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sábado, 27 de maio de 2017

As trapaças de Johnny Depp e o novo Piratas do Caribe, com Paul McCartney etc e tal...

O cinema ianque está cada vez mais mecânico? Com um enredo de videogame, ou de parque temático da Disney (Lá vem a Disney? direita volver, nossa!) ergue-se mais um filme da franquia PIRATAS DO CAPIBARIBE, quer dizer, do Caribe (quem se importa?). Vejam: O capitão Salazar é a nova pedra no sapato do capitão Jack Sparrow. 

Moisés Neto detona os Piratas do Caribe (risos e sisos à parte)



Salazar lidera um exército de piratas fantasmas assassinos e está disposto a matar todos os piratas existentes na face da Terra. Para escapar, Sparrow precisa encontrar o Tridente de Poseidon, que dá ao seu dono o poder de controlar o mar. É pior do que se pode imaginar o poder do cinema estadunidense, mas há três atores que emprestam seus nomes ao projeto (e ganharam muito bem, sim senhor, coisa que os atores do Capibaribe nem nem... Johnny Depp é um ator-problema e seu nome é Sr. Estranho, desde sempre. O texto é uma droga (o que tem de drogado necessitado, precisando...), Depp como Jack Sparrow (disseram que deu pitis e chegou doidão no set, e foi?) está meio deprê. Por que fui ver esta droga? Porque tinha que participar de um debate sobre cultura pop (e isso não é trash, não?). Mas o roteiro parece feito por um programa de computador. Já o caso de  Barbossa (o excelente Geoffrey Rush), ou do fraquíssimo vilão, o tal do Salazar (interpretado de modo insípido pelo quase lendário espanhol Javier Bardem) e o da dupla de novinhos que não dizem a que vieram uma tal (sorry) de Kaya Scodelario (“Carina ) e o que interpreta (?) o personagem Henry (Brenton Thwaites) são pelo menos entediantes, de tão redondos, de tão superficiais, mesmo que seja apenas um filme comercial (falar assim da arte é possível?). É uma história pra lá de boba expõe a vingança de um oficial espanhol, e de uma dupla de novinhos que não se acham sua verdadeira  identidade e buscam (ou quase isso) seus paizinhos (danados); um dos pais numa participação peripatética é Will Turner (o sem gosto Orlando Bloom) e a outra é uma jovem, digamos assim, cientista que representa, quase sem cílios, dar um ar feminino à a essa coisa aí. E ver (numa participação que não chega aos pés da de Keith Richards em filme anterior da franquia, kkkkkkkkkkk) Paul McCartney no meio daquele pastelão foi engraçado. Me pergunto se assistir a cosias como essas vale a pena, quando há tantos filmes bons e noites ao ar livre que nos fazem mais felizes. Bom, vamos ao debate. É muito dinheiro em jogo e uma zoeira sem fim (várias ‘pessoas’ saíram durante a exibição do filme (tédio insuportável? Falta do que fazer?), pois é; ficar olhando  roubo de banco, os efeitos especiais nas imagens dos piratas zumbis um certo tipo de batalhas aquáticas (mesmo que seja para participar de um DEBATE...é ... é... não sei). Uma comédia que traz Depp, meio chaplinesco (com essa Chaplin de revolve no cosmos) e tenta caçar níqueis entre gregos e troianos, enquanto isso em Brasília... é fogo na roupa!

ENTREI DE GAIATO NO NAVIO: ver (numa participação que não chega aos pés da de Keith Richards em filme anterior da franquia, kkkkkkkkkkk) Paul McCartney no meio daquele pastelão foi engraçado




sexta-feira, 26 de maio de 2017

EXPOSIÇÃO DE MATISSE (Jazz), está no Recife

 

Na exposição de Matisse, Caixa Cultural, RECIFE


“O mais belo livro de arte do século XX”, com estas palavras o crítico de arte Paulo Herkenhoff sintetiza o belíssimo conjunto de desenhos feitos com tesoura, técnica desenvolvida por Matisse no início da década de 1940. Obrigado a passar longos períodos na cama e na cadeira de rodas, recuperando-se de uma delicada cirurgia, o pintor primeiro dedicou-se ao desenho e a ilustração, depois foi mais longe, combinando desenho e pintura em colagens feitas com papeis recortados e coloridos com guache. O artista já havia utilizado os papiers collés para o estudo da obra La danse (1909), mas foi a cumplicidade do editor e crítico Tériade que o incentivou a realizar um álbum só com papéis recortados, trabalho que mais tarde foi considerado como uma de suas obras mais importantes.
Durante os primeiros dois anos de trabalho Matisse experimentou cores e formas, utilizando folhas de papel que coloria com vivas e brilhantes cores de guache. Recortava até atingir o resultado que pretendia. O processo de edição do álbum, iniciado em 1942, durou cinco anos. O título foi definido em 1944 e a ideia de incluir texto, em 1946. As imagens variam da abstração a figuras de grande vivacidade, mescladas a um texto manuscrito impresso em fac-símile no qual Matisse tece observações sobre assuntos diversos. O próprio autor esclarece que a composição aborda assuntos ligados ao circo, contos populares e viagens, com ritmo identificável aos sons de uma orquestra de jazz. As pranchas em exposição são do exemplar 196 dos 250 originais impressos e pertencem ao acervo dos Museus Castro Maya.
Sobre o artista: Pintor, gravurista, desenhista e escultor, o francês Henri Matisse é considerado um dos principais artistas do século 20, exercendo uma figura de liderança na arte moderna.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

MALLU Magalhães é racista? Uau!

