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quinta-feira, 29 de setembro de 2016

A recifense EDILZA AIRES está com seu novo show, “ Tão Feliz”, dia 29 de setembro, às 20h, no Teatro de Santa Isabel, Recife, com direção de Jomeri Pontes e Moisés Monteiro de Melo Neto.



Entrevista com Patrícia Breda, RÁDIO FOLHA, sobre o novo show de Edilza Aires:  Janilson Santo, moisesmonteirodemeloneto, Edilza Aires,s e Jomeri Pontes


HOJE, DIA 28 DE SETEMBRO, estivemos no apartamento do cantor e compositor Paulo Diz, eu, Edilza Aires, Janilson Santos e Jomeri Pontes. paulo é o homenageado do novo show dela: TÃO FELIZ. Paulo cantou e conversou muito conosco, lá em Boa Viagem. Contou casos, nos emocionou a todos a o toar suas músicas acompanhado por Edilza. 


 jomeri pontes, moisesmonteirodemeloneto, edilza aires e paulo diniz (homenageado do show TÃO FELIZ, hoje, TEATRO DE SANTA ISABEL, RECIFE




MATÉRIA JORNAL FOLHA DE PERNAMBUCO 28 DE SETEMBRO DE 2016 SHOW DE EDILZA AIRES COM DIREÇÃO MOISÉS NETO E JOMERI PONTES


“Edilza não força a barra pra emular astros americanos da Soul Music. Sua voz é naturalmente black, e ela imprime "alma" (uma tradução muito limitada para soul) a qualquer canção que interprete”, diz José Teles,  crítico, colunista musical, jornalista e escritor. 



 Já em 1993, após ser considerada revelação feminina  do ano, ela fez  show de abertura para Nana Caymmi.
Em seu novo show ela trabalha com samba, soul, funk e Rhythm-in-Blues, dando-lhes, por assim dizer, vida própria, em cada uma das  canções que interpreta.

SHOW DE EDILZA AIRES (Jornal do Commercio, Recife, 29/09/16)

 direção de Jomeri pontes e Moisés Monteiro de Melo Neto


Ela já dividiu a cena com muitos artistas, destaque para o baterista Manu Katché (músico integrante da banda de Sting), para as cantoras Daúde e Paula Lima (e integrantes do Funk Como Le Gusta) e os cantores Cláudio Zoli e Luiz Melodia.


Edilza Aires, moisesmonteirodemeloneto,  Janilson Santos e Jomeri Pontes: ensaio no Teatro de santa Isabel para o show TÃO FELIZ



 Interpreta a black music, com sotaque pernambucano mesclado ao sentimento de africanidade, da negritude, sempre se servindo de sua sensibilidade para realizar uma obra singular, bastante distinta do que se faz em Pernambuco. Já esteve no Programa do Jô, no dia 11 de outubro de 2006, recebendo calorosos elogios dele. 


Edilza Aires 

foto: Daniela Nader

Depois de alguns CDs, gravou o DVDRhythm’n’Blues no Baião – onde trabalha uma espécie de Soul Nordestino, estabelecendo a ligação dos gêneros musicais como o baião, o coco, a embolada e o xote com o Rhythm-in-Blues e suas derivações (o jazz, o funk, o soul e até o rock).


bastidores do ensaio geral da diva da música Edilza Aires, moisesmonteirodemelonetoe Jomeri Pontes; no Teatro de Santa Isabel; o show TÃO FELIZ


Além disso também não deixa de lado o Carnaval e já foi premiada como melhor intérprete nos festivais em que foi convidada a participar. 

Tem como referências internacionais, Aretha Franklin, Nat King Cole, Chaka Khan, Sarah Vaughan, Billy Paul, e por nacionais, Tim Maia, Wilson Simonal, Elis Regina, Marina Lima, Sandra Sá, Simone, Jorge Ben, Elza Soares, Rita Lee e Emílio Santiago.
 Edilza Aires está em constante estudo e reinvenção musical, dentro de sua linguagem, o soul, trazendo em sua pesquisa musical a mistura entre vários ritmos como o forró, o samba e o frevo.
SOBRE O SHOW Tão Feliz, O ESCRITOR E ESCRITOR Cícero Belmar DECLAROU:

Voz preenche espaços? Essa era a sensação. A voz da cantora Edilza Aires II parecia que tomava conta do teatro. Rasgando notas, exibindo a alma, cantava igualzinho àquelas divas norte-americanas. De agudos inquebrantáveis, afinadíssima, um exagero. Fez uma mistura boa, de composições próprias, novas e antigas, todas extremamente dançantes. Moderníssima e um pouco retrô. Passeou por vários gêneros, black music, funk, samba, o romântico de Leonardo, resgatou Paulo Diniz e também Roberto Carlos: “Não vale a pena ficar pensando em vão, o nosso amor não tem mais solução”. Foi até à Jovem Guarda: “Vesti Azul, minha sorte então mudou”. Edilza mandou bem, tirou onda. A banda que a acompanha foi um show á parte. Recife é terra de escritores e cineastas, mas também de músicos. Edilza está entre as melhores da MPB hoje. Pena que tenha sido só uma apresentação. Foi o show “Tão feliz”, no Santa Isabel, quinta-feira, 29, dirigido por Moises Neto e Jomeri Pontes, com produção de Misia Coutinho.



