escreve "O Ventre". Em 1956 concorre ao Prêmio Manuel Antônio de Almeida (Romance), promovido pela Prefeitura do Rio de Janeiro. Austregésilo de Athayde, Celso Kelly e Manuel Bandeira, que compuseram a comissão julgadora, foram unânimes em dizer que o romance era "muito bom", mas não poderiam premiá-lo por se tratar de uma obra forte demais para vencer um concurso oficial.

No ano seguinte, irritado com a atitude da comissão julgadora, inscreve-se novamente com o romance "A verdade de cada dia", escrito em apenas nove dias. Ao trabalho, analisado por Carlos Drummond de Andrade e Austregésilo de Athayde, é outorgado o Prêmio Manuel Antônio de Almeida.

"Tijolo de segurança" é o trabalho inscrito por Cony para concorrer ao mesmo Prêmio no ano seguinte. É declarado novamente vencedor, tendo a comissão julgadora sido constituída por Rachel de Queiroz, Antônio Callado e Antônio Olinto. A Editora Civilização Brasileira, de propriedade de Ênio Silveira, publica "O Ventre". Firma, nessa ocasião, contrato com o escritor para a entrega regular de obras de ficção, procedimento que não era freqüente à época.

Em 1959 lança "A verdade de cada dia" e escreve seu quarto romance, "Informação ao crucificado".

Vai trabalhar no Correio da Manhã, jornal de renome no país, como copidesque, em 1960. No ano seguinte, revezando com Octávio de Faria, assina a coluna "Da arte de falar mal". Esses artigos transformaram-se em livro de crônicas, editado em 1963 com o mesmo título da seção. Lança "Tijolo de segurança".

Em 1961 é publicado "Informação ao crucificado" e, em 1962, lança seu quinto romance, "Matéria de memória".

Passa a escrever coluna no jornal Folha de São Paulo, em 1963, revezando com Cecília Meireles.

Eclode a revolução, em 1964, e o escritor continua com a inspiração a todo vapor: lança "O ato e o fato", crônicas escritas na imprensa; o romance "Antes, o verão", e um conto sobre a luxúria para ser incluído na coletânea "Os sete pecados capitais", editado naquele ano, com a participação de Otto Lara Resende, José Conde, Lygia Fagundes Telles, Guimarães Rosa, Mário Donato e Guilherme Figueiredo.

Em 1965 escreve uma crônica atacando o Ato Institucional nº. 2. Tal fato gera um atrito entre a direção do jornal Correio da Manhã e a redação. Cony demite-se. É convidado pela TV Rio para escrever uma novela sobre a baixa classe média do Rio, ex-capital do país. O programa foi ao ar entre março e abril daquele ano, contando com Eva Wilma e John Herbert à frente do elenco e a direção de Antonino Seabra. Após 37 capítulos, problemas com a censura fazem com que o escritor seja substituído por Oduvaldo Viana. É preso, juntamente com Mário Carneiro, Glauber Rocha e Joaquim Pedro de Andrade, o embaixador Jaime Azevedo Rodrigues, o diretor teatral Flavio Rangel e os jornalistas Antônio Callado e Marcio Moreira Alves, quando participava de uma manifestação em frente ao Hotel Glória, no Rio de Janeiro. O grupo, que ficou conhecido como "Oito do Glória", foi detido pela Polícia do Exército, em cujo quartel ficou prisioneiro. Esta seria a primeira das seis prisões do escritor por motivos políticos. Mesmo assim, lança "Posto Seis", crônicas, e "Balé branco", romance. Participa da coletânea "Os dez mandamentos" com o conto "Amar a Deus sobre todas as coisas".

No ano seguinte participa da coletânea "64 D.C." (o título, veladamente, dizia respeito a 64 Depois de Castello, primeiro militar a governar o país após a revolução de 1964).

Vai a Cuba, em 1967, onde fica por quase um ano. Participa, em Havana, como membro do júri do concurso promovido pela Casa de las Américas. Lança, no Brasil, seu oitavo romance, "Pessach:a travessia". Seu romance "Matéria de memória" começa a ser adaptado para o cinema por Paulo Gil Soares, projeto que só seria terminado em 1968 por Fernando Coni Campos. O filme, com o título de Um homem e sua jaula, teve no elenco Helena Ignez e Hugo Carvana.

Retornando de Cuba, em 1968, é preso ao pisar em solo brasileiro. A convite de Adolpho Bloch, passa a trabalhar nas revistas do Grupo Manchete. Publica "Sobre todas as coisas", contos. Em 1978 essa obra seria reeditada com o título "Babilônia!, Babilônia!". Volta a ser preso pelo regime militar no dia 13 de dezembro, data da decretação do Ato Institucional nº. 5. Fica detido quase um mês. Seu romance "Antes, o verão" é adaptado para o cinema por Gerson Tavares. Nos papéis principais, Norma Benguell e Jardel Filho.