Depois de ser acusada de racismo, no caso um clipe que ela lançou. MALLU Magalhães declarou: "Fico muito triste em saber que o clipe da música “Você não presta” possa ter ofendido alguém. É muito decepcionante para mim que isso tenha acontecido. Gostaria de pedir desculpas a essas pessoas. Meu trabalho e minha mensagem têm sempre finalidade e ideais construtivos, nunca, de maneira nenhuma, destrutivos ou agressivos.
A arte é um território muito aberto e passível de diferentes interpretações e, por mais que tentemos expressar com precisão uma ideia, acontece de alguns significados, às vezes, fugirem do nosso controle.
Sei que o racismo ainda é, infelizmente, um problema estrutural e muito presente. Eu também o vejo, o rejeito e o combato.
Li cada uma das críticas, dos posts e comentários, e o debate me fez refletir muito sobre o tema. Entendo as interpretações que derivaram do clipe, mas gostaria de deixar claras minhas reais intenções.
A ideia era ter um clipe com excelentes dançarinos que despertassem nas pessoas a vontade de dançar, de se expressar. Foram convidados pela produtora e pelo diretor os bailarinos Bruno Cadinha, Aires d´Alva, Filipa Amaro, Xenos Palma, Stella Carvalho e Manuela Cabitango. Com a última, inclusive, tive a alegria de fazer aulas para me preparar para o vídeo.
É realmente uma tristeza enorme ter decepcionado algumas pessoas, mas ao mesmo tempo agradeço a todos por terem se expressado. E reitero o meu pedido de desculpa. É uma oportunidade de aprender.
Espero que, após este esclarecimento, seja aliviado deste espaço de conversa qualquer sentimento de ofensa ou injustiça, ficando os fundamentos nos quais tanto acredito: a dança, a arte e o convite à música."

(MALLU Magalhães)

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Sobre o Projeto da Nívea

  "Ontem fomos assistir ao show de Skank, Céu e Jorge Bem Jor, no parque Dona Lindu (belíssimo), praia de boa viagem recife. uma celebração à arte. muito bom. parabéns aos envolvidos." (Moisés Neto e Sabrina Serpa)


DESDE 2012, O PROJETO NIVEA VIVA CELEBRA A MÚSICA E A CULTURA BRASILEIRA COM HOMENAGENS EMOCIONANTES A ELIS REGINA (2012), TOM JOBIM (2013), O SAMBA (2014), TIM MAIA (2015) E O ROCK (2016).
que venham outros!



Relembrando: MARIA RITA, VANESSA DA MATA, MARTINHO DA VILA, ALCIONE, ROBERTA SÁ, DIOGO NOGUEIRA, IVETE SANGALO, CRIOLO, PARALAMAS DO SUCESSO, NANDO REIS, PAULA TOLLER E A CONVIDADA ESPECIAL MARJORIE ESTIANO: GRANDES ÍDOLOS DA NOSSA MÚSICA EMOCIONARAM MILHARES DE FÃS PELO BRASIL E GARANTIRAM O SUCESSO DAS CINCO EDIÇÕES ANTERIORES.

domingo, 21 de maio de 2017

Ó DOMINGO, ME ENGANA QUE EU GAMO! (poema em prosa moisesneto)






Quando nada precisa de mim, não me sinto quieto; mesmo sentida a força do Universo dentro de mim, poesia circulando no sangue arrastando tudo e querendo na mais escondida festa. Casa limpa, recife, salgado de Atlântico, doce Capibaribe caído no chão; até o que é invisível recifense, reluz. A dor antiga está quase sarada, encho-me de felicidade (quase insuportável!). Nada espanta ou comove. Na vibração tranquila; sinto-me raiz desta cidade, como tantos, voz e força.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

TEMER ESTÁ NU

Aécio é mais uma constatação do inferno deste país que é pura brasa.
Brasília é metonímia do nosso carnaval desesperado em busca de gozo imediato.
O que fazer agora?
Ir às ruas, de novo, sempre?
Cansa.
Dá vontade de nem dizer tchau.
mas temos que participar ativamente.
Convoco a todos a usarem as redes com soluções pra esta dízima.
Domingo publico artigo longo.
Beijos, meus amores...

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Sobre as PERSPECTIVAS ATUAIS DA EDUCAÇÃO, o professor MOACIR GADOTTI, da USP e Diretor do Instituto Paulo Freire, comenta:

  “O conhecimento tem presença garantida em qualquer projeção que se faça do futuro. Por isso há um consenso de que o desenvolvimento de um país está condicionado à qualidade da sua educação. Nesse contexto, as perspectivas para a educação são otimistas. A pergunta que se faz é: qual educação, qual escola, qual aluno, qual professor? Este artigo busca compreender a educação no contexto da globalização e da era da informação, tira conseqüências desse processo e aponta o que poderá permanecer da "velha" educação, indicando algumas categorias fundantes da educação do futuro.”
No início deste século, H. G. Wells dizia que "a História da Humanidade é cada vez mais a disputa de uma corrida entre a educação e a catástrofe". No início dos anos 50, dizia-se que só havia uma alternativa: "socialismo ou barbárie" (Cornelius Castoriadis), mas chegou-se ao final do século com a derrocada do socialismo burocrático de tipo soviético e enfraquecimento da ética socialista. E mais: pela primeira vez na história da humanidade, não por efeito de armas nucleares, mas pelo descontrole da produção industrial, pode-se destruir toda a vida do planeta. Mais do que a solidariedade, estamos vendo crescer a competitividade. Venceu a barbárie, de novo? Qual o papel da educação neste novo contexto político? Qual é o papel da educação na era da informação? Que perspectivas podemos apontar para a educação nesse início do Terceiro Milênio? Para onde vamos?
Hoje muitos educadores, perplexos diante das rápidas mudanças na sociedade, na tecnologia e na economia, perguntam-se sobre o futuro de sua profissão, alguns com medo de perdê-la sem saber o que devem fazer. Então, aparecem, no pensamento educacional, as palavras: "projeto" político-pedagógico, pedagogia da "esperança", "ideal" pedagógico, "ilusão" e "utopia" pedagógica, o futuro como "possibilidade". Fala-se muito hoje em "cenários" possíveis para a educação, portanto, em "panoramas", representação de "paisagens". Para se desenhar uma perspectiva é preciso "distanciamento". É sempre um "ponto de vista". Todas essas palavras entre aspas indicam uma certa direção ou, pelo menos, um horizonte em direção ao qual se caminha ou se pode caminhar. Elas designam "expectativas" e anseios que podem ser captados, capturados, sistematizados e colocados em evidência.