SHOW EDILZA AIRES

DIREÇÃO MOISÉS MONTEIRO DE MELO NETO  e Jomeri Pontes

MATÉRIA JORNAL FOLHA DE PERNAMBUCO 29 DE SETEMBRO DE 2016: SHOW DE EDILZA AIRES, diva da MPB, no Recife





Jomeri Pontes: destaca, em depoimento no sábado, 1º de outubro, na sua conta de facebook: "ME DANDO CONTA, agora, de que a última vez que fiz algo pela primeira vez foi ontem: estreei como diretor de shows. E que show! Agradeço ao amigo e talentosíssimo diretor, ator e dramaturgo Moises Neto, à brilhante diva e uma das melhores cantoras deste país, agora também amiga Edilza Aires, e à amiga, competentíssima atriz e grande produtora cultural Misia Coutinho pelo convite e confiança depositada.Foi um curto período de produção, mas de tamanha intensidade, com pessoas tão especiais, dotadas de rara sensibilidade, muito talento, visão, profissionalismo e total entrega, tornando possível este trabalho ímpar. "Tão Feliz" é o nome do show e tão feliz estou eu com esse verdadeiro presente de Edilza ao público e de vocês três para mim. Muito obrigado, queridos!" (nesta foto ele captou edilza a partir de um camarote/ frisa do santa isabel).



EDILZA AIRES NO SHOW TÃO FELIZ (DIREÇÃO MOISESMONTIERODE MELONETO E JOMERI PONTES) FOTOS DE GUSTAVO TÚLIO; TEATRO DE SANTA ISABEL, RECIFE, SETEMBRO DE 2016


A professora e pesquisadora Telma Virginia Pereira da Cunha  também deu o seu depoimento: "Foi maravilhoso. Os diretores arrasaram show lindo valorizando cada detalhe. Posicionamento de todos no palco, iluminação. As músicas cantadas, banda maravilhosa, os convidados. Amei. Nossa diva estava divina."


O cantor e compositor PAULO SMITH disse: "eu bato palmas de pé: "Georgia on Mind". Ela absolutamente se colocou como interprete de qualidade; é fácil soar como crooner, mas ali ela foi uma verdadeira cantora"

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

É isso o "morar" brasileiro? A 19ª edição da Casa Cor Pernambuco deixa à mostra desigualdades quinhentonas no Estado



por moisesneto


Eis a instalação de TURÍBIO E ZEZINHO Santos



Desde a última  sexta-feira (23)  quem quiser pode ir olhar como moram os ricos daqui do Recife e etc.
É a 19ª edição da Casa Cor Pernambuco. Nas rédeas deste festim estão Isabela Coutinho e Carla Cavalcanti (ah! Tarefa ingrata, essa de lançar/ seguir tendências do mercado...). São de 76 arquitetos/ designers/ paisagistas/ decoradores dos 42 ambientes, ocupando os 900 m², até 6 de novembro.
Com suas modernidades, sem esquecer nossas raízes, os burgueses prometem: esta é a maior mostra de decoração, arquitetura, paisagismo da América! (todas?) Ufa!
Piscina, ofurôs, muitos espelhos, cristais, couro de zebra, cabeça de antílope, mármore (num gesto de mau gosto observamos certas peças com senso crítico), cama, mesa e banho  e tanto supérfluo que deleita nosso olhar de barbárie, cansado de tanta miséria na cidade-mangue, ainda tão freyriana mesmo em todos os seus aspectos digitais.
Na instalação de TURÍBIO E ZEZINHO, Santos e Santos arquitetura (by the way: eles levaram seus objetos pessoais para lá, até um painel com fotos do casal no seu último giro pelo nosso estimado planetinha, tem, um luxo!), presenciava-se dois ícones do jetset local numa espécie de missão de modéstia e humildade; em determinado momento um deles sentou-se ao pianoforte, tocou algo mecanicamente, seguido por comentários, mas aí flagramos uma gafe: um dos visitantes, querendo bancar o íntimo, talvez, aproximou-se de um deles e disse: “Oi, adoro tudo isso,Turíbio", ao que o interlocutor respondeu: “Zezinho”. Sem comentários.
Discute-se também, os mais entendidos e preocupados com aspetos tão importantes na nossa sociedade, se a CASA COR, preserva mais do que destrói, e o que acontece quando essa mostra se acaba. No casarão da rua Gervásio Pires, por exemplo. Os finos e fofos, talvez, achem que se deveria, neste artigo, falar menos em desigualdade e adotar o tom mais AQUARIUS, ou talvez (quem sabe?) estudar os impactos não previstos aqui nestas mal traçadas linhas... falar de porcelanato e outras arquiteturices deliciosas, tão importantes numa cidade que tem prazer de botar tudo abaixo. Eu mesmo tive o prazer de entrar na casa cor que foi no final da avenida Conde da Boa Vista (havia ali, antes do Luiz Inácio, uma maternidade,, a Santa Rita, onde eu nasci: maravilha!). Também na que ficou num casarão da rua Gervásio Pires. A do cine Olinda? Perdi. Que fique bem clara uma coisa: sou contra o processo de destruição dos nossos imóveis mais antigos. É um pedaço de mim que desaba junto com eles, sempre.
Mas voltemos ao cerne de uma polêmica: pode-se ali observar a tal “modernidade” através do pretenso requinte de quem tem muita grana? O negócio todo foi montado num casarão do século 19 [Avenida Rui Barbosa, Graças, Zona Norte do nosso Recife cheio de charme e tanta bagaceira da tradição dos coronéis que insiste em permanecer cada vez mais high tech: de terça a sexta, das 16h às 22h; sábados, das 13h às 21h; e domingos das 13h às 20h. Ingressos: R$ 38 (inteira) e R$ 19 (meia), sorry, periferia]
E se alguém fizesse uma mostra deste tipo só que sobre os assalariados e esse pessoal da famigerada classe média, hein?