A convite das Edições de Ouro, do Rio de Janeiro, inicia um longo trabalho de adaptação de clássicos da literatura internacional, em 1970.

Em 1971 escreve seu nono romance, "Pilatos".

Lança, pela Bloch Editores, que passou a publicar seus textos de não-ficção, "Quem matou Vargas?", biografia do ex-presidente do Brasil inspirada em série que escrevera para a revista Manchete em anos anteriores, em 1972.

No ano seguinte nasce André Heitor, seu filho com Eleonora Ramos. Falece D. Julieta, sua mãe.

Seu romance "Pilatos" é publicado em 1974. Nessa ocasião, Cony declara, para espanto geral, que jamais voltaria a escrever outro romance.

"O caso Lou", livro-reportagem, é publicado em 1975. No ano seguinte, dirige "JK, a voz da História", da Rede Manchete de Televisão. Casa-se com Beatriz Lazta, sua atual mulher.

A visita do papa João Paulo II ao Brasil, em 1980, é coberta por Cony para a revista Manchete, trabalho que voltaria a fazer 11 anos depois.

Em 1981 lança novo livro-reportagem: "Nos passos de João de Deus".

Seu pai, Ernesto Cony, falece em 1985.

Baseada em projeto e sinopse de sua autoria e de Adolpho Bloch, estréia na TV Manchete, em 1989, Kananga do Japão, novela de Wilson Aguiar Filho dirigida por Tisuka Yamasaki.

Em 1993, depois de sentido afastamento, volta à imprensa diária ao assumir a coluna "Rio" no jornal Folha de São Paulo, em substituição a Otto Lara Resende, que morrera no ano anterior. Em 1996 passa a escrever aos sábado no caderno "Ilustrada" daquele diário e, também, a integrar o Conselho Editorial da Folha.

Lança seu décimo romance, em 1995, "Quase memória", editado pela Companhia das Letras. É dedicado a Mila, cadela que o acompanhava havia 13 anos. O livro foi inspirado em suas lembranças do pai.

Recebe o Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto de sua obra, em 1996. O livro "Quase memória" ganha dois prêmios Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro ("Melhor Romance" e "Livro do Ano - Ficção"). Publica seu décimo primeiro romance, "O piano e a orquestra", vencedor do Prêmio Nacional Nestlé de Literatura.

Em 1997 lança seu décimo segundo romance, "A casa do poeta trágico", novamente premiado com dois Jabutis, pela Câmara Brasileira do Livro ("Melhor Romance" e "Livro do Ano - Ficção").

Recebe, em Paris, a comenda da Ordre dês Arts et des Lettres no grau de Chevalier, concedida pelo governo francês, em 1998. Participa da série "O escritor por ele mesmo", do Instituto Moreira Salles, apresentando-se nos centros culturais de São Paulo e Belo Horizonte.

Por encomenda, em 1999, de sua editora Companhia das Letras, escreve "Romance sem palavras", publicado nesse mesmo ano. Apresenta-se no Instituto Moreira Salles, em Poços de Caldas - MG, dentro da série "O escritor por ele mesmo".

Em março de 2000 é eleito, com 25 dos 37 votos possíveis, para a cadeira número 3 da Academia Brasileira de Letras. Toma posse em maio daquele ano.

Seu décimo quarto romance, "O indigitado", é escrito em 2001 por encomenda da Editora Objetiva, do Rio, que com ele inauguraria a coleção Cinco dedos de prosa, lançado em 2002.


BIBLIOGRAFIA

Individuais
:

Romances
:

O ventre (1958)
A verdade de cada dia (1959)
Tijolo de segurança (1960)
Informação ao crucificado (1961)
Matéria de memória (1962)
Antes, o verão (1964)
Balé branco (1965)
Pessach: a travessia (1967)
Pilatos (1973)
Quase memória (1995)
O piano e a orquestra (1996)
A casa do poeta trágico (1997)
Romance sem palavras (1999)
O harém das bananeiras (1999)
O indigitado (2001)
A tarde da tua ausência (2003)
O beijo da morte (2003)
O ato e o fato (2004)
Meu querido canalha (2004) (com Geraldo Carneiro, Aldir Blanco, Marcelo Madureira e Ruy Castro)
Quase memória (2006)
O adiantado da hora (2006)

Crônicas
:

Da arte de falar mal (1963)
O ato e o fato (1964)
Posto Seis (1965)
Os anos mais antigos do passado (1998)
O Harém das Bananeiras (1999).
O tudo ou o nada (2004)

Contos
:

Sobre todas as coisas (1968), reeditado sob o título "Babilônia! Babilônia!", em 1978.

O burguês e o crime e outros contos (1997), seleção de contos publicados em "Babilônia! Babilônia!".

Ensaios Biográficos
:

Charles Chaplin (1967)
Quem matou Vargas? (1972)
JK - Memorial do exílio (1982)
Quem matou Vargas - 1954 - Uma tragédia brasileira (2004).