No cenário da educação atual, podem ser destacados alguns marcos, algumas pegadas, que persistem e poderão persistir na educação do futuro.
Os sistemas educacionais ainda não conseguiram avaliar suficientemente o impacto da comunicação audiovisual e da informática, seja para informar, seja para bitolar ou controlar as mentes. Ainda trabalha-se muito com recursos tradicionais que não têm apelo para as crianças e jovens. Os que defendem a informatização da educação sustentam que é preciso mudar profundamente os métodos de ensino para reservar ao cérebro humano o que lhe é peculiar, a capacidade de pensar, em vez de desenvolver a memória. Para ele, a função da escola será, cada vez mais, a de ensinar a pensar criticamente.
Edgar Morin, que critica a razão produtivista e a racionalização modernas, propõe uma lógica do vivente. Esses paradigmas sustentam um princípio unificador do saber, do conhecimento, em torno do ser humano, valorizando o seu cotidiano, o seu vivido, o pessoal, a singularidade, o entorno, o acaso e outras categorias como: decisão, projeto, ruído, ambiguidade, finitude, escolha, síntese, vínculo e totalidade (algumas das categorias dos paradigmas chamados holonômicos, holos, em grego, significa todo e os novos paradigmas procuram centrar-se na totalidade). Os paradigmas holonômicos pretendem restaurar a totalidade do sujeito, valorizando a sua iniciativa e a sua criatividade, valorizando o micro, a complementaridade, a convergência e a complexidade.
Os holistas sustentam que o imaginário e a utopia são os grandes fatores instituintes da sociedade e recusam uma ordem que aniquila o desejo, a paixão, o olhar e a escuta. Os enfoques clássicos, segundo eles, banalizam essas dimensões da vida porque sobrevalorizam o macroestrutural, o sistema, em que tudo é função ou efeito das superestruturas socioeconômicas ou epistêmicas, linguísticas e psíquicas. Para os novos paradigmas, a história é essencialmente possibilidade, em que o que vale é o imaginário (Gilbert Durand), o projeto. Existem tantos mundos quanto nossa capacidade de imaginar. Para eles, "a imaginação está no poder", como queriam os estudantes em maio de 1968.

Na verdade, certas categorias não são novas na teoria da educação, mas hoje são lidas e analisadas com mais simpatia do que no passado. Sob diversas formas e com diferentes significados, essas categorias são encontradas em muitos intelectuais, filósofos e educadores, de ontem e de hoje: o "sentido do outro", a "curiosidade" (Paulo Freire), a "tolerância" (Karl Jaspers), a "estrutura de acolhida" (Paul Ricoeur), o "diálogo" (Martin Buber), a "autogestão" (Celestin Freinet, Michel Lobrot), a "desordem" (Edgar Morin), a "ação comunicativa", o "mundo vivido" (Jürgen Habermas), a "radicalidade" (Agnes Heller), a "empatia" (Carl Rogers), a "questão de gênero" (Moema Viezzer, Nelly Stromquist), o "cuidado" (Leonardo Boff), a "esperança" (Ernest Bloch), a "alegria" (Georges Snyders), a unidade do homem contra as "unidimensionalizações" (Herbert Marcuse), etc.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

PERDOAR É CRUCIFICAR-SE EM NOME DO OUTRO?

Perdoar é um verbo que, com raríssimas exceções (documentais, por exemplo, ou artísticas, memorialísticas, sei lá!), só deveria ser conjugado no presente...


LEITE DERRAMADO NO RECIFE: “merde alors”: Chico Buarque, é ótimo

Quando a música “Deus lhe pague” explodiu de maneira apoteótica nas caixas de som do teatro, ontem, depois do espetáculo de uma hora e pouco, eu me levantei e aplaudi emocionado a montagem do Club Noir (SP)para o livro de Chico Buarque, no Teatro Santa Isabel, que titubeou entre o estridente, a omissão e o bom espetáculo ao exibir um homem narrando a história da sua família através de séculos neste Brasil velho de guerra, leia-se Rio de Janeiro, e no final dizendo que estava enganando o leitor (no caso em questão, o espectador); mas cadê o homem (personagem não é pessoa) chorando pitangas (comendo-as?), também, por uma mulher que ele supunha traidora, ou não. Chico Buarque sempre termina sendo ele mesmo. O prêmio principal deste livro causou imensa polêmica ao ser entregue. Era LEITE DERRAMADO que chegava (que bom!) ao teatro de Santa Isabel, Recife, como parte da programação do festival Trema! de teatro (parabéns a todos os envolvidos).


Quando o livro ganhou o Jabuti foi um auê: a Câmara Brasileira do Livro (CBL). Recebeu críticas de Laurentino Gomes e Cristóvão Tezza, dentre outros laureados em edições anteriores, que pediam “regras mais claras” para a escolha do vencedor, no caso Leite Derramado (publicado pela indefectível Companhia das Letras), pois Chico Buarque havia ficado em segundo lugar na categoria Romance na primeira fase do prêmio, em primeiro lugar estava Se Eu Fechar os Olhos Agora (da editora Record), de Edney Silvestre. Houve uma gritaria e a criação de uma petição online, intitulada “Chico, devolve o Jabuti!”, com quase 6 mil assinaturas de intelectuais!); pois é.




A obra continua polemizando. A adaptação, engajada, diga-se de passagem, simplesmente cortou um dos eixos centrais da trama; eles tinham avisado que queriam dar um viés mais político, mas... tirar a figura central feminina foi quase co mo tentar reescrever o Dom Casmurro sem Capitu.
Tratar o brasileiro pela decadência social e econômica e jogar o narrador, que está velho está num leito de hospital público, apesar de ser “membro de uma tradicional família brasileira”, eis a estratégia na composição do romance que se mune do monólogo interior, traz as marcas do jeitinho brasileiro que Chico manipula tão bem por ter passeado pela elite e louvado o povão por mais de 50 anos na sua obra louvável. Seu sujeito poético, sua verve teatral, está tudo ali. Mas vejam o pecadilho desta adaptação para o teatro: a obsessão pela figura feminina, tão presente em Chico, conhecedor de tantas mulheres, esvaziou-se; sim antes de mamar, parece que os que adaptaram a obra tiveram FASTIO, ao ver o líquido já amarelado, ali naquelas páginas mudas do livro, como o leite de Matilde, no balcão da pia, no ato da amamentação.
Assim, o jogo montado ao redor da mulher-fatal, desmorona, em nome de alegorias outras como uns bichos, que parecem moscas, ou mesmo numa nudez masculina que conduz o espectador por vieses diversos à obra original, mesmo que se justifique em nome da adaptação teatral que não deixa de ter o seu lado encantador e engajado. Do palacete à favela, passando por uma Copacabana do início do século passado , com notas sarcásticas sobre uma igreja evangélica popular, que a mãe dele trataria como gente desclassificada, sentimos, na platéia do nosso querido Santa Isabel, a ausência de Matilde e do leite derramado por ela, do ciúme doentio do narrador-marido, no seu mergulho sócio-psicológico entre a poesia e o picaresco . Como o jogo de cena e os atores estavam ontem? O início do espetáculo demorou algum tempo para fazer a ideia central decolar. A pantomima inicial foi uma opção um tanto problemática, embora no contexto ela seja justificável. Personagens como o engenheiro francês Dubosc, e seu mote “merde alors” (algo como dá em merda, ou o calão “porra”) ficam (não muito diferente do original) patinando na superfície, na obviedade. Mas quem sou eu para dizer tal coisa se o próprio Chico Buarque abençoou a adaptação do seu romance pelo autor e diretor Roberto Alvim, que trabalhou no texto durante um ano produzindo 7 versões?
Aplaudi e aplaudiria novamente.