domingo, 25 de setembro de 2016

EDILZA AIRES e o seu novo show: “ Tão Feliz”

por moisesmonteirodemeloneto

teatro de santa isabel, recife, minutos antes de abrirem-se as cortina para o show da diva da música EDILZA AIRES, em show dirigido por jomeri pontes e moisesneto; foto: gustavo tulio



A recifense EDILZA AIRES  está com seu novo show, “ Tão Feliz”, dia 29 de setembro, às 20h, no Teatro de Santa Isabel, Recife, com direção de Jomeri Pontes e Moisés Monteiro de Melo Neto.


Entrevista com Patrícia Breda, RÁDIO FOLHA, sobre o novo show de Edilza Aires:  Janilson Santo, moisesmonteirodemeloneto, Edilza Aires,s e Jomeri Pontes


HOJE, DIA 28 DE SETEMBRO, estivemos no apartamento do cantor e compositor Paulo Diz, eu, Edilza Aires, Janilson Santos e Jomeri Pontes. paulo é o homenageado do novo show dela: TÃO FELIZ. Paulo cantou e conversou muito conosco, lá em Boa Viagem. Contou casos, nos emocionou a todos a o toar suas músicas acompanhado por Edilza. 


 jomeri pontes, moisesmonteirodemeloneto, edilza aires e paulo diniz (homenageado do show TÃO FELIZ, hoje, TEATRO DE SANTA ISABEL, RECIFE




MATÉRIA JORNAL FOLHA DE PERNAMBUCO 26 DE SETEMBRO DE 2016 SHOW DE EDILZA AIRES COM DIREÇÃO MOISÉS NETO E JOMERI PONTES


“Edilza não força a barra pra emular astros americanos da Soul Music. Sua voz é naturalmente black, e ela imprime "alma" (uma tradução muito limitada para soul) a qualquer canção que interprete”, diz José Teles,  crítico, colunista musical, jornalista e escritor.



 Já em 1993, após ser considerada revelação feminina  do ano, ela fez  show de abertura para Nana Caymmi.
Em seu novo show ela trabalha com samba, soul, funk e Rhythm-in-Blues, dando-lhes, por assim dizer, vida própria, em cada uma das  canções que interpreta.


SHOW DE EDILZA AIRES (Jornal do Commercio, Recife, 29/09/16)

 direção de Jomeri pontes e Moisés Monteiro de Melo Neto


Ela já dividiu a cena com muitos artistas, destaque para o baterista Manu Katché (músico integrante da banda de Sting), para as cantoras Daúde e Paula Lima (e integrantes do Funk Como Le Gusta) e os cantores Cláudio Zoli e Luiz Melodia.


Edilza Aires, moisesmonteirodemeloneto,  Janilson Santos e Jomeri Pontes: ensaio no Teatro de santa Isabel para o show TÃO FELIZ



 Interpreta a black music, com sotaque pernambucano mesclado ao sentimento de africanidade, da negritude, sempre se servindo de sua sensibilidade para realizar uma obra singular, bastante distinta do que se faz em Pernambuco. Já esteve no Programa do Jô (JÔ SOARES,  na TV GLOBO), no dia 11 de outubro de 2006, recebendo calorosos elogios dele.


Edilza Aires 

foto: Daniela Nader


Depois de alguns CDs, gravou o DVD Rhythm’n’Blues no Baião – onde trabalha uma espécie de Soul Nordestino, estabelecendo a ligação dos gêneros musicais como o baião, o coco, a embolada e o xote com o Rhythm-in-Blues e suas derivações (o jazz, o funk, o soul e até o rock).
Além disso também não deixa de lado o Carnaval e já foi premiada como melhor intérprete nos festivais em que foi convidada a participar.