Reportagens
:

O caso Lou - Assim é se lhe parece (1975)
Nos passos de João de Deus (1981)
Lagoa (1996).

Infanto-juvenis
:

Quinze anos (1965)
Uma história de amor (1978)
Rosa, vegetal de sangue (1979)
O irmão que tu me deste (1979)
A gorda e a volta por cima (1986)
Luciana saudade (1989)
O laço cor-de-rosa (2002)
O mascara de ferro (2003)

Cine-Romance
:

A noite do massacre (1975)

Adaptações (Ediouro)
:

Crime e Castigo (Dostoievski); Moby Dick (H. Melville); Viagem ao Centro da Terra (Julio Verne); A ilha misteriosa (Julio Verne); Um capitão de quinze anos (Julio Verne); As aventuras de Tom Sawyer (Mark Twain); As viagens de Tom Sawyer (Mark Twain); Huckleberry Finn (Mark Twain); O Diário de Adão e Eva (Mark Twain); Um ianque na corte do rei Artur (Mark Twain); Tom Sawyer detetive (Mark Twain); O roubo do elefante branco (Mark Twain); Ben-Hur (Lewis Wallace); O capitão Tormenta (Emilio Salgari); Maravilhas do ano 2000 (Emilio Salgari); O leão de Damasco (Emilio Salgari); O livro dos dragões (Edith Nesbit); Os meninos aquáticos (Charles Kingsley); O máscara de ferro (Alexandre Dumas); O grande Meaulne (A. Fournier); Taras Bulba (Nicolas Gogol); Ali Babá e os quarenta ladrões (Mil e uma noites); Simbad, o marujo (idem); O califa de Bagdá (idem); Aladim e a lâmpada maravilhosa (idem); Pinóquio da Silva (Carlos Collodi)
Adaptações (Editora Scipione):

O Ateneu (Raul Pompéia); O primo Basílio (Eça de Queiroz); Memórias de um sargento de milícias (Manuel Antônio de Almeida).

Adaptações (Editora Objetiva):

O máscara de ferro (Alexandre Dumas).

Com outros autores (coletâneas)
:

Luxúria, em "Os sete pecados capitais" - Guimarães Rosa, Otto Lara Resende, Lygia Fagundes Telles, José Condé, Guilherme Figueiredo e Mário Donato - Editora Civilização Brasileira, 1964

Amar a Deus sobre todas as coisas, em "Os dez mandamentos" - Jorge Amado, Marques Rebelo, Orígenes Lessa, José Condé, Campos de Carvalho, João Antônio, Guilherme Figueiredo, Moacir C. Lopes e Helena Silveira (1965).

Ordem do dia, em "64 D. C." - Antonio Callado, Marques Rebelo, Stanislaw Ponte Preta, Hermano Alves (1966).

Por vós e por muitos, em "Contos" - Clarice Lispector, Lygia Fagundes Telles, Rubem Fonseca, Sérgio Sant'Ana, Luis Vilela, Otto Lara Resende, José J. Veiga, Érico Verissimo, Moacir Scliar, Samuel Rawet, Leon Eliachar, Elsie Lessa e Adonias Filho (1974).

O burguês e o crime, em "Os cem melhores contos brasileiros do século" - diversos escritores (2000).

Em parceria:
O presidente que sabia javanês, com charges de Angeli (2000)

As viagens de Marco Pólo, com Lenira Alcure (2001)

O mistério da coroa imperial, com Anna Lee (2002)

O beijo da morte, com Anna Lee (2003).

Contos de Pânico, com Juca Kfouri e M. Prata, Marco Zero (2004).

Meu querido canalha, com Ruy Castro, Geraldo Carneiro e Aldir Blanc (2004)

O mistério da motocicleta de cristal, com Anna Lee (2004)

Traduções
:

Espanhol
:

Pessach: la travessia. Tradução de Jorge Humberto Robles (México - 1973)

Francês
:

Quasi-memoires. Tradução de Henri Raillard (Paris - 1999).

Para o cinema
:

Antes, o verão - Direção e roteiro de Gerson Tavares (1968), baseado no romance homônimo.

O homem e sua jaula - Direção de Fernando Coni Campos (1968), baseado no romance "Quase memória".

Você tem alguma idéia sobre a idéia que pretende ter? - Roteiro de Antônio Moreno, Olivar Luiz e Pedro Ernesto Stilpen (1975) - inédito, baseado no romance "Pilatos".

Pilatos - Melopéia, fanopéia & logopéia, episódio V de Isabelle trouxe uns amigos. Roteiro de Felipe Rodrigues, com a colaboração de Patrick Pessoa e Bárbara Kahane (2000) - inédito, baseado no romance "Pilatos".

Para o teatro
:

Pilatos, peça de Mario Prata (1988), baseado no romance homônimo.

Pilatos, peça de Roberto Barbosa, ainda inédita (1995), baseada no romance homônimo).

Dados extraídos de livros do autor, da Internet e dos Cadernos de Literatura Brasileira - IMS - SP.