MAI0 DEVASSADO: ENTRELUGARES Jomard Muniz de Britto. JMB, ainda.



O Brasil continua sendo o abismo               de nossas temeridades. Contradições? Apesar das poéticas contraDICÇÕES           de Sebastião Nunes, também NUVENS com Edições DUBOLSINHO de Sabará/Mg: JOÃO: “Aos três anos, J. aprendeu sozinho a ler e a escrever em várias línguas, inclusive chinês, árabe e grego moderno. Diante disso, os pais concluíram que seria bobagem manda-lo para uma Escola”.                          BR inaudito, permissivo.                               João continua arrebatando em livros        DUBOLSINHO: de Sabará pelos abismos  brasilíricos. NUVENS para cosmonautas das multi-literaturas em transe.                                         Relendo PAI PAÍS, MÃE PÁTRIA de José Carlos Avelar.                         Brasil veloz, desvelado. Nosso Brasil permanece em abissais te-me-ri-da-des e/ou atrocidades.                            Pelos ENTRELUGARES de Ricardo Maia Jr.  Ou interrogando FESTIM DE POETA, de Paulo Marcondes Ferreira Soares. Para escandalizar sofistas e socráticos com historicidade das Academias Livres da Jaqueira. Queira ou não queiramos. Entre arcaicos e contemporâneos do PT: PÓS-TUDO.                                     Percorrendo os DEVASSOS NO PARAÍSO    de João Silvério Trevisan. Saudade das montagens de Antonio Edson Cadengue, Luiz Reis e Rudimar Constâncio.                                          O Brasil das certezas e desatinos,         dúvida sistemática nos consumindo             em dúvidas permanentes.                                BR interdito. Maio devassador.             Jamais sublime e/ou sublimador.               BR assustador: do RJ aos manguezais do pernambucâncer.                                     BR doloroso, indomesticável.
Recife, maio de 2017.



sábado, 13 de maio de 2017

Sobre Deus, sobre mim, e o que acabou de acontecer

Hoje senti Deus de modo intenso e foi justamente quando eu não pedia nem agradecia na minha oração matinal. Fiquei espantado supondo meu futuro; foi como se eu amasse através de alguém e eu Nos compreendi.
Nunca tive medo da saudável dor cósmica, mas hoje pareceu que o Infinito arrancava da minha carne um Espinho antigo.
Fiquei sem saber se chorasse ou risse.

Bom, vou  sair pra trabalhar.

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Triste com mais um dos bons que se vai, mesmo em idade avançada: ANTÔNIO CÂNDIDO DEIXA UMA LACUNA ENTRE OS VIVOS

Mais uma morte enfraquece o lado bom da vida: falamos do escritor, crítico literário e sociólogo, Antonio Candido, morto hoje, dia 12 de maio de 2017, aos 98 anos (nasceu no Rio de Janeiro, em 24 de julho de 1918); foi professor da USP. Das suas obras destacam-se Formação da Literatura Brasileira: momentos decisivos, 1959; O observador literário, 1959; Tese e antítese: ensaios, 1964; Os parceiros do Rio Bonito: estudo sobre o caipira paulista e a transformação dos seus meios de vida, 1964; Literatura e sociedade: estudos de teoria e história literária, 1965; O estudo analítico do poema, 1987; O discurso e a cidade, 1993; Vários escritos, 1970 e Formação da literatura brasileira, 1975. Foi  vencedor de vários prêmios como o Jabuti, em 1965 e em 1993; e o Juca Pato, em 2007; o Machado de Assis, em 1993, e o Prêmio Internacional Alfonso Reyes.

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Debate sobre a peça de Moisés Neto TRÊS TRISTES GREGAS (Antígona, Fedra e Elektra)


Poema no dia da morte de Henrique Celibi

Canção para Celibi


Tantas vezes construíste novos mundos
teus brilhos e tino nos deixavam elétricos
te agitavas freneticamente contando histórias
e dinheiro
do cabaré à árvore de natal
de tudo entendias da cena teatral
onde gritavas e te agitavas
entre tua poesia e o riso
nos levaste ao baile de Cinderela
fizeste do veneno também um antídoto
houve palmas, houve muitas homenagens
nada te dobrou
tinha que ser teu coração
ele, nosso maestro...
Agora te ergues depois do blackout
e agradeces nossos aplausos
o mundo inteiro é um palco
voltarás muitas vezes à cena
Som e fúria
... depois... silêncio...
flores, cores, amores
como num sonho
eterno retorno
Bi bis!