Tem como referências internacionais, Aretha Franklin, Nat King Cole, Chaka Khan, Sarah Vaughan, Billy Paul, e por nacionais, Tim Maia, Wilson Simonal, Elis Regina, Marina Lima, Sandra Sá, Simone, Jorge Ben, Elza Soares, Rita Lee e Emílio Santiago.


Os diretores Moisés Neto e Jomeri Pontes, com a diva Edilza Aires  e atriz Mísia Coutinho, no Teatro de Santa Isabel, Recife,


 Edilza Aires está em constante estudo e reinvenção musical, dentro de sua linguagem, o soul, trazendo em sua pesquisa musical a mistura entre vários ritmos como o forró, o samba e o frevo.

os diretore jomeri pontes e moisesmonteirodemeloneto (Moisés Neto) nos bastidores do ensaio geral do show de edilza aires, teatro de santa isabel, recife, setembro de 2016







Aí vai o SETLIST:

Você Não Precisa (DISCO 01 de EDILZA)
João Wash / Luciano Queiroga

Tão Feliz (DISCO 02 de EDILZA)
João Wash

Traga-me Você (Miragem) (DISCO 01 de EDILZA)

Avaniel Marinho / Léo / Edilza
 

Ao Mestre Com Carinho (DISCO 01 de EDILZA)

João Wash / Lula Queiroga

Pingos De Amor

Paulo Diniz

Hora De União (DISCO 02 de EDILZA)

Toto
 

Tábua De Salvação (DISCO 02 de EDILZA)

Marron Brasileiro
 

Nada Vai Me Convencer

Paulo César Barros
 

Estrela

Gilberto Gil
 

Greenwich (DISCO 02 de EDILZA)

Marron Brasileiro
 
Participações: Jorge Simas (Barbara, Sammy e Gordinho)
 

Enredo do Meu Samba

Jorge Aragão / Dona Ivone Lara

 

You Are So Beautiful
Billy Preston / Bruce Carleton Fisher
 

 

Participação: Arthur Philipe

 

Georgia On My Mind
Hoagy Carmichael / Stuart Gorrell
 
 
Participação: Leonardo Sullivan
 
Um Dia de Domingo
Michael Sullivan / Paulo Massadas
 
 
Participação: Leonardo Sullivan (STANDBY)
 
Leva
Michael Sullivan / Paulo Massadas
 
 
Recife Jam (DISCO DEMO de EDILZA)
Paulo Trajano
 
 

 SOBRE O SHOW DO DIA 29 DE SETEMBRO DE 2016, NO TEATRO DE SANTA ISABEL, RECIFE, O JORNALISTA E ESCRITOR CÍCERO BELMAR DEU O SEGUINTE DEPOIMENTO:

"Tão Feliz: Voz preenche espaços? Essa era a sensação. A voz da cantora Edilza Aires II parecia que tomava conta do teatro.
Rasgando notas, exibindo a alma, cantava igualzinho àquelas divas norte-americanas.
De agudos inquebrantáveis, afinadíssima, um exagero.
Fez uma mistura boa, de composições próprias, novas e antigas, todas extremamente dançantes. Moderníssima e um pouco retrô.
Passeou por vários gêneros, black music, funk, samba, o romântico de Leonardo, resgatou Paulo Diniz e também Roberto Carlos:
“Não vale a pena ficar pensando em vão, o nosso amor não tem mais solução”. Foi até à Jovem Guarda: “Vesti Azul, minha sorte então mudou”.
Edilza mandou bem, tirou onda. A banda que a acompanha foi um show À parte.
Recife é terra de escritores e cineastas, mas também de músicos. Edilza está entre as melhores da MPB hoje. Pena que tenha sido só uma apresentação.
Foi o show “Tão feliz”, no Santa Isabel, quinta-feira, 29, dirigido por Moises Neto e Jomeri Pontes, com produção de Misia Coutinho."

um dos diretores do show de edilza aires, moisesneto, em pausa no ensaio geral




Jomeri Pontes: destaca, em depoimento no sábado, 1º de outubro, na sua conta de facebook: "ME DANDO CONTA, agora, de que a última vez que fiz algo pela primeira vez foi ontem: estreei como diretor de shows. E que show! Agradeço ao amigo e talentosíssimo diretor, ator e dramaturgo Moises Neto, à brilhante diva e uma das melhores cantoras deste país, agora também amiga Edilza Aires, e à amiga, competentíssima atriz e grande produtora cultural Misia Coutinho pelo convite e confiança depositada.Foi um curto período de produção, mas de tamanha intensidade, com pessoas tão especiais, dotadas de rara sensibilidade, muito talento, visão, profissionalismo e total entrega, tornando possível este trabalho ímpar. "Tão Feliz" é o nome do show e tão feliz estou eu com esse verdadeiro presente de Edilza ao público e de vocês três para mim. Muito obrigado, queridos!" (nesta foto ele captou edilza a partir de um camarote/ frisa do santa isabel).



EDILZA AIRES NO SHOW TÃO FELIZ (DIREÇÃO MOISESMONTIERODE MELONETO E JOMERI PONTES) FOTOS DE GUSTAVO TÚLIO; TEATRO DE SANTA ISABEL, RECIFE, SETEMBRO DE 2016


A professora e pesquisadora Telma Virginia Pereira da Cunha  também deu o seu depoimento: "Foi maravilhoso. Os diretores arrasaram show lindo valorizando cada detalhe. Posicionamento de todos no palco, iluminação. As músicas cantadas, banda maravilhosa, os convidados. Amei. Nossa diva estava divina."

O cantor e compositor PAULO SMITH disse: "eu bato palmas de pé: "Georgia on Mind". Ela absolutamente se colocou como interprete de qualidade; é fácil soar como crooner, mas alí ela foi uma verdadeira cantora"

sábado, 24 de setembro de 2016

A Síria e o neovietnamismo exposto no Afeganistão, Iraque, Sudão

O estado calamitoso da Síria? Podemos atribuir a uma política mal elaborada diante dos interesses internacionais de usurpação a qualquer custo dos recursos disponíveis para alimentar a ganância de países que não conseguem se contentar com o bastante e hão de querer sempre mais e mais. A Rússia está sendo acusada de promover o festim diabólico que tem acabado com a Síria. Mas antes tivemos o neovietnamismo exposto no Afeganistão, Iraque, Sudão etc.

Angelina Jolie: megera?

Enquanto o Recife está cheio de coisas preocupantes e o Brasil está neste mar de horror, YANKEES EM FÚRIA causam polêmicas no terreiro de Hollywood: Jennifer Aniston , que teve o seu homem "tomado" por Angelina (que já fez muitos filmes para vender armas, tipo "Senhor e Senhora Smith"- argh!) ), acha que ele seria "incapaz" de machucar os filhos com a Jolie. E dá uma alfinetada que me comoveu: "Brad é um cara simples" e mereceria algo melhor que a "complexa" (!) Angelina (que ainda deu a entender que Brad seria viciado em certas coisas liberadas e proibidas). Lembrando que Angelina já teve sérios problemas com o pai.O Ex dela (outros, claro) detona: 


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"Foi uma época louca. De 1995, quando estávamos fazendo 'Sling Blade', até quando Angelina e eu nos separamos, em 2003, o período todo foi um furacão e, você sabe, incrível. E nunca gostei muito disso", afirmou o ator em entrevista à revista "Hollywood Reporter" (Billy Bob Thornton).

BASTIDORES; tem gente por aí dizendo que na verdade isto é um truque, Brad estaria sendo perseguido pelo Imposto de renda e...

Obra do artista plástico Morgan Leon: A MENINA QUE BROTAVA SONHOS



A peculiar escolha de cores e texturas, a atuação em camadas, o jogo de luz e mais luz, o tom sombrio e ácido, faz desta obra do olindense (PE) Morgan Leon o protagonista de uma nova cena brasileira. Há um grau psicanalítico no enfoque que beira uma construção abissal num quase 2D que insinua a dimensão cósmica a partir de elementos simples.  A MENINA QUE BROTAVA SONHOS traz no seu título um jogo linguístico de esfera densa entre a infância e o universo adulto. Entre os dois Morgan rasura fronteiras perigosas e pisa em terreno movediço. Oferece, ao modo de Sherazade, um teaser dos seus próximos movimentos; um olhar delicado e amolado que às vezes me faz lembrar o surreal dos primeiros filmes de Luis Buñuel. 

(moisesmonteirodemeloneto)


PERNAMBUCANO, SIM: o cinema em Pernambuco e uma polêmica

por Celso Marconi




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   Para ser pernambucano não precisa ter nascido em Pernambuco. Tem muitos intelectuais e artistas daqui que nasceram em outros lugares e são pernambucanos autênticos. Gilberto Freyre nasceu em Pernambuco mas Ariano Suassuna nasceu na Paraíba. Essa estória que Cacá Diegues inventou no artigo que fez para o JC de que não se deve dizer cinema pernambucano mas sim cinema feito em Pernambuco é totalmente absurda. Uma coisa é ser feito em Pernambuco e outra muito diferente é ser pernambucano. Quando eu escrevia profissionalmente sobre cinema já existia essa divisão pois nos anos 70, 80, vinham cineastas de fora para fazer filmes aqui, como foi o caso de Paulo Thiago com “A batalha dos Guararapes”, que terminou sendo só e só ‘um filme feito em Pernambuco’, mas não tinha o toque pernambucano. Inclusive esse filme foi satirizado por um super 8 feito por Geraldo Pinho “A batalha da Guararapes”, que falava da ‘batalha’ dos varredores de rua para limpar a avenida Guararapes, no fim da noite. Mas teve também dois cineastas que vieram fazer filmes aqui e fizeram autênticos filmes pernambucanos. Um foi Sérgio Ricardo que fez lá em Fazenda Nova com ajuda de Plínio Pacheco “A noite do espantalho”, um autêntico barroco-pernambucano. Outro o Eduardo Coutinho que começou “Cabra marcado para morrer” no Engenho Galileia e depois do golpe terminou na Paraíba. Cacá Diegues hoje não é mais o cineasta de “A grande cidade” e “Bye Bye Brasil” mas sim um senhor executivo da Rede Globo do setor de cinema. Esqueceu o que aprendeu com o pessoal do Cinema Novo. Um filme por ser francês não deixa de ser universal. Nem por ser brasileiro e nem tampouco por ser pernambucano.nordestino. O grupo de cineastas que faz cinema hoje em nosso Estado é todo ele ungido pelo sentido da pernambucanidade. Isso sem nenhum bairrismo. Pernambuco forma uma comunidade com sua especificidade cultural que se liga perfeitamente aos outros nordestinos e também outros brasileiros. Falar que se for pernambucano é um gênero é bobagem que uma pessoa com o nível de conhecimento de Cacá Diegues não pode fazer. Muitas pessoas podem vir para Pernambuco e aqui virar um autêntico pernambucano. Mas não é qualquer um que filme aqui em 15 dias e depois diga que fez ‘uma obra pernambucana’. 
E viva a Nação Zumbi.