(moisesneto)

Poema de Moisés Neto

CORAÇÃO DIGITAL (moisesneto)





 O apito do homem do cuscuz, hoje
e lembranças do tinir do triângulo de ferro do cara do cavaco
a buzina do pipoqueiro, na infância
o sininho do vendedor de picolé
tudo ecoou de repente... 
no meu coração digital

Em junho será lançada nova música de Frejat e Cazuza! Veja a letra:

"Dia dos Namorados"


Todo dia em qualquer lugar eu te encontro
Mesmo sem estar
O amor da gente é pra reparar

Os recados que quem ama dá
Hoje é o Dia dos Namorados
Dos perdidos
E dos achados

Se o planeta só quer rodar
Nesse eixo que a gente está
O amor da gente é pra se guardar
Com cuidado pra ele não quebrar
Hoje é o Dia dos Namorados

Todo mundo planeja amar
Banho quente ou tempestade no ar
O amor da gente é pra temperar

As coisas que a natureza dá
Diz que a era é pra sonhar
Que na terra é só simplificar
O amor da gente é pra continuar
E a nossa força não vai parar

O amor da gente é pra continuar
E a nossa fonte não vai secar
Porque o amor da gente vai continuar

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Bruno Betelheim: a vida e o jogo de xadrez... pais e filhos em xeque

Ontem, conversando com um amigo meu que estava furioso porque o filho dele não queria obedecê-lo, perguntei como estava o diálogo entre os dois (ele está separado da esposa), e o que adveio daí me fez lembrar um psicanalista que gosto muito, Bruno Betelheim. Vejam como o citei para o meu amigo: Vida não é jogo, mas o xadrez pode ilustrar uma relação entre pais e filhos, não se pode planejar mais que uns poucos lances adiante. No xadrez, cada jogada depende da resposta à anterior; o mesmo acontece com um pai que tentar seguir um plano preconcebido, sem adaptar sua forma de agir às respostas do filho, sem reavaliar as constantes mudanças da situação geral, na medida em que se apresentam. Meu amigo refletiu um pouco e deu o braço a torcer.

Gosto dos conteúdos que a UPE seleciona para seus exames de admissão. Bem melhor ESTA ABORDAGEM do que o famigerado ENEM


LITERATURA BRASILEIRA

William Cereja tem produzido excelente material didático para os mais jovens estudantes





Moisés Monteiro de Melo Neto e William Cereja




SSA 1    1. O texto literário: 1.1 conceitos; especificidades, características e funcionalidade. 1.2 estilo individual, estilo de época, texto e contexto social e histórico. 2. Funções da linguagem: 2.1 as funções da linguagem no estudo do texto literário e não literário. 2.2 conotação e denotação na análise de texto literário e não literário; 3. Gêneros literários: 3.1 lírico, épico, narrativo (conto, crônica, romance e novela) e dramático; 3.2 aspectos constitutivos dos gêneros literários. 4. A plurissignificação da linguagem literária: 4.1 intertextualidade e Interdiscursividade; 4.2 – paródia e paráfrase. 5. Estudo da gênese da literatura brasileira: 5.1 – a influência da literatura portuguesa na formação da literatura brasileira: da era medieval ao classicismo de Camões. 5.2 - a informação e a missão - a literatura de viagens e a de catequese. 6. O Quinhentismo. 6.1 – contexto social e histórico: o estudo da produção literária do Brasil colonial. 6.2 – A Carta de Caminha e Crônicas dos Viajantes. 7. O Seiscentismo. 7.1 – contexto social e histórico: o estudo da produção literária da época seiscentista. 7.2 - a poesia de Gregório de Matos, os Sermões de Padre Antônio Vieira. 8. O Setecentismo. 8.1 – contexto social e histórico: o estudo da produção literária do período setecentista. 8.2 - O arcadismo mineiro - o épico, o lírico e o satírico. Cláudio Manoel da Costa. Tomás Antônio Gonzaga – José Basílio da Gama. Obras Literárias 1. GONZAGA, Tomás Antônio. Cartas Chilenas. São Paulo: Martin Claret, 2007. 2. MATOS, Gregório de. Antologia. Porto Alegre: L&PM Editores, 1999. 3. OLIVIERI, Antonio Carlo e VILLA, Marco Antonio (Org.). Cronistas do Descobrimento. Série Bom Livro. São Paulo: Editora Ática, 1999. 4. TORERO, José Roberto e PIMENTA, Marcus Aurelius. Terra Papagalli. Rio de Janeiro, 2010. 5. VICENTE, Gil. Auto da Barca do Inferno. São Paulo: Martin Claret, 2010.
SSA 2 LITERATURA BRASILEIRA 1. O Romantismo. 1.1 – contexto social e histórico: o estudo da produção literária do período romântico brasileiro. 1.2 – as fases da poesia romântica: nacionalista, ultrarromântica e social. 1.3 – a prosa romântica: indianista e urbana. 1.3 – A literatura de transição, de Manoel Antonio de Almeida. 1.4 – o estudo das principais obras dos seguintes autores: Gonçalves Dias, Álvares de Azevedo, Castro Alves, Joaquim Manoel de Macedo, José de Alencar e Manuel Antonio de Almeida. 2. O Realismo. 2.1 – contexto social e histórico: o estudo da produção literária do período realista do Brasil. 2.2 – a relação  asàentre o paradigma racionalista e a construção da estética realista e naturalista do Brasil. 2.3 - prosa   parnasosimbolista:àidiossincrasias da literatura de Machado de Assis e de Aluísio Azevedo. 2.4 – poesia  o esteticismo de Olavo Bilac entre o sensualismo e o perfeccionismo do verso, e Cruz e Souza entre o misticismo e a revolta contra o preconceito racial. Obras Literárias 1. ALVES, Castro et al. Antologia de poesia brasileira: romantismo. São Paulo: Ática, 1998. 2. ALENCAR, José de. Senhora. São Paulo: Ática, 1998. ASSIS, Machado de. Memórias Póstumas de Brás Cubas. São Paulo: Ática, 1998. 4. AZEVEDO, Aluísio. O cortiço. São Paulo: Ática, 1998. 5. ALMEIDA, Manoel Antonio de. Memórias de um Sargento de Milícias.