Olinda Bairro Novo 23.9.2016

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Eutanásia: o mundo em convulsão

por moisesneto

O atentado deste final de semana em Nova York deixam expostas mais uma vez as feridas de um mundo onde a falta de compreensão e a ganância imperam sem oposição verdadeira. Todos os esforços feitos para disfarçar as mazelas dessa barbárie na era high tech parecem fracas diante da grosseria confeitada que envolve exploradores e explorados neste planeta. O caso do Brasil nesses últimos 516 anos, com passagens cada vez mais picantes, o caso da África (ultrajada com o tráfico de escravos até o final do século XIX), o terror promovido por facções do Islã, o imperialismo do poder econômico, a visão problemática do (trans?)comunismo, o relacionamento sensual entre a Casa-Grande  e a Senzala, em Recife, Salvador, Rio de Janeiro, enfim: no país do futuro do pretérito.
Enquanto isso o Grand Monde gira enlouquecido. Na Alemanha acontece o previsto: a direita mais conservadora (!) derrota Angela Merkel e vai concretizando o velho projeto germânico que a gente conhece mais ou  menos. Já na Rússia o famigerado Putin fortalece-se numa eleição marcada pela fraude explícita com fotos e vídeos de um só eleitor colocando vários votos numa urna.



A morte inesperada  de um ator empregado por uma das maiores emissoras do mundo transformou a ficção num reality show, quando foi tragado pelo rio mais querido do Brasil, o São Francisco. Isso nos faz pensar no relacionamento dos consumidores de arte em relação aos seus artistas favoritos. Pensei agora no espetáculo que assisti neste sábado passado, Billie Holiday, a Canção, e de como Lady Day a todos ofereceu, por pouca grana, a sua dor, sabor e arte, A efemeridade dos seres e das coisas é condição primordial para a vida funcionar por aqui ( e sabe-se lá mais por onde neste inexplicável universo...) ; mas mesmo quando é esperada, a iniludível das gentes, a morte, o fim, o olhar para um corpo que pouco tempo atrás vibrava diante dos nossos olhos, faz de tudo uma espécie de circo cósmico a misturar palco, picadeiro e produção.







Seguem as inquietações dos últimos escândalos na política com essa propaganda eleitoral que mais parece propaganda barata mesmo, dessas produzidas sem roteiro fixo. Uma coisa que reflete o mau gosto generalizado que assola Pindorama, país do improviso, tipo feijoada com caipirinha, spaghetti italiano, bacalhoada, ovos e bacon, cereais (killer), leite, mel e fel, sei lá. Não aguento mais desgraça desse tipo.



Francois Nel/Getty Images

 Já nas Paralimpíadas uma atleta belga, após vencer uma prova, fez uma declaração que me deixou arrepiado: optou pela eutanásia, na Bélgica é liberada, por sofrer uma doença degenerativa.
Inesperado? Inusitado? Alguma novidade?

 Resta-nos a poesia...

domingo, 18 de setembro de 2016

BILLIE HOLIDAY, A CANÇÃO: O POSTE reafirma-se como um dos faróis das artes cênicas no Recife



por moisesmonteirodemeloneto*


moisesmonteirodemeloneto entre o diretorRaimundo Venâncio,  de BILLIE HOLLIDAY, A CANÇÃO, e  a atriz Tânia Maria que interpreta a cantora americana 

foto: Telma Virginia



"Às vezes, é pior ganhar uma luta do que perdê-la"
(Billie Holiday)



Quanto mais puxamos a borracha do estilingue para trás, mais longe vai a pedra e Eleanora Fagan, vulgo Billie Holiday, a Lady Day, que está no Recife na pele de uma sergipana talentosa e pode ser vista e ouvida ao vivo, no espaço O POSTE, rua da Aurora, 529, Boa Vista, bairro boêmio. 