SSA 3  Pré-modernismo. 1.1 - contexto social e histórico: o estudo da produção literária da época. 1.2 – o estudo dos seguintes autores e suas principais obras: Euclides da Cunha, Lima Barreto, Monteiro Lobato e Augusto dos Anjos. 2. As Vanguardas Europeias. 2.1 - contexto social e histórico: o estudo das diversas influências estéticas na literatura da época. 2.2 – futurismo, cubismo, dadaísmo, expressionismo, impressionismo e surrealismo. 3 Modernismo. 3.1 – Primeira Fase: A Semana de Arte de 22: a inovação de Mario de Andrade, Oswald de Andrade e Manuel Bandeira. 3.2 - Segunda Fase – o Modernismo de 30: a poesia nas suas múltiplas faces: Cecília Meireles, Carlos Drummond de Andrade e Vinícius de Moraes. 3.3 – O Regionalismo Nordestino: a narrativa vigorosa, a denúncia social e a forte oralidade na  Rachel de Queiroz, José Lins do Rêgo, Graciliano Ramos e Jorge Amado. 3.4 - Terceira Fase - aàficção GERAÇÃO de .45: João Cabral de Melo Neto ( o poeta engenheiro); Clarice Lispector (epifania clariciana) e João Guimarães Rosa (a linguagem reinventada). 4. Tendências da Literatura Contemporânea. 4.1 – Poesia Concretista: Ferreira Gullar, Decio Pignatari e Os Irmãos Campos. 4.2 – As peculiaridades da produção literária dos seguintes autores: Mario Quintana, Paulo Leminski, Adélia Prado e Raimundo Carrero. 4.3 - O teatro brasileiro. - A visão inovadora de Nelson Rodrigues. 4.4 – A denúncia social, o humor e a ironia de Ariano Suassuna. Obras Literárias 1. CARRERO, Raimundo. A História de Bernarda Soledade. Recife: Editora Bagaço, 2005. 2. LISPECTOR, Clarice. A Hora da Estrela. Rio de Janeiro: Rocoo, 2010. 3. MELO NETO, João Cabral de. Morte e Vida Severina. Alfaguara Brasil, 2007. 4. RAMOS, Graciliano. Vidas Secas. Rio de Janeiro: Record, 2006. 5. ROSA, João Guimarães. Primeiras Estórias. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2005. 6. SUASSUNA, Ariano. A Farsa da Boa Preguiça. Rio de Janeiro: José Olympio, 2007.
Bernarda Soledade  uma mulher  bastante batalhadora que morava no sertão da Paraíba em uma cidade chamada  Puchinãnã.  Essa historia se passa em dois temos no passado e no presente. Conta que Bernarda, s Inês( irmã) e sua mãe Gabriela estão rezando no santuário . Mais todas as vezes que  elas vão começar a tempestade atrapalha, sua mãe Gabriela estava para comemorar as bodas de ouro. Até que Lembram que Anrique o irmão do Pedro Militão, ou seja, seu tio . Ele chegou com seu cavalo imperador . Ele pede para passar uns tempos  na casa da família , ai Bernarda deixa já que tinha tomado tudo dele e proibido a captura de cavalos selvagem, mas ele tinha que fazer o serviço  dela que era domar os cavalos da casa grande, ela  também diz a história de  quando ele ficou todo ensanguentado depois de pegar um cavalo . fala também  quando encontra seu pai enforcado no quarto do segundo andar .  No presente Bernarda e Inês discutem  porque Bernarda só toma decisões erradas e elas duas também falaram que Anrique quando estava vivo gostava das duas irmãs , elas tentaram terminar a reza mas as velas se apagaram e quando elas iam acender Gabriela disse que não acendessem  porque os mortos conversam no escuro . Inês estava bordando um galo vermelho que seria dado para a filha de Bernarda, mais Bernarda não entendia porque a sua filha já  tinha morrido e Bernarda também matou o filho de Inês . Benarda fica pensando quando ela e Anrique estavam sozinhos no quarto e Anrique confessou que tinha atado Pedro militão ai Bernarda ficou com raiva.Nessa Parte o livro fala sobres os pensamentos de Inês que gostava de tomar banho nua no rio. Gabriela sempre ficava esperando Pedro e ficava falando no casamento e o que ia acontecer na sua festa de comemoração das bodas mais Pedro já estava morto.     
        
    Depois elas tentavam terminar a reza mais os cavalos  principalmente o imperador   faziam muito barulho mais mesmo assim elas terminaram a reza, depois Bernarda achou muito estranho que todos ainda estavam acordados e sempre depois da reza todos dormiam , até que o cavalo de Anrique o imperador quase derrubou a porta, Inês começou a pensar quando encontrou Anrique quando ela tomava banho nua no rio, dessa vez foi Bernarda quem lembrou quando ela e Anrique atacaram os fazendeiros daquela região que eram Lucas jeremias, Pedro de Azevedo e Arimateia, todos eles  mortos por  Bernarda por isso era conhecida como Tigre Bernarda Soledade. Gabriela Soledade gritava pelo marido até que  Bernarda e Inês pegaram  aguardente para ela e ela ficou mais quieta  sentada na cadeira e com o vestido todo desbotado e imperador sempre fazendo barulho alem dos trovoes  e quase tudo escuro mais Gabriela ainda falava e Bernarda e voltou a fazer crochê. Gabriela depois de ter tomado aguardente ela dorme , Inês e Bernarda continuam  a conversar, Bernarda pergunta a Inês se ela não gostaria de ter um filho Inês pensa e responde  que não , depois da conversa a mãe delas acorda com  um grito, e os santos do santuário sempre ficaram sangrando representando o sofrimento daquela casa. Gabriela  se assusta e  bate a cabeça fazendo um corte  e Inês sua filha pega um pano para limpar. Com a distração de Inês e Gabriela, Bernarda sai na chuva ela cai por causa que o fantasma do  cavalo imperador o derrubou , ela levanta  e vai até o túmulo de sua filha e começa a falar com a filha morta, falando das coisas que deu a ela e fala que não queria uma filha mulher porque na cidade já havia muitas mulheres. Inês percebe que Bernarda saiu e vai atrás dela e sempre chamando por Bernarda que não responde e vai ao túmulo de Anrique.         
                        
   Agora a história se passa  no passado ela fala que quando Anrique foi assassinado Bernarda com a barriga grande foi se vingar, no meio do caminho Bernarda sente dores e cai do cavalo, Inês Soledade que estava espionando saiu do meio do mato e fez o parto de Bernarda que ficou feliz pensando que era menino mais não era e ela com cara de nojo mandou Inês levar ela para a casa delas depois Bernarda montou no cavalo e foi para casa. No presente Inês foi atrás de bernarda que tinha saído de casa que foi no tumulo da sua filha, mesmo assim achou Bernarda no escuro, Elas voltam para casa quando chegam em casa viram que sua mãe  não estava mais em casa ai elas duas saem de novo  de casa mas agora elas foram no santuário para rezar e ir procurar a mãe.