Tânia Maria (Billie Hiliday) em memorável performance
foto: Pedro Fontes 



Ela parece estar em casa e apossou-se do corpo de Tânia Maria (o autor foi assistir a um show dela e prometeu o monólogo sobre Billie, quando estreou ele disse posso ir em paz, e morreu, como um  strage fruit que deve ter sido). O texto é visceral e extremamente poético; a carpintaria é de uma delicada e feroz simplicidade, com recursos que através da direção de Raimundo Evêncio, transforma-se em transformadora interpretação do blues melancólico que pode ser a vida humana, ou mesmo a intuitiva melancolia de todos os seres numa fase do estar aqui nesse mundo.  Não é fácil tratar do blues, da tristeza profunda num espetáculo assim. Gostaria de saber que que os nova-iorquinos vão achar desse espetáculo. Já viajei muito pelo mundo e tenho estudado o teatro profundamente; algumas vezes vi atrizes como Elaine Page, Glenn Close, Tereza Rachel, Maria Della Costa, Marília Pera, a Montenegro, Diná de Oliveira (em A morte do caixeiro viajante, por exemplo), devastando os corações de uma plateia com uma interpretação magistral, gosto muito disso,e vi agora Tânia Maria, interpretando uma grande diva do blues, com essa dramaturgia ácida de Hunald de Alencar (premiado dramaturgo) num espetáculo permeado por peculiar mundividência, que vem de Sergipe. Eles ensaiaram durante um ano e quatro meses, diariamente. Há um CD e um DVD à venda por 20 reais. COMPREM. 

 Espancada, filha de um casal de adolescentes sem grana, violentada e quase estuprada aos 10, parar num reformatório por isso. Billie foi estuprada aos 12, prostituída, presa, caiu nas drogas, exemplo da bondade norte-americana: o racismo, que ela denuncia na icônica canção Strange Fruit, de Allan Lewis, que ninguém queria gravar e muitos dizem que aquilo bloqueou a carreira dela, um trecho fala dos negros enforcados e queimados por brancos e deixados apodrecer em árvores à vista de todos:

[...] Pastoral scene of the gallant South


The bulgin' eyes and the twisted mouth

Scent of magnolias sweet and fresh

Then the sudden smell of burnin' flesh [...]





 Quem está a sofrer, por não poder amar como quer, ou por qualquer outra razão que nos angustia tanto, deve assistir a Billie Holiday, a canção.
Uma das canções mais tocantes de Billie é interpretada com um fervor contagiante por Tânia: Gloomy sunday (dizem que o autor matou-se depois de compô-la, e que sua amada ao ouvi-la também se suicidou!)...


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Sunday is gloomy
My hours are slumberless
Dearest the shadows
I live with are numberless
Little white flowers will
Never awaken you
Not where the black coach
Of sorrow has taken you
Angels have no thought of
Ever returning you
Would they be angry
If I thought of joining you
Gloomy Sunday
Gloomy is sunday
With shadows I spend it all
My heart and I have
Decided to end it all
Soon there'll be candles
And prayers that are sad
I know, let them not weep
Let them know
That I'm glad to go
Death is no dream
For in death I'm caressing you...


Billie morreu com somente 750 dólares escondidos numa meia de seda.  Direitos autorais? Pelas gravadoras e recebia de  15 a 75 dólares por sessão! Solitária ela vendia sua performance por míseros dólares (cerca de 50 discos bem vendidos);  sua  estrada cheia de penumbra e blues era o que lhe restava e buscava matar a fome, no sentido mais polissêmico da palavra. “Quanto mais eu morra, mais meu corpo me pertence e me prostituo também, aos vermes”, diz a canção final composta especialmente para o espetáculo que estou comentando, que se encerra numa espécie de abissal anticlímax, deixando os espectadores sem fôlego. Vi Bibi Ferreira interpretando Piaf, mas fico especialmente encantado com Tânia, que parece mais uma irmã  nossa, como se fosse nossa amiga; e o fato dessa encenação ter sido no espaço O Poste, transforma-a em algo ainda mais significativo e icônico. Ouvir e ver Tânia Maria, ali, com sua voz única, ideal àquele momento e ao que estava sendo retratado pelo teatro que assim cumpre uma das suas mais nobres funções: a catarse, foi extasiante. Sentia-se na pele O ALIMENTO DA ARTE.  
Lady sings the blues

She's got them bad
She feels so sad
Wants the world to know
Just what the blues is all about

Lady sings the blues
She tells her side
nothing to hide
Now the world will now
Just what the blues is all about
The blues ain't nothing but a pain in your heart
when you get a bad start [...]