    Agora a história se passa no passado que Inês atraiu Anrique para a sua morte, Anrique foi morto por Pedro Lucas filho do Geremias ,quando Pedro Lucas matou Anrique com  um tiro na boca depois no enterro do pai em Santo Antonio do salgueiro. Novamente no presente Gabriela foi encontrada morta ela foi  morta no curral ela havia sido pisoteada pelos cavalos,O livro termina com Inês limpando um santo que estava todo ensangUentado e limpando-o enquanto Bernarda foi rezar, pegou o galo bordado e colocou em um pau como uma bandeira .


ARTISTA PLÁSTICO GIL VICENTE DIZ QUE QUER INTERVENÇÃO MILITAR

Que é que é isso, minha gente? Deu a louca no hospício. Só pode ser ironia artística, fala nonsense ou fora do contexto! Ele vai retificar? Ou vai ratificar? O resto é silêncio que precede tempestades, como dissemos antes...

ASSISTA E PENSE:

http://www.folhape.com.br/robertajungmann/video.aspx?vid=0XGil71z38w/entrevista-com-gil-vicente

domingo, 7 de maio de 2017

Menos mal, franceses escolhem seu líder, um jovem com novas ideias e não aquela fascista!

Macron há um ano fazia parte do gabinete de um dos presidentes mais impopulares da França, mas agora, aos 39 anos, vence a eleição presidencial, derrotando a extrema direita (ufa!), mas é europeu e a gente do Brasil já está escaldada desta cambada metida a besta que está se lixando para os nossos reais interesses (nem nós estamos cuidando bem disso, não é?); Macron teve sorte: um escândalo derrubou o candidato da centro-direita François Fillon. Lembrando que ainda em 2016, Macron lançou o movimento En Marche! (Em Marcha).
Um brinde!



sexta-feira, 5 de maio de 2017

FIM DE JOGO, peça de Samuel Beckett, entra em cartaz no Teatro da Caixa Cultural

Renato Borghi, ao meu lado na foto (durante as filmagens de O CANGACEIRO), está no Recife, apresentando FIM DE JOGO, de Beckett: IMPERDÍVEL!

 Moisés Neto no intervalo de uma cena com os atores Paulo Leite, Renato Borghi e Antonio Petrin, com quem contracenou em "O Cangaceiro", São Paulo





Ingressos: 5, 00 e 10, 00 reais

quinta-feira, 4 de maio de 2017

FOGO NO TEATRO PERNAMBUCANO!



O Corpo de Bombeiros está tentando controlar o incêndio do teatro Barreto Júnior,  no Cabo de Santo Agostinho,  Região Metropolitana do Recife, agora mesmo. Eles informaram que enviaram uma viatura ao local e ainda não há informações sobre vítimas. Já não basta a situação caótica das artes cênicas por aqui, e agora isso! Que baixo astral desgraçado.

Auxílio-alimentação a ser recebido já a partir deste mês, pelos vereadores do Recife, no valor mensal de R$ 4.595,00 (aumentou mais de 50%!)

O ódio dedicado aos nossos políticos ganha reforço com mais uma manobra sinistra deles em Recife:trata-se do auxílio-alimentação a ser recebido já a partir deste mês, pelos vereadores do Recife, no valor mensal de R$ 4.595,00 (aumentou mais de 50%!). Ivan Moraes, do PSOL , achou ótimo. E aí?

Revendo AMARELO MANGA, filme de CLÁUDIO ASSIS

Amarelo Manga, o filme de Cláudio Assis


por Moisés Monteiro de Melo  Neto


Moisés Neto e Cláudio Assis 


O Recife no filme “Amarelo Manga”, do diretor pernambucano, nasceu em Caruaru, Cláudio Assis, com roteiro de Hilton Lacerda (um dos fundadores do Movimento Mangue) é assustadoramente anti-polifônico: todos os personagens têm a mesma voz, a mesma dimensão e parecem prontos para gritar: Fodam-se vocês, nós somos assim, porra!

Só se escuta essa voz, como num imenso monólogo cinematográfico: exclusão!
É um Recife que não tem nome de cidade. Desaparecem as identidades e há um grito como vindo de um campo de concentração, jogo de sombras e cores.
A estréia na “nossa” cidade, Recife, deu-se em 8/08/03 e trouxe quase dois mil convidados para duas salas com capacidade de lotação de 500 pessoas cada uma. Resultado: gente sentada no chão.

Cláudio Assis reclamou contra o governo de Pernambuco, leia-se Jarbas Vasconcelos, que só deu R$ 2.7000,00 para “Amarelo Manga” (cerca de 800 dólares) e que para uma produção carioca como foi “Lisbela e o Prisioneiro” (inspirada na obra de Osman Lins, direção de Guel Arraes) ele liberou quase 400 mil reais, mesmo sendo pra o filho de um adversário político do governador. Talvez porque Lisbela seja “alto astral” e tenha o padrão global de Brasil e Nordeste.

Um homossexual, um necrófilo, uma crente louca para soltar suas taras, um açougueiro que trabalha num matadouro (com direito a uma cena de matança de um boi e o subseqüente banho de sangue e pedaços de carne distribuídos em várias cenas do filme, até chegar ao vômito da crente, que um bicho lambe na hora), uma asmática solitária, interpretada pela atriz Conceição Camarotti, que já havia participado de “Texas Hotel”, curta de Assis que deu origem a este longa. Há também uma personagem-chave da trama que é uma dona de botequim problemática e outra uma moça que vive de biscates vivida pela atriz Magdale Alves, veterana dos palcos recifenses, que na película luta pelo amor do açougueiro e termina com a orelha decepada numa mordida sanguinolenta aplicada pela crente (Dira Paes) que queria pecar gostoso e que a partir daí, vendo seu homem fazendo sexo com outra à beira do rio, resolve se depravar pra valer.

Enfim: o desconcerto, onde intelectuais decadentes como o interpretado por Carlos Carvalho, surgem quase como figuração ou detalhe, faz-nos lembrar que há algo de podre no reino da Dinamarca: é o horror nosso de cada dia mesmo que está fedendo muito e que ganha o auxílio luxuoso de câmeras e tomadas estarrecedoras. Recife está se desnudando no cinema. Foi O Rap de Pequeno Príncipe Contra as Almas Sebosas, agora este Amarelo Manga, dois longas que vieram romper o jejum, ao lado de Baile Perfumado, numa nova safra pernambucana, um novo ciclo cinematográfico.
As almas sebosas continuam assombrando a burguesia e exibindo a injustiça social, o brega-cósmico, o crime, a falta de perspectiva da pobreza em busca de uma saída mais digna. Aos poucos os cangaceiros, flagelados, Zé-manés, vão dando lugar a um Nordeste, Recife, mais urbano, monstruoso, doido, banguela, destrambelhado no asfalto: molambo e mocambo, ainda.

A manga aparece neste filme como fetiche: “manga com leite 0,90”, exibe ao menu do botequim acima citado. Os mais velhos na cidade diziam que manga com leite dava indigestão. Assis explica que a cor amarelo manga lembra palidez de doença, cor de coisa velha. No pós-manguebeat a lama continua dando na canela: só tem caranguejo esperto saindo desse manguezal. A trilha sonora está a cargo de Jorge du Peixe e Lucio Maia, do Nação Zumbi, além de Zero Quatro do Mundo livre s/ a . A Cena Recifense exibida no cinema: Stop! O Recife passou o foi o automóvel?Tudo acontece em 24 horas, como no Ulisses de Joyce que, aliás, também se passa num dia de junho, no filem é 16 de junho. Cláudio encheu o seu filme de subtextos provocativos. Estômago e sexo, eis o ser e o não-ser num filme feito com 450 mil reais, 150 mil dólares. Mágica!

A película já levou prêmios e vários festivais no Brasil e no exterior.Cláudio foi o diretor de produção do Baile Perfumado e neste seu novo filme, depois de muitos curtas, mostra a que veio. Exibe a sordidez com requintes pós-nelsonrodrigueanos em imagens, até certo ponto, clean e no formato Cinemascope, que é o padrão internacional. Este longa desbancou Desmundo (Brasil, 2003) de Alain Fresnot, que ambientado no nosso país, então colônia portuguesa, de 1570 e falado em português arcaico, com legendas, conta a saga das mulheres que foram trazidas para servir aos colonos em sexo e reprodução. No festival de cinema de Brasília, por exemplo, este último levou somente prêmios secundários enquanto Amarelo Manga levava quase tudo.

“O pudor é a forma mais inteligente de perversão”, diz o diretor numa participação hitchcokiana no próprio filme, no ouvido da tal crente que a seguir numa cena despudorada chega a enfiar o cabo de uma escova de cabelo no ânus de um parceiro que no momento geme de prazer com isso.

O filme é sádico, seu humor é ácido, cruel ao exibir a miséria recifense. Angustiante. Hilton Lacerda captou com precisão a fala das ruas do Recife. O diretor pernambucano foi convidado a exibir seu filme para o presidente no Palácio do Planalto. Lula e a primeira dama elogiaram e disseram que o filme “não era pesado”. A atriz Conceição Camarotti estava nesta sessão.



Os Filmes de Cláudio Assis:

  • 1987 – Henrique (curta-metragem)
  • 1993 – Soneto do Desmantelo Blue (curta-metragem)
  • 1996 – Viva o Cinema (documentário)
  • 1999 – Texas Hotel (curta-metragem)
  • 1999 – O Brasil em Curtas 06 - Curtas Pernambucanos (ficção)
  • 2002 – Amarelo manga (longa-metragem)
  • 2006 – Baixio das Bestas (longa-metragem)
  • 2011 – Febre do Rato (longa-metragem)
  • 2016 – Big Jato (longa-metragem)
  • Piedade (sem data para estrear)



Moisés Neto e Cláudio Assis 


LITERATURA, um poema de Moisés Neto para você aí que está lendo

Literatura
(poemMoises Neto)


Meu eu é outro
tu me lês e me refazes
teci a teia que te prende
e parti
sou ninguém, agora.
Mãos em concha
bebes em meu desejo
não és senão o momento.
Mãe e filho
pai e proibição
este poema nos u-n-e
em meio ao nada
construção humana
AMORÓDIO: nossa ligação
sempre, nunca...
vai ser bom.
Não foi?

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Quanto a lembrança de Belchior, o artista cearense





Na divina comédia humana nada é eterno. Encontrei pessoalmente com Belchior numa boate nos Estados Unidos; fui ao camarim para falar com ele e o camarim era numa cozinha onde havia uma tacho de óleo fervente; ele mostrou-se simpático e respondeu a algumas das minhas perguntas. A segunda vez foi numa exposição de arte no Instituto Ricardo Brennand, no Recife. Conheci a obra dele na adolescência; há nela passagens que me marcaram muito, e há até críticas a Caetano Veloso, dos tempos da Tropicália, como nos versos "Esses casos de família e de dinheiro eu nunca entendi bem
Veloso, o sol não é tão bonito pra quem vem do norte e vai viver na rua
A noite fria me ensinou a amar mais o meu dia
E pela dor eu descobri o poder da alegria
E a certeza de que tenho coisas novas
Coisas novas pra dizer" (Fotografia 3X4)
e também em "Sem parentes importantes e vindo do interior
Mas trago, de cabeça, uma canção do rádio
Em que um antigo compositor baiano me dizia
Tudo é divino, tudo é maravilhoso[...] Mas sei que nada é divino, nada, nada é maravilhoso
Nada, nada é sagrado, nada, nada é misterioso, não" (Apenas um Rapaz Latino-Americano)

terça-feira, 2 de maio de 2017



Sábado passado  fui à casa de um amigo e aconteceu algo estranho: senti algum afeto pelo cachorro dele. Vou dizer como foi. Cheguei e ele me disse que a mulher tinha saído para levar a cadela ao veterinário. E lá estava o cachorro, que mesmo novinho tinha sido pai e estava atrapalhado com os três filhotes que nasceram. Meu amigo, que mesmo casado há um certo tempo, não tem filhos, também parecia meio atrapalhado com aquela cachorrada. Daí, comecei a observar o tal cachorro pai. Houve um momento em que ele olhou para mim como se me reconhecesse de outras visitas àquela casa. Chegou perto e aninhou-se aos meus pés, como pedindo uma compreensão que parecia fora do meu alcance. Logo vieram ficar junto a mim os 3 cachorrinhos novos. Os 4 aos meus pés. Fiquei pensando nessas criaturas que já nascem prontas, e não pensam tanto sobre si. Agem mais próximas ao magma da vida. Senti um carinho diferente por eles.