Billie nasceu sob o maldito signo de Áries, em 07 de abril de 1915, na Filadélfia, mas foi em Baltimore,  lugar  que Edgar Alan Poe  planejou outro ícone da melancolia ocidental, o poema O Corvo, que aquela garota descendente de  uma escrava (de 13 anos!) e um irlandês (15 anos). A  bisavó irlandesa morreu nos seus braços. Uma tia malvada fez o que podia para machucá-la (a mãe foi para Nova York). Restou àquela mestiça o bordel da esquina. Aos 14 já estava no Harlem, onde morreu também.  Arranjou uma cafetina que a vendia por centavos aos brancos, também; La Holiday foi denunciada e presa por prostituição. Quis ser dançarina de boate mudou o nome de Eleanora na para Billie Holiday (férias, feriado!) começou a extravasar seu pathos, e isso Tânia Maria parece ter absorvido desse texto teatral permeado por estranha mistura de vida e arte.  No debate que houve após a apresentação eu quis perguntar à sergipana como era conviver com um personagem como esse tão peculiar; perguntei se ela já tinha sido assombrada por Billie. Ela contou a história da borboleta negra que invadiu sua casa, parou e voou lentamente em sua direção, sumiu momentaneamente e no outro dia apareceu morta. Lembrei do conselho que Jack Nicholson deu a Heath Ledger, que interpretaria o Coringa (num filme comercial): “Cuidado com esse personagem”. Recentemente interpretei Kafka e também Pilatos, senti na pele o que é olhar o mundo por uma ótica tão controversa, por assim dizer.
A interpretação de Tânia Maria vem da alma, sua voz tem a dureza da vida, a ternura sombria de uma lullaby, como no momento de Porgy and Bess, que os negros cantam Summertime.
 A Maria torna-se assim diva que bem orquestrada passeia entre intérpretes como a gigantesca Janis Joplin, que tanto admiro. Por sinal,a primeira peça que escrevi para teatro foi sobre essa texana.
Destaque merecem também os arranjos musicais (direção vocal de Lina Sousa), para os músicos. É um espetáculo enxuto, com  pequenas quebras rítmicas e uma discussão sobre o fazer musical (ler ou não partituras?);bom ver uma apresentação onde eu vi, naquele teatro contra o racismo, contra o machismo, que enfrenta o jogo ideológico com a força da arte engajada e de poderosa fé cênica. Billie conquistou o mundo; essa peça tem algo que a faz representante de uma vertente dramática que daria orgulho se ela pudesse ir ainda mais longe. Quem sabe na terra da Billie? Deve haver muita assim, mas essa é nossa e a Holiday é universal.  Mas nem o estrelato lhe deu sossego do malho. Billie Tania Maria Holiday, passa pelo recife como uma baronesa, planta que invade as águas do Capibaribe após dias de muita chuva, como flor do mandacaru, como o canto do Acauã, como um gole de uma cachaça boa, limpando a garganta. E sobre o autor? Ah!  Parece que ele enfiou a agulha na pele e tomou uma overdose de blues. Deixou que sua pena penetrasse o acetato, fez do corpo da atriz uma partitura escandalosa, capaz de santificar uma marginalizada cujo erro a ser punido foi nascer, como acontece com a maior parte dos artistas visionários, artistas que fazem do corpo combustível.
Entre o amor não correspondido nosso de cada dia, a miséria (vamos ver o sentido de misery em inglês, também?) do Brasil, essa população tão explorada, roubada, enganada, abusada, agredida, chantageada, traída e mal amada como Billie, nesse lugar onde ainda são os brancos que dão as cartas, e têm o apoio (através da lavagem cerebral feita pela ideologia) dos mais pobres, dos remediados e dos enfermos (risos e sisos) essa negra divinal surge como pharmakon entorpecente.
Parabéns Samuel, Agrinez, Nazaré pela perspicácia e eficácia em apoiar esse projetos que buscam a encruzilhada mais teatral do Recife, a d´O Poste; a iluminar como farol alternativo, o caminho principal, à sombra da casa-grande (o teatro "de" Santa Isabel, do outro lado do rio Capibaribe) que parece alienada às nossas necessidades (como pessoas de teatro) mais básicas.  Que o mundo conheça nossa Billie Holiday!  E enquanto raça, sexo, classe social servirem de argumento para destruir alguém é porque o lugar está podre e o perfume que se sente encobre o veneno da intolerância. Quanto às substâncias ilícitas consumidas por Billie? Ah! O resto é silêncio, daqueles que precedem as tempestades...
 E viva Sergipe! Que nos manda esta peça que o Recife injeta nas veias ou traga com olhos cheios d’água. Dá um arrepio olhar para essa atriz: garganta estourando, pulmões atrás da nota, de interpretar essas músicas que vão nos matando suavemente, nos estraçalhado, dilacerando Billie morreu, parece, com os 750 dólares enfiados num orifício qualquer. Tornou-se emblemática e agora está na minha cidade, trazida por uma atriz tão importante. Obrigado, Tânia Maria, obrigado a todos vocês, por tanta poesia derramada em (anti?)palco pernambucano.

moisesmonteirodemeloneto é Douror em Letras (UFPE), pesquisador, professor, escritor e trabalha há mais de 30 anos no Teatro